
MARANHÃO, 24 de fevereiro de 2026 – O Maranhão registrou a segunda maior movimentação de cargas por cabotagem no Nordeste durante o ano de 2025. Dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) apontam que os portos maranhenses movimentaram 14,6 milhões de toneladas entre janeiro e dezembro.
O volume total da região atingiu 60,7 milhões de toneladas, superando as 60,3 milhões registradas no mesmo período de 2024.
A movimentação de cargas por cabotagem no Nordeste se concentrou principalmente em quatro estados. A Bahia liderou o ranking, com 15,3 milhões de toneladas, seguida pelo Maranhão, com 14,6 milhões. Na sequência aparecem Ceará (12,9 milhões) e Pernambuco (12,8 milhões de toneladas).
Os complexos portuários desses estados funcionam como plataformas de integração com outras regiões do país.
De acordo com a Antaq, a cabotagem assegura o fluxo regular de energia, matérias-primas e produtos industrializados no Nordeste.
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que o resultado evidencia a força do transporte marítimo entre portos brasileiros. Para ele, o modal é um instrumento estratégico para o abastecimento regional e para a competitividade da indústria nordestina.
“O fortalecimento da cabotagem amplia a eficiência logística, reduz custos para quem produz e garante mais estabilidade no abastecimento. Isso gera competitividade e desenvolvimento para os estados”, declarou o ministro.
Além disso, ao concentrar grandes volumes no modal marítimo, a cabotagem reduz a pressão sobre as rodovias e amplia a previsibilidade no transporte de mercadorias.
PRINCIPAIS CARGAS TRANSPORTADAS
Entre os produtos mais transportados por cabotagem no Nordeste em 2025, o petróleo lidera com 13,3 milhões de toneladas. Na sequência aparecem contêineres (12,5 milhões), derivados de petróleo (11,7 milhões), bauxita (9,8 milhões) e minério de ferro (4,3 milhões de toneladas).
Esses produtos são fundamentais para manter o fornecimento de energia e o funcionamento das indústrias da região.
A movimentação de contêineres demonstra a diversidade econômica do Nordeste, segundo a Antaq. Entre os destaques estão arroz, produtos químicos e celulose (papel e cartão). Os dados evidenciam que a cabotagem atende tanto grandes cadeias industriais quanto o abastecimento alimentar e comercial da região.
PROGRAMA BR DO MAR
O desempenho da região está associado às medidas do Programa BR do Mar, conforme avaliação do governo federal. A iniciativa modernizou regras e ampliou a segurança regulatória do setor de navegação. O secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, afirmou que o avanço decorre da previsibilidade trazida pelo programa.
“Ao garantir estabilidade regulatória, fortalecemos a cabotagem como alternativa estratégica na matriz de transportes e ampliamos sua contribuição para o desenvolvimento regional”, destacou o secretário.







