
BRASÍLIA, 20 de abril de 2026 — O programa Reforma Casa Brasil, iniciativa do presidente Lula (PT), emprestou apenas 3,4% do recurso total reservado para sua operação em cinco meses de vigência.
A expectativa era liberar R$ 30 bilhões do Fundo Social, abastecido principalmente por royalties do petróleo, para a população mais pobre. No entanto, só R$ 1,017 bilhão foi requisitado até o início de abril.
Os dados foram obtidos pelo Poder360 via Lei de Acesso à Informação. A Caixa Econômica Federal é responsável por gerir os empréstimos.
O programa foi lançado com duas faixas subsidiadas pelo governo com dinheiro público. A faixa 1 atende famílias com renda mensal de até R$ 3.200. A segunda faixa, por sua vez, é para núcleos familiares que ganham até R$ 9.600 por mês.
Os juros iniciais variavam de 1,17% ao mês a 1,95% ao mês, bem abaixo do mercado. Diante da baixa procura, o percentual foi reduzido ainda mais. As faixas de renda também serão reformuladas para atender mais pessoas.
De novembro até 2 de abril, apenas 63.111 pessoas tomaram empréstimos pela iniciativa do governo. Desse total, 33,6% estão na região Nordeste. O Norte registrou 27,7% dos tomadores, enquanto o Sudeste teve 22,9%. O Sul respondeu por 9,0% dos empréstimos. Por fim, o Centro-Oeste concentrou 6,9% dos contratos.
O programa oferta um empréstimo de longo prazo para clientes de alto risco. Essa combinação é considerada perigosa em termos econômicos. O Fundo Social e o Fundo Garantidor da Habitação Popular arcarão com os custos em caso de calote.
A Caixa e o Ministério das Cidades se negaram a informar quantos tomadores tinham nome negativado no momento da concessão do crédito. Os órgãos também não responderam sobre quantos não pagaram a primeira ou nenhuma parcela.
O Ministério das Cidades afirmou ao Poder360 que os atos infralegais necessários estão em “fase de publicação”. A pasta não detalhou o que está sendo feito para melhor divulgar o programa.







