Maranhão é 11º em ações judiciais contra o Banco Master

MARANHÃO, 21 de janeiro de 2026 – O Maranhão ocupa a 11ª posição no ranking nacional de processos judiciais contra o Banco Master, segundo levantamento divulgado pelo blog do Isaías Rocha no site Escavador. A apuração considera ações protocoladas nos últimos 60 dias e ocorre enquanto o Banco Master enfrenta liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em novembro de 2025, após crise de liquidez e indícios de irregularidades financeiras. Ao todo, o Banco Master aparece em 97.136 processos judiciais distribuídos pelas 27 unidades da federação. No Maranhão, foram identificadas 1.759 ações no período analisado. De acordo com o levantamento, os números ainda podem crescer até o fim do mês, ampliando o volume de demandas judiciais relacionadas à instituição financeira em todo o país. LIQUIDAÇÃO E IMPACTO NACIONAL A liquidação extrajudicial do Banco Master é um procedimento que encerra suas operações e retira a instituição do Sistema Financeiro Nacional. Desde a decisão, o caso passou a envolver investigações da Polícia Federal, disputas entre órgãos como o Tribunal de Contas da União e o Supremo Tribunal Federal, além da expectativa de cerca de 1,6 milhão de clientes por reembolsos via Fundo Garantidor de Créditos. Além disso, a instituição passou a enfrentar uma avalanche de processos judiciais decorrentes de problemas financeiros e administrativos. As ações estão distribuídas em todos os estados brasileiros, com forte concentração em algumas regiões. O levantamento mostra que a Bahia lidera o ranking nacional de processos contra o Banco Master, somando 24.841 registros no período analisado. Na sequência, aparecem o Rio de Janeiro, com 15.430 processos, e São Paulo, com 13.676 ações protocoladas. O Amazonas ocupa a quarta colocação, com 10.704 demandas judiciais, enquanto Minas Gerais figura em quinto lugar, com 6.362 processos registrados contra o Banco Master nos últimos meses.
Ditadura islâmica matou até 18 mil manifestantes no Irã

IRÃ, 21 de janeiro de 2026 – A ditadura islâmica matou entre 16,5 mil e 18 mil manifestantes no Irã durante uma onda recente de protestos populares, segundo relatório produzido por médicos que atuam no país e divulgado pelo jornal britânico The Sunday Times, no sábado (17). O documento aponta que a repressão ocorreu no fim de 2025, em diversas cidades iranianas, com uso de armas de uso militar, motivada pela tentativa do regime de conter manifestações iniciadas por razões econômicas. Além disso, o relatório estima que cerca de 330 mil pessoas ficaram feridas durante a repressão promovida pela ditadura islâmica. De acordo com os dados reunidos pelos profissionais de saúde, a maioria das vítimas tinha menos de 30 anos. O documento descreve a ação estatal como um “massacre total” e classifica o episódio como um “genocídio”, termos utilizados para caracterizar a escala da violência registrada nos hospitais. PROTESTOS E REPRESSÃO NO PAÍS Segundo o oftalmologista iraniano-alemão Amir Parasta, que coordenou a coleta de informações, médicos locais relataram choque diante da dimensão dos ferimentos. Ele afirmou ter conversado com dezenas de profissionais que atuaram em zonas de conflito anteriores. Ainda assim, conforme relatado, eles descreveram a repressão atual como a mais brutal em 47 anos de ditadura islâmica no Irã. Parasta também afirmou que agentes do regime ampliaram o uso de poder de fogo em relação a protestos anteriores. Em 2022, segundo ele, forças de segurança utilizavam balas de borracha e armas de chumbinho, sobretudo para atingir os olhos. Desta vez, no entanto, os médicos observaram ferimentos causados por balas e estilhaços na cabeça, no pescoço e no peito das vítimas. Além disso, os protestos tiveram início no fim de 2025, quando a população passou a ocupar as ruas contra o aumento do custo de vida. Com o avanço das manifestações, os atos passaram a incorporar reivindicações pela queda do próprio governo. Os protestos direcionaram-se diretamente contra o regime dos aiatolás, que está no poder há quase cinco décadas.
Pesquisa Econométrica indica cenários da disputa no Maranhão

MARANHÃO, 21 de janeiro de 2026 – A Pesquisa Econométrica Maranhão divulgou o primeiro levantamento de intenções de voto para o governo estadual em 2026 com registro na Justiça Eleitoral. O estudo foi realizado entre 8 e 11 de janeiro, ouviu eleitores em todo o estado e confirmou tendências já observadas em levantamentos anteriores. De acordo com os dados, se a eleição ocorresse no momento da coleta, Orleans Brandão, secretário de Assuntos Municipalistas, apareceria com 33,9% das intenções. Em seguida, Eduardo Braide, prefeito de São Luís, registraria 32,2%, formando o cenário principal apontado pela Pesquisa Econométrica Maranhão. Ainda no levantamento, Lahesio Bonfim surge na terceira posição, com 17,3% das intenções de voto. Na sequência, Felipe Camarão aparece com 7,6%.
Lula atrasa oficialização ao Senado de Messias para o STF

