A falácia da subida de Brandão e do esvaziamento de Weverton

Nos últimos dias foi massificada a tese de que o senador Weverton Rocha (PDT) vem perdendo aliados em uma espécie de debandada. As notícias afirmam que o apoio de políticos de baixo clero provam o crescimento do vice-governador Carlos Brandão e o enfraquecimento do pedetista. A adesão de políticos de baixo ao candidato governista é mais do que esperada seja quem for o candidato e quem quer que seja o adversário. O que conta são os líderes. E, neste cenário, todas as investidas de Brandão são inúteis. Pelo mens até o momento. A maior parte da bancada federal apoia o senador Weverton Rocha no primeiro turno. Na bancada do senado o apoio é nulo. Dos dois senadores, além do próprio Weverton Rocha, nenhum apoia Carlos Brandão. Entre os prefeitos, mesmo tendo a máquina consigo, Brandão não consegue sobrepujar Weverton Rocha e nem o deputado federal Josimar de Maranhãozinho. Além disso, as investidas nas figuras consideradas capitais para a eleição também são malsucedidas até agora. Caso do presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto. É claro que há em curso uma estratégia de esvaziamento da candidatura d senador Weverton Rocha. É claro que Carlos Brandão tende a agigantar-se nos próximos meses. Contudo, declarar êxito na estratégia por conta de dissidências de figuras que são livres como táxis é uma falácia. Nem um pouco surpreendente é atrair o apoio dos pequenos com a certeza de assumir o governo, temporariamente, no futuro. Mérito é manter o apoio dos grandes mesmo com as mais fortes investidas do outro lado. A pergunta que deve ser feita é: existiria disputa se os lugares estivessem invertidos? Todo o resto é achismo, falácia e conversa fiada.
Um dia após ser “convocado” para vice de Brandão, Othelino reafirma apoio a Weverton
O presidente estadual do PCdoB, Márcio Jerry, em entrevista à TV Mirante nessa quarta-feira (8), tentou criar um fato ao insinuar que o deputado estadual Othelino Neto (PCdoB) poderia compor a chapa ao lado de Carlos Brandão (PSDB) para as eleições de 2022. O presidente da assembleia legislativa tratou logo de recusar essa “convocação” e, de forma clara, reafirmou o seu apoio à pré-candidatura do senador Weverton Rocha (PDT) ao governo do estado. Pelas redes sociais, Othelino compartilhou uma foto ao lado de Weverton, mostrando-se fiel ao projeto do pedetista. “Estamos juntos nesse projeto por dias melhores e em prol da qualidade de vida dos maranhenses”, disse o parlamentar.
Flávio Dino repete em 2021 estratégia de manipulação usada em 2011

Em 2011 o então ex-juiz Flávio Dino comandava o grupo de oposição ao prefeito João Castelo. Formado por um grande número de integrantes, o bloco tinha vários postulantes ao cargo de candidato a prefeito. Inclusive o próprio Flávio Dino. Assim como nas eleições de 2012, Flávio Dino arquitetou a mesma estratégia de controle dos aliados em 2022. Em 2011 a reeleição de João Castelo era dada como dificílima. A fraqueza política do gestor acendeu o desejo de vários membros da então chamada “Frente de Libertação do Maranhão” em concorrer ao cargo. Além do próprio Flávio Dino, também pretendiam entrar na disputa o ex-prefeito Tadeu Palácio, os deputados Edivaldo e Eliziane Gama, além de outros nomes de menor expressão. A saída para equalizar a situação encontrada por Flávio Dino foi esperar as pesquisas e escolher, de forma democrática, o candidato do grupo. Não cumpriu. Na calada da noite foi alçado ao cargo de candidato o deputado Edivaldo Holanda Jr. Atrás de Eliziane e Tadeu nas pesquisas, sem articulação política e, ainda por cima, ex-aliado de primeira linha de João Castelo, Edivaldo conseguiu a vaga almejada por todos. Ocorre que Flávio Dino prometeu uma escolha “democrática” e fez entregou uma escolha pessoal. A tragédia política que abalou o ex-prefeito João Castelo, que disputou a reeleição isolado, assegurou a vitória de Edivaldo. Antes disso, Dino fez questão de isolar os demais membros do grupo. Em julho de 2021, em uma reunião no Palácio dos Leões, Flávio Dino mais uma vez prometeu critérios objetivos na escolha do candidato. O principal deles era o resultado das pesquisas eleitorais. Quem melhor estivesse seria colocado como candidato. Passados quatro meses, o governador deixou de lado o que prometera e anunciou, como em 2011, o escolhido à revelia do que havia sido antes acordado mudando completamente as regras que ele mesmo havia estabelecido. Flávio Dino anunciou sua preferência e deixou a cargo dos partidos acatar, ou não. Escolhido por Flávio Dino, apesar da insatisfação dos demais pré-candidatos, o vice-governador Carlos Brandão iniciou uma ofensiva entre o “baixo clero” do grupo para dar um verniz de adesão ao “conselho” do governador. Os principais alvos são aliados do senador Weverton Rocha. Dadas as circunstâncias, é quase impossível que a vontade pessoal, travestida de coletiva, do governador para sua sucessão não seja efetivada. Brandão será o candidato do “grupo”. Resta saber se os demais farão como Eliziane e Tadeu em 2011, que abdicaram de suas candidaturas, ou se irão resistir à infidelidade de Flávio Dino.
Haddad assume possível aliança do PT e PDT no Maranhão

