Conversa aponta entrega de dinheiro a ex-assessor de senador

dinheiro escândalo

BRASÍLIA, 12 de janeiro de 2026 – A Polícia Federal afirma que identificou diálogos sobre a entrega de dinheiro vivo a um ex-assessor do senador Weverton Rocha (PDT-MA) no telefone celular do empresário Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS. Antunes é suspeito de liderar um esquema de desvios de recursos em aposentadorias. A defesa de Antônio Camilo afirmou que não ia se manifestar sobre os trechos porque não teve acesso à íntegra da extração do telefone celular dele até o momento nem teve resposta do STF a pedidos feitos sobre averbação de bens e liberação de valores para pagamentos de dívidas trabalhistas. Essas conversas foram enviadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que decretou a prisão preventiva do ex-assessor Gustavo Gaspar, cumprida em dezembro na última fase da Operação Sem Desconto. Gaspar foi nomeado por Weverton como assistente parlamentar sênior na liderança do PDT no Senado, quando o senador era o líder da bancada. Exerceu o cargo entre 2019 e 2023, quando foi exonerado.

Figura central de caso em Turilândia ganha prisão domiciliar

prisão pregoeira

MARANHÃO, 12 de janeiro de 2026 – A desembargadora Maria da Graça Peres Soares Amorim, do Tribunal de Justiça do Maranhão, autorizou nesta segunda (12), a prisão domiciliar humanitária de Clementina de Jesus Pinheiro Oliveira. A presidente da Comissão Permanente de Licitação de Turilândia recebeu diagnóstico de câncer de útero em estágio intermediário e, por isso, obteve o benefício durante o andamento das investigações. A defesa de Clementina Oliveira afirmou que a troca da prisão preventiva pela domiciliar permitiria o tratamento oncológico. Os advogados apresentaram documentos médicos, exames e comprovantes de consultas, incluindo atendimento marcado para esta segunda-feira, às 14h. Pedidos de habeas corpus costumam visar a soltura de investigados, mas a defesa optou por não pedir a liberdade da pregoeira. O objetivo foi apenas garantir condições de saúde consideradas essenciais ao tratamento da doença. A desembargadora Graça Amorim autorizou a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar com monitoramento eletrônico. A decisão leva em conta o diagnóstico de carcinoma de células escamosas, classificado como intermediário. A relatora determinou que a investigada compareça periodicamente ao juízo e mantenha o tratamento médico sem restrições. No texto, a magistrada destacou que a paciente poderá frequentar hospitais, realizar exames e participar de consultas, desde que informe suas atividades mensalmente. A decisão ressalta o caráter excepcional da medida diante do quadro clínico apresentado.

Prefeito Roberto Costa diz que buscas seguem sem data limite

roberto costa

BACABAL, 12 de janeiro de 2026 – O prefeito de Bacabal, Roberto Costa, garantiu toda a estrutura logística para as buscas por duas crianças desaparecidas há nove dias. A operação visa encontrar os irmãos Agatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, no Quilombo de São Sebastião dos Pretos. O chefe do executivo municipal afirmou que não há prazo para encerrar as ações e que o governador Carlos Brandão assegurou atenção total ao caso. As buscas foram intensificadas nesta segunda (12). “A prioridade nossa é procurar as duas crianças. Não existe essa história de dizer assim: tem uma data X para encerrar? Claro que não! O nosso compromisso maior é encontrar as crianças”, declarou o prefeito. A prefeitura fornece suporte completo às equipes de segurança e voluntários no local. Conforme Roberto Costa, são servidas quase duas mil refeições diárias, além de água, lanches e energia por geradores. “Estamos hoje servindo quase duas mil refeições diárias, todos os dias, além de água, lanche, gerador de energia, toda estrutura para que as buscas continuem durante 24 horas. É uma grande corrente de união da nossa cidade, e o que a gente puder fazer, inclusive para ampliar essa logística, se necessário, nós iremos fazer para encontrar essas duas crianças, a Isabelly e o Michael”, disse Roberto Costa.

