
SÃO LUÍS, 16 de setembro de 2026 — Faltando menos de um mês para a eleição da Mesa Diretora da Câmara de São Luís, marcada para 1º de outubro de 2026, repercute nos bastidores do poder relato sobre um suposto acordo.
Segundo informações do blog Joerdson Rodrigues, a negociação envolveria Paulo Victor e Beto Castro. Segundo a publicação, o apoio de Paulo Victor teria como contrapartida a manutenção de uma folha paralela de R$ 1 milhão por mês.
A votação definirá a Mesa Diretora do biênio 2027/2028. O calendário foi alterado após entendimento do Supremo Tribunal Federal, e a Câmara de São Luís transferiu a escolha para outubro. Na disputa, Beto Castro recebe apoio declarado de Paulo Victor, enquanto Marquinhos (União Brasil) também articula sua candidatura.
Segundo as informações, o entendimento teria sido negociado nos bastidores e outras fontes ouvidas corroboram o relato. Em troca do apoio do atual presidente, Beto Castro teria assumido o compromisso de manter, durante dois anos, uma folha complementar estimada em R$ 1 milhão mensais.
Ainda conforme a denuncias, a folha seria destinada a pessoas ligadas politicamente a Paulo Victor e descritas como supostos “funcionários fantasmas”. Esses nomes receberiam recursos públicos sem exercer atividade efetiva na Câmara de São Luís. A alegação, porém, é apresentada como suspeita e depende de comprovação.
Se mantido durante 24 meses, o valor citado alcançaria R$ 24 milhões. A matéria original associa a quantia a despesas que poderiam ser direcionadas a políticas públicas e infraestrutura.
A reportagem informa que o orçamento mensal da Câmara de São Luís seria de R$ 15.631.659,23 e afirma que parte relevante desse valor é destinada ao pagamento de pessoal. Também cita levantamentos de veículos locais que apontariam mais de 600 cargos comissionados na estrutura administrativa da Casa.
O vereador Douglas Pinto denunciou, em discurso na tribuna, o que chamou de “folha inchada e fantasmas” na gestão de Paulo Victor. Ele também mencionou suspeitas de “rachadinha”, prática em que servidores devolvem parte dos salários a agentes políticos ou intermediários.
Além disso, denúncias sobre “rachadinha” e funcionários fantasmas chegaram ao GAECO do Ministério Público do Maranhão. A Câmara também instituiu comissão administrativa para auditar a folha, após questionamentos encaminhados ao TCE-MA sobre pessoal e transparência.
Em fevereiro de 2026, o site Folha do Maranhão informou que dados da folha da Câmara permaneceram fora do Portal da Transparência por pelo menos quatro meses. O período coincidiria com apurações do TCE-MA sobre o quadro de servidores, a proporção de efetivos e possíveis contratações sem concurso.
Em junho, Beto Castro foi preso em flagrante durante a Operação Benedictio, conduzida pelo GAECO, com apoio da SEIC. A investigação apurava um suposto desvio de R$ 9,6 milhões em recursos destinados a projetos sociais.
Durante as buscas, agentes também apreenderam dinheiro em espécie e uma pistola calibre 9 milímetros na residência do vereador.
Beto Castro obteve liberdade provisória posteriormente. A operação seguiu com apurações sobre o grupo investigado, enquanto o vereador mantinha sua candidatura à presidência da Câmara de São Luís. O episódio ocorreu no mesmo período em que a disputa interna entre Beto Castro e Marquinhos avançava no Legislativo municipal.
As assessorias de Paulo Victor e Beto Castro ainda nãos e manifestaram.