BRASÍLIA, 21 de janeiro de 2026 – A formalização da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal permanece parada há dois meses. O presidente Lula ainda não enviou a mensagem oficial ao Senado, documento necessário para iniciar a sabatina e a votação do nome. Essa demora ocorre em meio a um desgaste na relação do Planalto com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A ausência do ofício presidencial, portanto, impede completamente o avanço do processo na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Messias retornou aos trabalhos em Brasília após férias, mas a indicação não tem prazo público para seguir adiante. Com o recesso parlamentar em curso, a tendência é que qualquer definição só ocorra em fevereiro, caso o governo regularize a situação.
Brandão inicia expansão do sistema de esgoto em São Luís

MARANHÃO, 21 de janeiro de 2026 – O governador Carlos Brandão autorizou, nesta terça (20), o início das obras de implantação e ampliação do sistema de esgotamento sanitário de São Luís, com foco nos sistemas São Francisco e Vinhais. A autorização para o início dos serviços marca um avanço do governo do Maranhão na ampliação do saneamento básico e na melhoria da balneabilidade das praias da capital. Com investimento de R$ 75 milhões, em parceria com o governo Lula, as obras vão beneficiar cerca de 30 bairros e incluem a construção de três novas estações elevatórias, a implantação de mais de 12 quilômetros de interceptores, cerca de 27 quilômetros de rede coletora e mais de 3.600 novas ligações domiciliares. Ao anunciar a obra, o governador Carlos Brandão destacou o impacto direto da iniciativa na vida da população. “A obra vai trazer quilômetros de rede, três estações elevatórias e mais de três mil ligações domiciliares. É um grande avanço que vai beneficiar mais de 30 bairros e representa um passo muito importante para o saneamento básico de São Luís”, afirmou. As novas estações elevatórias serão implantadas na Base Aérea, Ponta do Farol e Cohafuma, ampliando a capacidade de coleta e direcionamento do esgoto para tratamento adequado. Com as intervenções, a expectativa é que a cobertura da rede de coleta de esgoto em São Luís passe de cerca de 55% para aproximadamente 70%, enquanto o índice de tratamento pode alcançar 80% ao final das entregas. O presidente da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema), Marcos Aurélio, ressaltou que os investimentos são resultado da parceria entre os governos estadual e federal.
Levantamento lista melhores cidades do Maranhão para morar

MARANHÃO, 21 de janeiro de 2026 – O IPS Brasil Maranhão divulgou um levantamento que identifica as dez melhores cidades do estado para morar, após avaliar os 217 municípios maranhenses. O estudo analisou a qualidade de vida da população a partir de indicadores socioambientais e de resultado, comparando desempenho municipal, estadual e nacional. De acordo com o índice, São Luís obteve a maior pontuação do estado, com 64,27 pontos, e foi a única cidade maranhense a superar a média nacional. Além disso, a média geral do Maranhão ficou em 55,96 pontos, enquanto o índice nacional alcançou 61,96. METODOLOGIA DO ÍNDICE O IPS Brasil Maranhão utiliza uma metodologia multidimensional que vai além de métricas econômicas tradicionais. O objetivo é verificar se as pessoas têm condições para prosperar, considerando resultados concretos na vida da população, e não apenas o volume de investimentos realizados.
Dino pede vista e suspende análise do ICMS na conta de luz

BRASÍLIA, 21 de janeiro de 2026 – O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, pediu vista e suspendeu, nesta semana, o julgamento que discute a incidência do ICMS na conta de luz, no plenário virtual da Corte. A análise trata das tarifas de transmissão e distribuição de energia elétrica, conhecidas como TUST e TUSD, e foi interrompida sem data para retomada. A controvérsia é analisada em dois processos no STF. No Recurso Extraordinário 990.115, com repercussão geral, os ministros avaliam se valores relacionados ao ICMS na conta de luz podem integrar a base de cálculo do imposto estadual, diante da natureza jurídica das subvenções aplicadas ao setor elétrico. No julgamento do recurso, o relator, ministro Cristiano Zanin, votou para afastar a incidência do tributo. Segundo ele, a subvenção vinculada ao ICMS na conta de luz não configura receita própria das concessionárias, pois representa repasse público destinado a assegurar a modicidade tarifária aos consumidores de baixa renda.
Juiz manda Braide e Caema implantar saneamento na Vila Embratel

SÃO LUÍS, 20 de janeiro de 2026 – A Justiça determinou que a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) e a Prefeitura de São Luís construam redes de água e esgoto no bairro Vila Embratel II em até seis meses. A decisão, que atende a uma ação do Ministério Público, também obriga as entidades a apresentarem um cronograma de execução em 60 dias. O descumprimento da ordem judicial pode resultar em multa diária de R$ 1 mil, revertida ao Fundo Estadual de Direitos Difusos. O Ministério Público apontou a omissão do poder público na garantia do saneamento básico à comunidade, ferindo o direito à moradia digna. Moradores relataram, por meio do Centro Comunitário Itaqui-Bacanga, que o esgoto de uma unidade escolar é despejado nas ruas desde 2018, sem que providências efetivas tenham sido tomadas, apesar das reclamações.