Buscas por crianças desaparecidas completam dez dias

BACABAL, 13 de janeiro de 2026 – Uma força-tarefa com mais de 600 pessoas busca, há dez dias, os irmãos Ágatha Isabelle, 5 anos, e Allan Michael, 4, desaparecidos na zona rural de Bacabal, no Maranhão. As crianças sumiram na tarde do último domingo, 4 de janeiro, após saírem para brincar em uma região de mata do Quilombo São Sebastião dos Pretos. As buscas envolvem policiais militares, bombeiros, voluntários e equipes do Exército Brasileiro. A terceira criança, um primo de 8 anos que desapareceu no mesmo momento, foi encontrado com vida três dias depois. Ele foi localizado por produtores rurais, desorientado, e segue internado recebendo cuidados médicos. Esse encontro não trouxe pistas sobre o paradeiro dos dois irmãos, mantendo a angústia da família e das equipes de resgate. Durante as buscas, foram localizadas peças de roupa e um calçado em áreas de matagal. Posteriormente, no entanto, familiares descartaram que os itens pertencessem a Ágatha e Allan. As operações se concentram em uma região de mata fechada e de difícil acesso, próxima a um lago, conforme indicado pelo primo encontrado.
Firmas de parentes de Toffoli têm sócio ligado ao caso Master

MARANHÃO, 12 de janeiro de 2026 – Duas empresas ligadas a irmãos e a um primo do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), teriam como sócio, até meados de 2025, um dos vários fundos de investimentos associados a suspeitas de fraudes cometidas pelo Banco Master. Segundo registros oficiais analisados pelo jornal Folha de S. Paulo, o fundo Arleen mantinha participação na Tayayá Administração e Participações, responsável por resort em Ribeirão Claro (PR) com histórico de participação acionária da família de Toffoli. Além dessa empresa, o fundo fez aportes na incorporadora imobiliária DGEP Empreendimentos, também na mesma cidade do interior do Paraná, que tinha entre os sócios um primo do magistrado. A conexão com o caso Master não é direta no sentido de investigação, mas ocorre por meio de cadeia de fundos: o Arleen foi cotista do RWM Plus, que recebeu recursos de fundos como o Maia 95 — um dos seis citados pelo Banco Central (BC) como parte da suposta teia de fraudes que envolve o banco controlado por Daniel Vorcaro. Embora o Arleen não esteja sob investigação formal, ele e outros fundos citados eram administrados pela gestora Reag, que está na mira da Operação Carbono Oculto, da Polícia Federal (PF), por suspeita de lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). O fundo Arleen foi encerrado no fim de 2025. De acordo com o último balanço disponível, os seus ativos se concentravam sobretudo nas duas empresas ligadas a parentes de Toffoli e na participação no RWM Plus. Ministro centraliza investigações, impõe sigilos e determina ações controversas A investigação em curso da PF apura fraude bilionária superior a R$ 12 bilhões, que envolve a emissão de créditos fictícios e uso de fundos e empresas interligadas para inflar ativos do banco. Os agentes policiais e os auditores do BC apuram como se processava o desvio de recursos e outras irregularidades estruturais na instituição. Dias Toffoli é o relator no STF do inquérito que centralizou a investigação, após a defesa de Vorcaro recorrer à Corte argumentando que ela deveria tramitar na instância máxima do Judiciário, em razão de citações a figuras com foro privilegiado.
Procuradores manifestam apoio após exonerações no Gaeco

MARANHÃO, 12 de janeiro de 2026 – Os procuradores de Justiça divulgaram nota nesta segunda (12) em apoio aos promotores do Gaeco que entregaram seus cargos. A manifestação afirmou que os integrantes do grupo sempre atuaram dentro da lei e seguiram princípios constitucionais durante as investigações. A reação ocorreu após divergências sobre parecer relacionado à Operação Tântalo II. Além disso, os procuradores ressaltaram que a decisão dos promotores, ainda que extrema, evidenciou compromisso com a legalidade e com a defesa da Justiça. O documento também enfatizou que divergências jurídicas integram o Estado Democrático de Direito e surgem em processos complexos. A manifestação destacou preocupação com impactos na credibilidade institucional.
Estatais batem recorde na Lei Rouanet com contas no vermelho

