
SÃO LUÍS, 28 de janeiro de 2026 – O presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), desembargador Froz Sobrinho, afirmou, nesta quarta (28), durante sessão do Órgão Especial, que os depósitos judiciais da Corte passaram a render mais após a transferência das contas do Banco do Brasil para o Banco de Brasília (BRB).
Segundo ele, a mudança elevou a remuneração mensal de cerca de R$ 3 milhões para mais de R$ 13 milhões.
Além disso, o magistrado anunciou a abertura de processo administrativo, em caráter preventivo, para acompanhar de forma contínua a capacidade técnico-financeira e operacional do BRB. A medida ocorre em meio à repercussão do chamado “Caso Master” e à discussão sobre o repasse das contas ao banco brasiliense.
De acordo com Froz Sobrinho, a gestão anterior dos depósitos judiciais pelo Banco do Brasil resultava em rendimento aproximado de R$ 3 milhões por mês. Entretanto, após a migração para o BRB, o valor mensal superou R$ 13 milhões, conforme dados apresentados durante a sessão.
Ainda segundo o presidente, o novo resultado representa praticamente quatro vezes o montante obtido antes. Portanto, o tribunal considera que a alteração ampliou a remuneração dos depósitos judiciais, o que foi apontado como um dos fatores que motivaram a mudança de instituição financeira.
Em seguida, o desembargador convidou os demais membros do tribunal para uma reunião técnica com representantes do BRB, marcada para 10 de fevereiro. O encontro, segundo ele, servirá para esclarecer aspectos operacionais e acompanhar a gestão dos depósitos judiciais.
No entanto, o desembargador Paulo Velten informou que não participará da reunião. Ele declarou que a decisão pela contratação do Banco de Brasília partiu exclusivamente da atual presidência e afirmou que não se considera responsável pelo processo.







