
BRASÍLIA, 22 de abril de 2026 — A 12ª Vara Federal do Distrito Federal encaminhou ao Supremo Tribunal Federal um processo sobre o destino dos valores do leilão do triplex do Guarujá. O imóvel foi leiloado em 2018 por R$ 2,2 milhões. Um empresário de Brasília comprou o apartamento.
O triplex esteve no centro da condenação do presidente Lula. O STF anulou a condenação posteriormente. A Justiça Federal de Curitiba, então conduzida pelo ex-juiz Sergio Moro, não tinha competência para julgar o caso, segundo o entendimento da Corte.
Os R$ 2,2 milhões do leilão estão depositados em uma conta judicial da Caixa Econômica Federal. O destino do montante passou a ser alvo de discussões.
Com a decisão do STF de anular os atos da Lava Jato relacionados ao caso, o juiz entendeu que cabe à Corte definir o destino dos recursos. A medida ocorre porque pode haver acordos de delação premiada com implicações patrimoniais. Apenas o STF teve acesso a esses acordos.
“Cabe à Suprema Corte analisar eventual interesse no valor decorrente da alienação judicial do imóvel”, escreveu o juiz David Wilson de Abreu Pardo. A decisão é sigilosa.
O magistrado também citou a possibilidade de repactuação dos acordos de leniência firmados com empresas envolvidas na Lava Jato, como a OAS. Além disso, ele mencionou a preservação dos acordos de colaboração premiada. O processo foi enviado ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF.
O triplex fica localizado no 16º andar do Edifício Solaris, no Guarujá (SP). O apartamento tem quatro quartos, sendo duas suítes. O imóvel conta com cinco banheiros, duas salas e cozinha. Há também área de serviço, churrasqueira e piscina.
O apartamento possui vista para a praia das Astúrias. O imóvel foi atribuído ao petista por anos. Cabe agora ao STF decidir o destino do valor arrecadado no leilão.