MARANHÃO, 12 de janeiro de 2026 – As empresas estatais federais aplicaram R$ 403,7 milhões em projetos culturais pela Lei Rouanet em 2025, atingindo o maior volume desde 1994. O aporte ocorreu quando o governo federal lidava com contas deficitárias e utilizou os incentivos fiscais de forma autorizada pelo Ministério da Cultura. O montante integrou um total de R$ 3,4 bilhões captados por companhias públicas e privadas ao longo do ano. Além disso, a Petrobras e o BNDES lideraram os investimentos entre as estatais e destinaram R$ 352,2 milhões em 2025. A Petrobras aplicou R$ 307,3 milhões e ampliou sua carteira após redimensionar projetos em 2023. Já as empresas privadas Vale, Nubank e Shell somaram R$ 330 milhões. Dessa forma, as estatais figuraram entre as maiores financiadoras de ações aprovadas. PRINCIPAIS INVESTIMENTOS A Petrobras relatou que retomou o patrocínio cultural depois de anos marcados por redução de ativos. Portanto, a estatal afirmou que buscou compatibilizar o volume atual ao porte da empresa. No mesmo período, a Lei Rouanet permitiu que empresas destinassem parte do Imposto de Renda a iniciativas culturais aprovadas, conforme previsto pelo mecanismo federal. O valor investido resulta de renúncia fiscal autorizada. O mecanismo funciona com a emissão de autorização governamental para que projetos culturais captem recursos. Por isso, os aportes não representam despesas novas para as empresas, mas sim redirecionamento de tributos que deixariam de entrar no Tesouro Nacional. Aliás, o capital financia museus, orquestras e festivais, conforme os projetos habilitados. IMPACTO NAS CONTAS PÚBLICAS Segundo o Banco Central, as contas públicas permaneceram no vermelho desde novembro de 2014, com exceção de um período entre 2021 e 2023. Em novembro de 2025, o déficit chegou a 0,36% do PIB. Além disso, o país acumulou R$ 83,3 bilhões de rombo até novembro e registrou dívida federal de 79% do PIB. No intervalo entre julho de 2024 e novembro de 2025, o resultado das estatais não compensou o déficit. O levantamento indicou que empresas captaram R$ 9,2 bilhões entre 2023 e 2025. Portanto, esse volume igualou os quatro anos anteriores em apenas três exercícios. A média anual de R$ 3,06 bilhões superou o período precedente, que registrou média de R$ 2,30 bilhões. Assim, o ritmo de captação da Lei Rouanet manteve crescimento expressivo.
Procurador-geral de Justiça nomeia novo chefe do Gaeco

MARANHÃO, 12 de janeiro de 2026 – O procurador-geral de Justiça do Maranhão, Danilo de Castro, nomeou o procurador Haroldo Paiva de Brito como o novo chefe do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). O anúncio foi feito nesta segunda (12), por meio de uma nota oficial, um dia após a saída coletiva de dez promotores que integravam a cúpula do órgão. Haroldo Paiva também assumirá o comando da Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e Inteligência (CAEI). O novo coordenador possui extensa experiência, tendo sido diretor das Promotorias de Justiça de São Luís por seis mandatos consecutivos.
Lula amplia uso do sigilo para negar acesso a dados públicos

BRASÍLIA, 12 de janeiro de 2026 – O sigilo passou a liderar as justificativas usadas por órgãos federais para recusar pedidos feitos com base na Lei de Acesso à Informação (LAI). Durante a atual gestão de Lula, mais de um terço das solicitações negadas nos últimos três anos recebeu esse enquadramento. O levantamento é do jornal O Estado de S.Paulo. No período sob comando do petista, 34% das recusas tiveram como fundamento algum tipo de restrição de acesso. O índice supera o registrado no governo Jair Bolsonaro, quando a taxa ficou em torno de 28% entre 2019 e 2022. A tendência contrasta com os primeiros anos de vigência da LAI. Entre 2012 e 2018, a principal razão para negar informações era a presença de dados pessoais, como elementos ligados à intimidade, à honra ou à imagem dos cidadãos. O sigilo liderou apenas em 2016. A Controladoria-Geral da União, responsável pela supervisão e pelos recursos da LAI, sustenta que o governo mantém elevado nível de transparência.
Justiça manda prefeitura pagar auxílio a famílias em risco

SÃO LUÍS, 12 de janeiro de 2026 – A Justiça determinou que a Prefeitura de São Luís pague um auxílio-moradia de R$ 400 mensais a 17 famílias que vivem em área de alto risco na comunidade Matança do Anil. A decisão do juiz Douglas de Melo Martins, proferida em uma Ação Civil Pública movida pela Defensoria Pública do Maranhão, obriga o município a manter o auxílio-moradia até a entrega de casas no Residencial Mato Grosso 2 ou outra solução habitacional definitiva. Além disso, a Prefeitura deve fornecer transporte para a mudança dos pertences das famílias, caso solicitado. As famílias residem no local há mais de 15 anos e sofrem com alagamentos constantes durante o período chuvoso. Um parecer técnico da Defesa Civil municipal classificou a região como de alto risco (nível 3) para inundações.
TJMA mantém presos suspeitos de corrupção em Turilândia

MARANHÃO, 12 de janeiro de 2026 – A desembargadora Maria da Graça Peres Soares Amorim, da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão, decidiu manter presos o prefeito Paulo Curió, a primeira-dama, 11 vereadores e outros oito investigados no suposto esquema de corrupção em Turilândia. A decisão contraria o parecer do Ministério Público do Estado, que havia recomendado a libertação de todos os detidos. O parecer do MPMA, assinado pelo procurador-geral de justiça em exercício, Orfileno Bezerra Neto, defendia a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares. O Ministério Público citou dispositivos do Código de Processo Penal para justificar a mudança, apontando condições para liberdade provisória dos 21 requerentes. Apesar da recomendação, a desembargadora afirmou que o parecer não apresentou elementos suficientes para alterar o cenário atual. Com isso, os presos seguem detidos enquanto a investigação avança para a fase de oitivas, etapa que pode resultar em processo judicial e aplicação de penas. REAÇÃO INTERNA NO MP No domingo (11), dez promotores que participaram diretamente da investigação como integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) pediram exoneração das funções investigativas. O movimento ocorreu após o parecer ministerial favorável à soltura dos suspeitos, revelando uma divergência interna pouco usual no órgão. Os promotores alegaram incompatibilidade com a orientação superior, gesto que reforçou a percepção de tensão institucional. A divergência acrescentou mais um capítulo ao caso, que já movimenta diferentes instâncias do sistema de Justiça.