Escuta permanente com mães atípicas guia Orleans Brandão

MARANHÃO, 21 de fevereiro de 2026 – O secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, tem direcionado parte relevante de sua atuação ao diálogo com famílias de pessoas com deficiência, especialmente mães atípicas. A proposta é aproximar a gestão pública da realidade cotidiana desses cuidadores, cuja rotina envolve terapias contínuas, reorganização da vida profissional e demandas permanentes de acompanhamento. Dentro da pauta municipalista, a escuta dessas famílias passou a orientar encaminhamentos administrativos e articulações com municípios, buscando reduzir barreiras de acesso a serviços e fortalecer a rede de atendimento. A iniciativa considera que o cuidado não se limita ao paciente, mas alcança toda a estrutura familiar, muitas vezes sustentada integralmente pelas mães.
Orleans destaca investimentos no combate à fome no Maranhão

MARANHÃO, 20 de fevereiro de 2026 – O secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, participou da inauguração de duas novas unidades de Restaurantes Populares nos municípios de Igarapé do Meio e Porto Rico, que ampliaram a rede estadual de 94 para 213 unidades em três anos. Ao lado do governador Carlos Brandão, do secretário de Desenvolvimento Social, Paulo Casé, da prefeita Aldenira Silva e do ex-prefeito Almeida Sousa, Orleans esteve presente na abertura do 212º restaurante. A rede maranhense é considerada a maior do Brasil no segmento de segurança alimentar. Durante a inauguração em Igarapé do Meio, Orleans Brandão afirmou que nunca se fez tanto em tão pouco tempo no estado, referindo-se às obras e ações realizadas pelo governo em todos os municípios. Ele destacou os investimentos na redução da pobreza extrema e no combate à fome como prioridades da gestão estadual. “Em apenas três anos, aumentamos de 94 para 212 o número de restaurantes populares, equipamento importantíssimo que oferece comida de qualidade a preços simbólicos, servindo mil refeições em cada unidade todos os dias”, declarou. O secretário também citou dados da Fundação Getúlio Vargas e do IBGE que apontam a saída de mais de 1 milhão de pessoas da pobreza extrema em dois anos de governo. “E os resultados positivos já começam a aparecer. A Fundação Getúlio Vargas e o IBGE mostraram que em dois anos de governo mais de 1 milhão de pessoas saíram da pobreza extrema. Mas faltava resgatar 500 mil pessoas, por isso desenvolvemos o Maranhão Livre da Fome, o maior programa social da história do nosso estado”, afirmou Orleans.
Estreito entra em operação sobre núcleo político de facção

ESTREITO, 20 de fevereiro de 2026 – Uma operação da Polícia Civil do Amazonas que investiga um suposto núcleo político ligado ao Comando Vermelho teve desdobramentos em Estreito, no Maranhão, na manhã desta sexta (20), com cumprimento de mandados judiciais. A investigação apura ramificações da facção que buscariam acesso a estruturas dos três poderes para favorecer atividades relacionadas ao tráfico de drogas. Ao todo, 14 pessoas foram presas, sendo a maioria no Amazonas, com diligências também realizadas em outros estados, incluindo o Maranhão. Segundo os investigadores, a presença de alvos em Estreito reforça o caráter interestadual do esquema e indica uso de cidades fora do Amazonas como apoio financeiro e logístico. As apurações indicam que o grupo teria movimentado cerca de R$ 70 milhões desde 2018, com média anual aproximada de R$ 9 milhões. Parte dos valores, conforme a polícia, circulava por meio de empresas de fachada nos setores de transporte e logística. De acordo com a investigação, essas empresas seriam utilizadas para viabilizar a compra de drogas na Colômbia e o envio até Manaus. A partir da capital amazonense, os entorpecentes seriam redistribuídos para outros estados por rotas fluviais e terrestres, conforme relatórios de inteligência financeira. Além disso, movimentações bancárias consideradas incompatíveis com a renda declarada dos investigados foram identificadas durante o acompanhamento financeiro. ALVOS, CONEXÕES E MEDIDAS JUDICIAIS Entre os investigados estão servidores públicos, ex-assessores parlamentares, agentes de segurança e outros suspeitos apontados por participação financeira ou logística. Um dos nomes citados é Anabela Cardoso Freitas, integrante da Comissão de Licitação da Prefeitura de Manaus e ex-chefe de gabinete do prefeito David Almeida, que não é investigado. Também figuram entre os alvos um servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas, ex-assessores ligados à Assembleia Legislativa do Amazonas e um policial militar. As ordens judiciais autorizaram 23 mandados de prisão preventiva, 24 de busca e apreensão, além de bloqueio de contas, sequestro de bens e quebra de sigilo bancário. Os mandados foram cumpridos em Estreito, além de cidades do Pará, Minas Gerais, Ceará, Piauí e no Amazonas. Para os investigadores, a atuação em diferentes estados indica organização estruturada, com divisão entre núcleos financeiro, logístico e operacional para escoamento de drogas e movimentação de recursos.
MPMA vê manobra contábil em Cururupu e pede apuração do TCE

