
BRASÍLIA, 26 de fevereiro de 2026 – A participação da magistrada aposentada Cláudia Márcia de Carvalho Soares em uma sessão do Supremo Tribunal Federal reacendeu a discussão sobre os chamados penduricalhos no Judiciário.
Ela representou a Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho e defendeu a manutenção desses benefícios adicionais. Na ocasião, a ex-juíza também citou a falta de itens básicos, como água e café, nos locais de trabalho de juízes de primeiro grau.
A manifestação ocorreu durante um julgamento que analisa decisões dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes. As medidas suspendem o pagamento de vantagens e indenizações sem previsão legal que podem elevar os vencimentos acima do teto constitucional do funcionalismo público.
O caso reúne representantes de entidades da magistratura e especialistas jurídicos.
Registros do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, no entanto, ampliaram a repercussão das declarações da magistrada.
Os documentos mostram que ela recebeu aproximadamente R$ 296 mil apenas nos últimos três meses de 2025. Além disso, os rendimentos de dezembro chegaram a cerca de R$ 113 mil, um valor superior ao dobro do limite constitucional.
Ao longo de todo o ano de 2025, os pagamentos mensais recebidos pela ex-juíza nunca foram inferiores a R$ 40 mil. Por isso, as informações chamaram a atenção, pois durante a sustentação oral no STF ela mencionou valores líquidos bem menores para argumentar a favor dos benefícios.
Decisão pode impactar tribunais em todo o país.







