
TERESINA, 02 de agosto de 2025 – A rede municipal de saúde de Teresina enfrenta sobrecarga com a chegada crescente de pacientes de outros municípios, sobretudo do Maranhão. Segundo a Fundação Municipal de Saúde (FMS), 58% dos atendimentos são destinados a pessoas de fora da capital piauiense.
Diante do cenário, a FMS solicitou ao Ministério da Saúde e à Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) um reajuste no financiamento federal. O pedido é para que sejam repassados R$ 69 milhões mensais como reforço ao orçamento da saúde pública local.
A presidente da FMS, Leopoldina Cipriano, destacou que Teresina investe atualmente 35% de sua receita em saúde, superando o mínimo constitucional de 15%. Para ela, a diferença de 20% representa um déficit que exige apoio estadual e federal.
RECURSOS AINDA NÃO FORAM LIBERADOS
A solicitação foi apresentada em reunião realizada em Brasília, na quarta-feira (30), com o diretor do Fundo Nacional de Saúde (FNS), Darcio Guedes. A diretora do Hospital de Urgência de Teresina (HUT), Aranucha Brito, também participou do encontro.
O HUT é a principal referência da capital para casos de média e alta complexidade e atende uma grande parcela de pacientes oriundos do Maranhão. Segundo Leopoldina, os R$ 43 milhões previstos em portaria federal assinada em 2024 ainda não foram repassados.
A dirigente explicou que o FNS informou que a prioridade de pagamento está voltada para portarias emitidas neste ano. Por isso, a FMS busca articulação de parlamentares junto à Casa Civil para garantir o valor emergencial.
ACORDO COM TIMON ESTÁ SENDO REAVALIADO
Além disso, Leopoldina se reuniu com o prefeito de Timon (MA), Rafael Brito (PSB), para discutir a revisão do acordo de cooperação entre os dois municípios. O pacto regula a divisão de responsabilidades sobre atendimentos no HUT.
Timon, vizinha de Teresina, é uma das principais cidades maranhenses que encaminha pacientes ao hospital. A proposta é atualizar o acordo para definir obrigações claras entre os entes envolvidos no custeio dos atendimentos prestados.
Sobre o novo programa do Ministério da Saúde que prevê a utilização da rede privada no Sistema Único de Saúde (SUS), Leopoldina afirmou que ainda não há definição sobre a implementação da medida em Teresina.