CURURUPU, 20 de fevereiro de 2026 – O Ministério Público do Maranhão (MPMA) encaminhou representação ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA) apontando suposta manobra contábil na gestão do prefeito Aldo Lopes, em Cururupu, envolvendo recursos do FUNDEB destinados à educação infantil. Segundo o órgão, a administração municipal teria aberto crédito especial para despesas já previstas no orçamento. De acordo com a manifestação ministerial, o procedimento adequado, nesses casos, seria a solicitação de crédito suplementar, que exige controles mais rigorosos. Por isso, o MPMA questiona a regularidade do ato administrativo e a forma como os recursos do FUNDEB teriam sido movimentados na gestão municipal. O órgão apontou que a suposta manobra contábil pode impactar aproximadamente R$ 1,5 milhão vinculados ao FUNDEB. Técnicos da Procuradoria destacaram que a prática, se confirmada, pode contrariar normas constitucionais, além da Lei de Responsabilidade Fiscal e da Lei 4.320/64, que regulam a execução orçamentária.
Moradores da Vila Maranhão começam a voltar para casa

VILA MARANHÃO, 20 de fevereiro de 2026 – Cerca de 300 moradores da Vila Maranhão, em São Luís, começaram a retornar às residências nesta sexta (20), após acordo judicial que condiciona a volta ao cumprimento integral de exigências ambientais pela empresa responsável pelo vazamento de fertilizantes. A decisão ocorreu após audiência no Fórum Sarney Costa, que avaliou o cumprimento das medidas determinadas pela Justiça. Durante a audiência, representantes das famílias, advogados, órgãos públicos e técnicos ambientais analisaram as providências adotadas após o incidente na Vila Maranhão. Pelo acordo, a Valen Fertilizantes e Armazéns Ltda. somente poderá retomar suas atividades se atender a uma série de requisitos ambientais e estruturais previamente estabelecidos. Entre as determinações, a empresa deve realizar operações apenas em áreas internas e cobertas, além de implantar sistemas de contenção para evitar novos vazamentos. Também deve instalar estação de tratamento e decantação, bem como ampliar o fornecimento de água potável às famílias afetadas. Além disso, o acordo prevê o dobro de caixas d’água e a distribuição de água mineral aos moradores da Vila Maranhão. Uma nova audiência foi agendada para ocorrer em 30 dias, quando será apresentada a estimativa dos danos ambientais e discutida a possibilidade de um acordo definitivo. Anteriormente, os moradores deixaram suas casas após relatarem irritações na pele, agravamento de doenças respiratórias e desconforto causado por forte odor químico. A comunidade também denunciou poeira constante, manchas na vegetação e alteração na coloração da água, que passou a apresentar tom esverdeado.
MPF exige saúde integral aos indígenas Ka’apor no Maranhão

MARANHÃO, 20 de fevereiro de 2026 – O Ministério Público Federal recomendou que o DSEI/MA garanta atendimento de saúde integral, contínuo e igualitário aos Ka’apor que vivem na Terra Indígena Alto Turiaçu, no Maranhão. A medida ocorreu após relatos de restrições no serviço motivadas por divergências internas na comunidade, segundo informações recebidas pelo órgão. Além disso, o MPF fixou prazo de 15 dias para que o distrito informe as providências adotadas. Caso não haja resposta adequada, o órgão poderá adotar medidas judiciais. Dessa forma, a recomendação busca assegurar que os Ka’apor não sofram interrupções ou limitações no acesso às políticas públicas de saúde. De acordo com os relatos analisados, profissionais do DSEI teriam enfrentado pressões internas para não atender determinados grupos da própria etnia Ka’apor. As restrições, conforme apontado, estariam relacionadas a divergências entre representantes e diferentes formas de organização social dentro da comunidade indígena.
Justiça suspende reajuste salarial de prefeita e vice no MA

