ALVO DOS INTOCÁVEIS

Entidades consideram decisão de Moraes preocupante

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Moraes Dino
Entidades classificam como preocupante decisão de Moraes que autorizou busca na casa de jornalista após reportagens sobre uso de veículo oficial ligado ao STF.

MUNDO, 13 de março de 2026 – A liberdade de imprensa entrou no centro do debate após a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou busca e apreensão na residência do jornalista Luis Pablo Conceição Almeida, conhecido como Luis Pablo.

A Polícia Federal cumpriu a medida na terça (10), no Maranhão, depois da publicação de reportagens sobre o uso de um veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares do ministro Flávio Dino, também integrante do STF.

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) classificaram a decisão como “preocupante”.

Em nota conjunta, as entidades afirmaram que a liberdade de imprensa depende da proteção constitucional do sigilo da fonte e que qualquer medida que comprometa essa garantia pode afetar o exercício da atividade jornalística.

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Segundo as associações, a Constituição assegura o sigilo da fonte para profissionais da comunicação. Por isso, as entidades afirmaram que medidas judiciais que possam comprometer essa proteção levantam questionamentos sobre o respeito à liberdade de imprensa.

Além disso, as organizações destacaram que a garantia protege jornalistas independentemente do veículo ou da linha editorial.

Outro ponto citado na nota refere-se ao contexto da decisão judicial. As entidades afirmaram que o caso se insere no chamado inquérito das fake news, cuja tramitação não possui prazo determinado.

De acordo com o documento, a aplicação da medida contra alguém sem prerrogativa de foro amplia as preocupações relacionadas à liberdade de imprensa.

Durante a operação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, agentes da Polícia Federal apreenderam celulares, um HD e um notebook do jornalista.

A Procuradoria-Geral da República manifestou-se favorável à apuração. Na decisão, Moraes mencionou que o jornalista estaria promovendo perseguição contra um integrante do Supremo Tribunal Federal.

POSICIONAMENTO DE FLÁVIO DINO

O ministro Flávio Dino afirmou, em nota divulgada na quinta (12), que o jornalista teria realizado monitoramento ilegal de seus deslocamentos. Segundo ele, publicações divulgaram placas de veículos utilizados pelo ministro, além da quantidade e dos nomes de agentes de segurança envolvidos em sua proteção.

Dino também informou que os materiais apreendidos foram encaminhados à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República. De acordo com o ministro, os órgãos avaliarão a abertura de procedimento investigativo sobre os supostos monitoramentos ilegais.

Por fim, o magistrado declarou que a investigação busca apurar os fatos para garantir sua segurança institucional.

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