
BRASÍLIA, 14 de julho de 2026 — O Senado aprovou a medida provisória que cria regras para o frete rodoviário. A proposta, conhecida como MP do Frete, segue agora para a sanção do presidente Lula.
A votação ocorreu sob pressão de caminhoneiros, que ameaçavam greve. O texto perderia a validade em breve se não fosse aprovado.
O principal ponto de mudança foi a retirada do valor específico para o piso salarial dos motoristas de longa distância. Esse valor havia sido incluído pela Câmara, mas o Senado decidiu mantê-lo fora da lei.
A ideia é que o piso continue existindo, mas o valor exato será definido depois, em outra regulamentação. O líder do governo explicou que definir o valor na MP não seria adequado.
Outro trecho polêmico é a anistia para caminhoneiros multados por manifestações em anos anteriores. Esse dispositivo foi mantido no texto aprovado. Porém, o governo já sinalizou que Lula deve vetar essa parte. O acordo entre governo e oposição evitou que a proposta voltasse para a Câmara, o que atrasaria a votação.
A MP reforça a fiscalização do piso mínimo do frete e amplia a proteção aos transportadores autônomos.







