
ESTADOS UNIDOS, 03 de fevereiro de 2026 – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode interferir na venda do estúdio Warner Bros. para a Netflix, segundo o jornal New York Post.
Fontes da Casa Branca revelaram, nesta terça (3), que o republicano considera a plataforma uma “casa da família Obama” e vê o negócio como um benefício político para seus rivais. Dessa forma, Trump busca favorecer uma proposta concorrente da Paramount, empresa associada ao seu aliado Larry Ellison.
A interferência tem como pano de fundo uma tensão antiga entre Trump e a Netflix. Em 2018, durante seu primeiro mandato, ele pediu uma investigação sobre o contrato exclusivo da plataforma com a produtora Higher Ground, dos Obama.
Além disso, a relação pessoal entre as famílias se deteriorou, com Michelle Obama ausentando-se da posse presidencial em janeiro. Logo, o presidente garantiu um papel ativo na análise regulatória do negócio.
O perfil editorial da Netflix, acusado por conservadores de promover temas progressistas, também influencia a decisão.
A plataforma mantém laços profundos com o Partido Democrata, como a embaixadora Nicole Avant, companheira do CEO Ted Sarandos. Consequentemente, a possível interferência presidencial visa enfraquecer a influência cultural que Trump atribui a seus adversários.
Se a interferência for bem-sucedida, a proposta da Paramount ganharia força para consolidar um novo império de mídia. Larry Ellison, magnata da tecnologia e aliado de Trump, financiou a fusão da Paramount com a Skydance Media em 2024.
A estratégia alteraria os rumos de Hollywood e beneficiaria diretamente os interesses do círculo presidencial.