MPMA celebra cumprimento “exemplar” da lei

MPMA lei

MARANHÃO, 12 de janeiro de 2026 – O Ministério Público do Maranhão (MPMA) divulgou uma nota pública para reafirmar seu compromisso com a legalidade e a transparência ao tratar da operação realizada em Turilândia. O documento detalha que todas as ações respeitaram a Constituição e a legislação vigente, reforçando que não houve margem para interpretações alternativas sobre limites legais. A instituição destacou que medidas mais severas, como prisões, são aplicadas apenas quando consideradas indispensáveis. Segundo o Ministério Público, a escolha por medidas cautelares alternativas foi tomada com base em proporcionalidade e adequação ao caso concreto. A nota frisa que tais providências não significam absolvição, lembrando que o procedimento segue normalmente. A menção cuidadosa ao caráter “legítimo” das cautelares, reiterada ao longo do texto, indica a preocupação institucional em afastar qualquer dúvida sobre a condução das investigações, mesmo que tais questionamentos não tenham sido citados diretamente. A nota afirma que a operação conduzida pelo Gaeco produziu resultados concretos, com coleta de provas e adoção de medidas destinadas a preservar o interesse da sociedade. Entre as ações, o afastamento dos investigados de suas funções públicas buscou impedir interferências na apuração. O Ministério Público acrescenta que outras cautelares foram propostas para manter o controle da situação, reforçando a normalidade administrativa durante o processo. A instituição confirmou que representou pela intervenção em Turilândia, justificando a medida pela gravidade dos fatos investigados. A nota argumenta que a intervenção seria necessária para assegurar princípios constitucionais e preservar o funcionamento da administração municipal. A justificativa detalhada — e repetida em diferentes trechos — destaca a preocupação do Ministério Público em manter a estabilidade institucional enquanto conduz investigações sensíveis.

Promotores do GAECO pedem exoneração após parecer da PGJ

Gaeco Rebelião

MARANHÃO, 12 de janeiro de 2026 – Dez promotores do GAECO pediram exoneração dos cargos neste domingo (11) após a Procuradoria-Geral de Justiça defender a soltura dos presos da Operação Tântalo II. Eles enviaram o “Memorando nº 1/2026 – GPGJ/GAECO/SLS” ao procurador-geral Danilo José de Castro Ferreira e justificaram a saída como resposta ao parecer assinado pelo procurador-geral em exercício Orfileno Bezerra Neto, encaminhado à 3ª Câmara Criminal do TJ-MA. O caso envolve o prefeito de Turilândia, Paulo Curió, e outros investigados por suspeita de desviar mais de R$ 56 milhões do município. Além disso, o pedido afirma que a manifestação da Procuradoria-Geral contrariou o entendimento técnico-jurídico do GAECO. Os promotores destacaram que as prisões preventivas foram decretadas na investigação sobre organização criminosa instalada em Turilândia, no âmbito da Operação Tântalo II, realizada em 22 de dezembro de 2025.Eles apontaram que o conjunto probatório validado pelo Judiciário sustentou as medidas adotadas. De acordo com os promotores, o posicionamento da Procuradoria-Geral enfraqueceu a atuação do Ministério Público no combate ao crime organizado. Eles declararam que a decisão pode impactar a credibilidade das investigações complexas e a efetividade das cautelares. O texto assinala que a posição divergiu das premissas que orientaram o trabalho do GAECO e dos parâmetros adotados durante a investigação. Os dez promotores também mencionaram que o entendimento da Procuradoria-Geral não se alinha aos trabalhos desenvolvidos pelo GAECO nos últimos anos. Segundo eles, a divergência contrasta com os objetivos de aprimoramento da persecução penal presentes no Plano Estratégico do MPMA 2021-2029. Eles afirmaram que essa discordância compromete a permanência conjunta na estrutura atual do órgão auxiliar.