O ex-candidato a presidente pelo PT em 2018, Fernando Haddad, declarou que existe de fato uma conversa no partido sobre a possibilidade de aliança com PDT no Maranhão. O pré-candidato pedetista ao Governo do Estado é o senador Weverton Rocha. O PT também tem pré-candidato, o secretário de Estado da Educação Felipe Camarão. Haddad falou sobre a parceria do PT e PDT em outros estados. Segundo ele, no Maranhão as negociações com o PDT estão acontecendo. Ele afirmou ser possível uma possível composição do senador Weverton (PDT) no setor progressista para suceder Flávio Dino (PSB). Além da candidatura de Camarão, a aliança PT/PDT pode enfrentar outro obstáculo no Maranhão. O problema é que no ano que vem Ciro Gomes deve concorrer à presidência.
Neto Evangelista reafirma apoio a Weverton em 2022

Neto Evangelista (DEM) foi entrevistado, nesta quinta (4), no Programa Bom Dia Mirante. O deputado estadual afirmou seu apoio à pré-candidatura do senador Weverton Rocha (PDT) ao governo do Estado em 2022. “Nos já estamos trabalhando a pré-candidatura do senador Weverton Rocha ao Governo do Maranhão. Ele está preparado, está bem articulado com o poder central em Brasília para fazer uma gestão importante e necessária para o estado, que possa colocar o Maranhão no mapa do desenvolvimento brasileiro”. Evangelista ressaltou que está aberto a novos desafios e afirmou que, se permanecer como deputado estadual, deve buscar à presidência da Assembleia Legislativa do Maranhão. “Estou à disposição do meu partido, do grupo político do qual faço parte para qualquer desafio que seja posto em 2022. Assim como foi na eleição para prefeito de São Luís, em 2020”. Neto disse que já debateu várias possibilidades. “Já me perguntaram sobre composição de chapa majoritária, se nós vamos para a disputa ao cargo de deputado federal”, ressaltou.
Afinal de contas, o que pretende Felipe Camarão?

