
SÃO LUÍS, 19 de maio de 2026 – Eduardo Braide escolheu Elaine Carneiro para vice em sua chapa ao governo do Maranhão, mas o debate em torno da decisão expôs uma pergunta incômoda: o critério foi preparo para governar ou valor de propaganda para campanha?
O problema não está apenas na vice. Está no método. Braide parece repetir uma lógica em que a imagem vem antes da função, o apelo simbólico pesa mais que a qualificação e a foto importa mais do que a capacidade de sustentar o cargo.
A escolha reforça uma marca já conhecida do prefeito de São Luís: a obsessão por vitrine. Em vez de priorizar preparo político, experiência administrativa ou conhecimento institucional, ele parece montar peças de marketing que funcionem bem no discurso, na narrativa e no Instagram.
E esse padrão não aparece só em chapa eleitoral. Aparece também em obras e decisões de governo vendidas como grandes soluções, mas que, quando encontram a realidade, revelam improviso, fragilidade e falta de consistência. É o tipo de gestão pensada primeiro para parecer boa e só depois, talvez, para funcionar.
No fim, Braide vai consolidando a imagem de um político mais apaixonado por propaganda do que por gestão. E quando a prioridade vira o efeito visual, a realidade costuma fazer o que sempre faz com a maquiagem: escorrer.






