
IMPERATRIZ, 22 de abril de 2026 — Um ano após a morte de duas crianças por consumo de ovo de Páscoa envenenado, em Imperatriz, no Maranhão, a acusada Jordélia Pereira Barbosa segue sem julgamento. O caso ocorreu em abril de 2025 e ainda aguarda análise de recurso no Tribunal de Justiça do Maranhão, o que impede a realização do júri popular.
As vítimas, Luiz Fernando, de 7 anos, e Evelyn Fernanda Rocha Silva, de 13, ingeriram o doce junto com a mãe, Mirian Lira, na noite de 16 de abril de 2025. Na madrugada seguinte, os três foram internados. O menino morreu horas depois, enquanto a irmã faleceu cinco dias após o episódio.
A acusada pelo crime do ovo de Páscoa envenenado foi presa em 17 de abril de 2025. Posteriormente, o Ministério Público do Maranhão apresentou denúncia, que foi aceita pela Justiça. Em setembro do mesmo ano, o Judiciário determinou que o caso fosse encaminhado a júri popular.
No entanto, a defesa recorreu da decisão logo após o envio ao júri. O recurso foi protocolado ainda em setembro de 2025 e encaminhado ao Tribunal de Justiça. Desde então, o processo permanece em análise, sem definição sobre a realização do julgamento.
Na prática, a defesa busca reverter a decisão judicial. Entre os pedidos apresentados, estão a anulação da decisão, a retirada do caso do júri popular ou a reclassificação do crime relacionado ao ovo de Páscoa envenenado.
De acordo com a Corregedoria Geral de Justiça, o caso segue sob segredo de Justiça, o que limita a divulgação de detalhes. Além disso, o Tribunal de Justiça não informou o motivo da demora na análise do recurso até a última atualização.
EXPECTATIVA DA FAMÍLIA
A mãe das vítimas, Mirian Lira, afirmou que a investigação ocorreu de forma rápida e resultou na prisão da acusada poucos dias após o crime. Apesar disso, ela destacou que a sensação de justiça depende do julgamento e da sentença sobre o caso do ovo de Páscoa envenenado.
Mirian também informou que ainda não há previsão para o júri popular. Segundo ela, a orientação recebida é aguardar a definição judicial. Enquanto isso, o processo segue sem desfecho, mesmo após um ano do ocorrido.







