
BRASÍLIA, 09 de junho de 2026 — O Tribunal de Contas da União (TCU) encontrou falhas sérias no controle do Bolsa Família. A informação saiu em um relatório recente. O programa atendeu 20,8 milhões de famílias em 2024. Ele usou mais de R$ 170 bilhões.
O TCU cobrou um plano do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. O governo tem 90 dias para entregar a proposta. O plano deve corrigir falhas na fiscalização dos pagamentos. Também precisa melhorar o controle das regras do programa.
Os problemas incluem cadastro desatualizado. Muitas cidades têm dificuldade para achar os beneficiários. Também faltam campanhas educativas. Por isso, o programa perde eficiência. As desigualdades entre regiões continuam.
Apenas 22,5% das cidades têm comissões para acompanhar o programa. Isso mostra falhas na integração entre assistência social, saúde e educação.
Na saúde, 7,3 milhões de crianças ficaram sem acompanhamento no segundo semestre de 2024. Isso representa 38,8% do público-alvo. Em maio de 2025, 6,1 milhões de beneficiários ficaram sem monitoramento escolar.
O ministro Walton Rodrigues explicou o motivo. O cadastro está desatualizado. Falta integração com outras bases de dados. As cidades têm limitações para procurar os beneficiários. Não há campanhas regulares de conscientização.
O tribunal também apontou demora nas punições. Pode levar mais de 18 meses para cancelar um beneficiário por falta na escola. Na saúde, o prazo passa de 30 meses. Além disso, só um servidor da Saúde e dois da Educação cuidam do tema.
O plano exigido pelo TCU deve incluir alertas para beneficiários não localizados. Também precisa criar canais simples para atualizar endereços. E detalhar um cronograma de implementação.