Colômbia produz mais cocaína que na época de Pablo Escobar

cocaína colômbia

COLÔMBIA, 12 de janeiro de 2026 – A Colômbia produziu 2,6 mil toneladas de cocaína em 2023, segundo dados da ONU, e superou em 22 vezes o volume registrado em 1993, quando Pablo Escobar morreu em Medellín. Naquele ano, o país fabricou 119 toneladas, número equivalente a 15% da oferta global estimada em 770 toneladas, conforme o Undoc. Essa expansão elevou os colombianos ao posto de maiores fornecedores mundiais, com 72% do consumo atual, enquanto a Bolívia liderava o mercado no período de Escobar, com 410 toneladas. Além disso, Escobar comandou o Cartel de Medellín e exerceu forte influência na Colômbia dos anos 1990. Ele projetou e dirigiu de forma extraoficial a prisão onde ficou detido após acordo com o governo. O narcotraficante também criou o Hacienda Nápoles Park, que incluía um zoológico. O local foi abandonado após sua morte e deixou um grupo de três hipopótamos sem controle, o que resultou na expansão da espécie para 120 animais em uma região sem predadores naturais.

Justiça obriga construção de esgoto em Paço do Lumiar

Justiça Paço

PAÇO DO LUMIAR, 12 de janeiro de 2026 – A Justiça determinou que a BRK Ambiental construa e inicie a operação de uma estação de tratamento de esgoto (ETE) no Residencial Cidade Verde I em 18 meses. A sentença foi proferida pelo juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Coletivos de São Luís. A decisão da Justiça também condenou a concessionária a realizar manutenção eficiente na rede e a pagar R$ 1 milhão por danos morais coletivos, devido ao serviço ineficiente prestado à população. Paralelamente, o Município de Paço do Lumiar, poder concedente, terá 90 dias para apresentar um projeto técnico de drenagem de águas pluviais para a mesma região. Posteriormente, a prefeitura terá o mesmo prazo da empresa para executar as obras. O juiz identificou que a falha na fiscalização da concessionária e na manutenção da drenagem urbana contribuíram para o problema. Dessa forma, ambos os réus são responsáveis por sanar as deficiências que causam inundações e vazamentos.

Auditoria aponta prefeitura à mercê de empresários de ônibus

Auditoria Prefeitura

SÃO LUÍS, 15 de dezembro de 2025 – A Controladoria-Geral do Município (CGM) identificou falhas na gestão do transporte coletivo de São Luís em auditoria realizada em 2024, referente ao exercício de 2023, terceiro ano do primeiro mandato do prefeito Eduardo Braide, conforme relatório oficial. O documento apontou fragilidades no planejamento, na fiscalização e no cumprimento contratual pelas concessionárias, além de limitações da administração municipal no controle do sistema, segundo os achados apresentados no relatório de auditoria nº 01/2024. O diagnóstico foi obtido com exclusividade pelo blog do Isaías Rocha e divulgado em 13 de dezembro. De acordo com o relatório, a auditoria analisou documentos, executou testes e aplicou procedimentos técnicos que evidenciaram falhas recorrentes na prestação do transporte coletivo. O levantamento indicou que a prefeitura enfrenta dificuldades para gerir o serviço diante das empresas concessionárias que operam o sistema na capital maranhense. DESCUMPRIMENTO CONTRATUAL A auditoria constatou que as empresas de transporte coletivo não cumprem 12 dos 15 encargos e responsabilidades previstos nos contratos de concessão. Como resultado, os usuários ficam impedidos de exercer cinco dos quatorze direitos estabelecidos contratualmente. Além disso, os auditores apontaram que a prestação do serviço carece de planejamento adequado, o que compromete a organização e a eficiência do transporte coletivo ofertado à população. Os auditores também verificaram que a fiscalização dos contratos não dispõe de ferramentas apropriadas para a gestão e o monitoramento da qualidade dos serviços. Apesar dos esforços da equipe responsável, a ausência de instrumentos técnicos adequados limita a atuação do poder público. Por isso, o relatório destacou dificuldades estruturais que afetam o acompanhamento contínuo do transporte coletivo em São Luís. Ainda segundo o documento, os usuários não dispõem de métodos eficazes para registrar reclamações, acompanhar demandas ou obter respostas das concessionárias. Além disso, a auditoria apontou falhas na administração e conservação dos bens reversíveis, que não seguem as cláusulas contratuais. O relatório também indicou que as empresas não comprovam a manutenção de suas qualificações técnicas e econômico-financeiras exigidas nos contratos.

Gostaríamos de usar cookies para melhorar sua experiência.

Visite nossa página de consentimento de cookies para gerenciar suas preferências.

Conheça nossa política de privacidade.