
SÃO LUÍS, 14 de abril de 2026 – O deputado Dr. Yglésio criticou, na tribuna, reações a declarações sobre o Coroadinho, em São Luís, ao mencionar problemas enfrentados por moradores. Ele afirmou que o debate recente surgiu após falas Renan do MBL e destacou que a situação do bairro envolve falta de água, saneamento precário e deficiência na coleta de lixo.
Segundo o parlamentar, moradores convivem com dificuldades estruturais há anos e enfrentam limitações no acesso a serviços básicos. Ele citou áreas como o Morro do Zé Bombom, onde há restrições à liberdade de circulação e presença constante de problemas relacionados ao domínio de facção.
O deputado declarou que o Coroadinho apresenta condições que classificou como críticas, com ausência de saneamento adequado, falhas na coleta de lixo e limitações no acesso à educação pública. Além disso, mencionou dificuldades enfrentadas por escolas comunitárias, incluindo períodos sem pagamento.
“A pessoa vive um inferno realmente. Um inferno de falta de saneamento, um inferno de falta de coleta de lixo, um inferno de falta de escola pública de qualidade. As comunitárias do Coroadinho sofreram muitos anos com situações de não pagamento. Um inferno de não saber se seus filhos voltam vivos para casa. Então, isso aí não é um inferno? É um inferno na terra mesmo”, declarou.
Ele também destacou que a população vive sob insegurança, com receio em relação à violência.
Na sequência, Yglésio diferenciou as críticas às condições do bairro da avaliação sobre seus moradores. Ele afirmou que há pessoas “trabalhadoras e de boa conduta” na comunidade, mas que convivem com problemas causados por criminalidade e ausência de políticas públicas efetivas.
O deputado cobrou ações mais efetivas de autoridades locais, especialmente na melhoria da coleta de lixo e no reforço da segurança pública. Ele mencionou a necessidade de maior atuação da Secretaria de Segurança e de enfrentamento às facções criminosas que, segundo ele, afetam a juventude.
Além disso, Yglésio ampliou as críticas para outros serviços públicos, citando dificuldades enfrentadas pela população em unidades de saúde. Ele mencionou filas em hospitais, demora por exames e falta de medicamentos como exemplos de problemas recorrentes.
Por fim, o parlamentar afirmou que situações semelhantes ocorrem em outras regiões da cidade e no interior do estado.
“Nós vivemos numa cidade que tem muitos pontos de inferno e, no interior, tem muitos infernos. É um inferno ter que ir para uma fila de Socorrão, é um inferno ter que esperar um leito na UPA para um paciente, um parente não morrer. É um inferno passar um ano esperando uma ressonância. É um inferno ir para a marcação da Cemarc cedo, é um inferno ir para o Hospital da Criança e faltar uma medicação.”







