
BRASÍLIA, 20 de agosto de 2026 — Roberta Luchsinger enviou a Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, uma minuta para vender canabidiol ao Ministério da Saúde. O documento, revelado nesta quinta (20), previa 1,2 milhão de frascos por R$ 626 milhões, sem licitação, para formar estoque a pacientes com decisões judiciais.
A Polícia Federal encontrou a minuta nos celulares de Luchsinger e de Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. A suspeita é que a empresária tenha sido contratada por Antunes para viabilizar o negócio com ajuda de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O STF investiga possíveis irregularidades.
Uma testemunha da World Cannabis confirmou à PF o valor do negócio. Além disso, investigadores acharam versões de um termo de referência que poderia servir de base ao Ministério da Saúde. Um áudio mostra Luchsinger e Antunes discutindo a dispensa de licitação e a criação de uma justificativa para o procedimento.
Mensagens também mostram Antunes buscando modelos usados pelo ministério e dizendo que teria reuniões com técnicos da pasta. A PF apurou ainda viagens dele aos Estados Unidos e à Colômbia para procurar fornecedores. O Ministério da Saúde afirmou que nunca discutiu nem contratou a compra de canabidiol para o SUS.
As defesas de Antunes, Luchsinger e Marcola não se manifestaram. Segundo O Globo, Marcola disse a interlocutores que receber o arquivo foi inadequado, mas negou favorecimento.
A defesa de Lulinha afirmou que se manifestará nos autos após ter acesso integral aos dados obtidos com as quebras de sigilo.







