
BRASÍLIA, 24 de setembro de 2026 — Nesta terça (23), os advogados Paulo Faria e Filipe Rocha de Oliveira entregaram novos documentos ao Supremo Tribunal Federal (STF). Eles fazem parte da Petição 15.644/DF, que começou em março.
O pedido é para afastar o ministro Alexandre de Moraes do cargo. Além disso, querem que o STF analise se cabe prisão preventiva. Os advogados dizem que isso não é antecipar culpa.
Um dos pontos é um contrato entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes. A advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, faz parte desse escritório.
O acordo chegaria a R$ 131 milhões em serviços jurídicos. Cerca de R$ 80 milhões teriam sido pagos antes da liquidação do banco. Por isso, pedem notas fiscais e comprovantes.
Outro ponto: dados digitais do contrato indicariam que Moraes editou o documento antes da assinatura. O escritório diz que ele só verificou impedimentos legais. Então, pedem perícia nos arquivos originais.
A peça também cita uma minuta de negócio de R$ 50 milhões, com cotas de um jato Legacy 650 e um helicóptero. Segundo o escritório, nada foi assinado. Além disso, mencionam voos da Prime Aviation, ligada a Daniel Vorcaro, ex-controlador do antigo Banco Master. O escritório afirma que foi táxi aéreo regular.
Com os novos elementos, os advogados repetem o pedido de afastamento cautelar. Dizem que a medida é temporária e serve para preservar provas. Também pedem que a prisão preventiva seja reexaminada, mas reconhecem que depende dos requisitos legais.
Por fim, querem preservar provas digitais, bancárias, fiscais e documentais.