SANTO ANTÔNIO DOS LOPES, 20 de fevereiro de 2026 – O Juiz de Direito Titular da Comarca de Dom Pedro/, respondendo pela Comarca de Santo Antônio dos Lopes, suspendeu o aumento salarial da prefeita e da vice-prefeita de Santo Antônio dos Lopes ao conceder tutela de urgência que determina ao município e à gestora a interrupção do pagamento dos novos subsídios fixados por decreto legislativo. A decisão ordena retorno imediato aos valores vigentes entre 2021 e 2024, até nova deliberação judicial. Além disso, a decisão estabelece multa diária pessoal de R$ 5 mil, limitada a R$ 100 mil, em caso de descumprimento da ordem. A suspensão do aumento salarial tem caráter liminar, portanto não representa o julgamento definitivo do processo, que segue em tramitação na Justiça. A ação popular que motivou a decisão sustenta que o decreto que autorizou o aumento salarial foi aprovado dentro dos 180 dias finais do mandato anterior. Segundo o argumento apresentado, essa circunstância pode configurar violação à Lei de Responsabilidade Fiscal. O Ministério Público do Maranhão se manifestou favorável à suspensão do aumento salarial. O órgão também apontou a ausência de estudo prévio de impacto financeiro, requisito considerado relevante na fixação de novos subsídios para agentes públicos. Pelo decreto legislativo, o aumento salarial havia fixado a remuneração da prefeita em R$ 34.774,64 e da vice-prefeita em R$ 27.819,71, com previsão de vigência a partir de 2025. A Justiça ainda analisará o mérito da ação antes de uma decisão final sobre a manutenção ou não do reajuste.
PRF contabiliza 17 acidentes com 4 mortos e 18 feridos no MA

MARANHÃO, 20 de fevereiro de 2026 – A Polícia Rodoviária Federal (PRF) encerrou a Operação Rodovida – Carnaval 2026 nas rodovias federais do Maranhão entre 13 e 18 de fevereiro, com reforço de policiamento, fiscalizações ampliadas e ações de segurança viária. Durante o período de maior fluxo nas estradas, a Operação Rodovida contabilizou 17 acidentes, quatro mortes e 18 feridos. Além disso, a corporação fiscalizou 5.316 pessoas, 8,9% a mais que em 2025, e abordou 3.843 veículos, enquanto realizou 3.302 testes de alcoolemia. Ao todo, a Operação Rodovida resultou em 3.399 autos de infração registrados nas rodovias federais do estado. FISCALIZAÇÕES E INFRAÇÕES REGISTRADAS Os dados indicam crescimento relevante em condutas de risco. As autuações por excesso de velocidade passaram de 560 em 2025 para 1.100 em 2026, alta de 96,4%. Já as ultrapassagens proibidas subiram de 172 para 300 registros, o que representa aumento de 74,4%. Também foram registradas 77 infrações por embriaguez ao volante, crescimento de 8,4%, além de 313 casos de motoristas sem CNH ou com irregularidades, alta de 7,5%. Por outro lado, houve 307 registros de motociclistas ou passageiros sem capacete, queda de 22,6%. Ainda conforme o balanço da Operação Rodovida, 182 ocupantes foram flagrados sem cinto de segurança, redução de 28,3%. A PRF informou que as infrações ligadas a acidentes graves, como velocidade excessiva e ultrapassagens indevidas, cresceram mesmo com maior presença policial nas rodovias. AÇÕES DE SEGURANÇA E COMBATE AO CRIME Durante a operação, a PRF cumpriu cinco mandados de prisão e recuperou quatro veículos com registro de roubo ou furto nos municípios de Riachão, Bela Vista do Maranhão, Campestre do Maranhão e São Luís. O principal destaque foi a apreensão de 213 kg de skunk na BR-135, em Peritoró. Paralelamente, a Operação Rodovida promoveu ações educativas que alcançaram 1.245 pessoas. Entre as atividades, a Carreta Cinema Rodoviário realizou ações itinerantes em São Luís com foco na conscientização sobre segurança no trânsito. No período analisado, os quatro óbitos ocorreram na BR-316, em Nova Olinda do Maranhão e Timon, e na BR-230, em São Raimundo das Mangabeiras. A Operação Rodovida integra uma mobilização nacional iniciada em dezembro de 2025 para reforçar fiscalização durante férias, festas de fim de ano e Carnaval, com dados ainda preliminares sujeitos à atualização.