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13 servidores da Câmara acumulam R$ 9,3 mi em horas extras

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Grupo de 13 servidores concursados da Câmara recebeu R$ 9,3 milhões em horas extras.Grana escapa do teto constitucional por se tratar de verba extraordinária.

BRASÍLIA, 17 de abril de 2026  Um grupo de 13 servidores concursados da Câmara dos Deputados recebeu R$ 9,3 milhões em horas extras desde 2016. Os beneficiados ocupam cargos de confiança na cúpula da Casa. O dinheiro escapa do teto constitucional por se tratar de verba extraordinária.

A apuração foi feita pelo portal Metrópoles, que analisou dados públicos dos contracheques federais.

O advogado-adjunto Daniel Borges de Moraes lidera o ranking. Ele recebeu R$ 1,06 milhão no período analisado. Guilherme Barbosa Brandão tornou-se o novo diretor-geral após Hugo Motta assumir a presidência. Desde 2016, Brandão já soma r$ 823,9 mil em horas extras.

Os pagamentos adicionais frequentemente superam R$ 20 mil ou R$ 30 mil por mês para cada servidor. O levantamento do portal mostra que a prática atravessa diferentes gestões. Em 2025, o advogado Daniel Borges de Moraes recebeu R$ 174,6 mil apenas com jornada extra. Esse valor representa apenas um ano de pagamentos.

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A lista dos servidores contemplados inclui nomes de diversas áreas. O diretor de Comunicação, Cláudio Roberto de Araújo, recebeu R$ 1,53 milhão. O policial legislativo Suprecílio do Rêgo Barros Neto acumulou R$ 1,49 milhão.

O advogado Mizael Borges da Silva Neto também recebeu R$ 1,49 milhão no mesmo período. Mizael é irmão gêmeo do advogado-adjunto Daniel Borges de Moraes. Todos ocupam posições de comando na estrutura administrativa da Casa.

Outros servidores também superam a marca de R$ 1,3 milhão em acréscimos salariais. Marcelo Guedes de Resende e Francisco José Dantas Pereira estão entre eles. O grupo de 13 servidores é completado por outros nomes.

Esses profissionais mantêm remunerações infladas por horas trabalhadas fora do horário regular. A prática ocorre de forma recorrente, segundo a apuração.

Para justificar os valores recebidos, os diretores precisariam trabalhar o limite máximo permitido durante a semana. Além disso, eles precisariam dar expediente em feriados, sábados e domingos. A conta considera a necessidade de horas extras recorrentes para atingir os montantes registrados.

POSICIONAMENTO DA CÂMARA

Procurada pelo Metrópoles, a Câmara dos Deputados se manifestou sobre o caso. A Casa afirmou que o grupo cumpre “jornada extenuante”. A declaração consta da resposta enviada ao portal.

A Câmara também disse que o serviço extraordinário obedece à lei. Por fim, a Casa declarou que os pagamentos exigem autorização prévia e registro eletrônico de ponto.

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