A negação de Felipe Camarão da tese de que sua pré-candidatura não passa de uma cortina de fumaça do governador Flávio Dino surpreendeu os mais atenciosos. Como assim ele está na eleição para valer? É claro que, mesmo sendo uma marionete, Camarão nunca iria assumir-se enquanto tal. Mas, o vigor com que defende a pré-candidatura e a alta intensidade do verniz de independência não deixam de chamar a atenção. Jogo de cena? Coragem? Flávio Dino programou ou também foi pego de surpresa? Logo após assumir-se como postulante ao cargo de governador, dez entre dez observadores entenderam que o movimento de Camarão só foi possível após permissão do governador. Acontece que Felipe Camarão tem cultivado a impressão de que talvez a história não seja bem assim. Até poucas semanas atrás, o secretário de Educação sequer era cogitado como possível nome. Nem as pesquisas o traziam como opção. O anúncio da pré-candidatura do secretário não foi levado à sério. “Manobra de Flávio Dino”, achava a maioria das pessoas. Todavia, bastaram poucos momentos para que o secretário saísse da penumbra de uma fácil disputa por vaga na Câmara Federal para uma aguda e inusitada pré-campanha ao governo. Bastaram horas para que o anúncio da ideia fosse transmutado em ação de verdade. Disparos de mensagens em massa, outdoors, campanhas em redes sociais, reuniões políticas, apoio. Felipe Camarão fez em um mês o que Carlos Brandão não conseguiu fazer em sete anos. Apenas coincidência? Claro que não. O petista já tinha a toda a estrutura para divulgar sua pré-candidatura pronta e montada. Poucos são competentes ao ponto de fazerem engrenar uma campanha em poucos dias. Imaginem um secretário de educação que tem como ponto alto do seu currículo ter deixado as escolas fechadas pela maioria do tempo. Só que o fracasso de Camarão como secretário, e minha retumbante antipatia por ele, não são o cerne desta análise, sigamos… Os analistas e players da política maranhense fizeram, em sua maioria, a opção pela tese de que Camarão seria uma espécie de contrapeso criado por Flávio Dino para blindar o PT das investidas de Weverton Rocha. Ou seja: era apenas um laranja. As últimas declarações dele, ratificando sua disposição a enfrentar as urnas para o cargo máximo da política local, dão a entender que, talvez, nem o próprio Flávio Dino tenha (se é que um dia teve) controle da candidatura do petista. A ação de Felipe Camarão pode estar escancarando uma situação ou escondendo outra. Ou mostra o nascimento de um novo e independente futuro candidato (que seria danosa para os planos de controle dinista) ou esconde um plano ardiloso centrado na desinformação e bagunça do ambiente (que beneficiaria apenas o próprio Flávio Dino). Justiça há de ser feita: poucos conseguiram chegar em posição tão boa, em tão pouco tempo e de forma tão repentina, no primeiro escalão. Isso é mérito do petista, não há debate porque é um fato indiscutível. A entrada de Felipe Camarão na primeira divisão da política local está sendo precoce demais. Resta saber se a saída também será.
Roseana e Weverton lideram, fantasma da derrota assombra Flávio Dino

Se depender dos números apresentados pela pesquisa Escutec/O Estado de intenção de votos para governador, senador e presidente da República, o governador Flávio Dino (PSB) deve perder alguns dias de sono. Além de ver adversários crescendo, comunista começa a ver, mesmo que distante, fantasma de uma possível derrota para o senado. A pesquisa Escutec/O Estado identificou que Flávio Dino ocupa a vice-liderança em rejeição entre TODOS os candidatos. A ÍNTEGRA DA PESQUISA VOCÊ ACESSA AQUI De acordo com os números, a derrota do possível candidato do comunista ao governo do Maranhão, o vice Carlos Brandão (PSDB), se torna a cada dia mais provável. Além disso, os números também revelam que o próprio Flávio Dino não pode assegurar que irá ser eleito senador no ano que vem após deixar o governo. A pesquisa analisou vários cenários e pode ser encarada de forma positiva apenas pela ex-governadora Roseana Sarney (MDB) e pelo senador Weverton Rocha (PDT), que cristalizou a posição de segundo colocado. O senador Roberto Rocha (sem partido), que a cada dia vai despontando como possível adversário do governador Flávio Dino, também apareceu bem no levantamento. Apesar de ainda não assegurar sua candidatura, Roseana foi colocada em três cenários. No primeiro, ela aparece com 26%. Seguida por Weverton Rocha (20%), Edivaldo Júnior (12%) e o vice-governador Carlos Brandão (10%). Logo aparece Roberto Rocha (9%) e o prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (5%). Completam a lista Simplício Araújo (4%), Josimar de Maranhãozinho (3%) e o Felipe Camarão (2%). No segundo cenário, apenas com seis candidatos, os números foram os seguintes: Roseana (30%), Weverton (20%), Edivaldo (14%), Carlos Brandão (12%), Roberto Rocha (11%) e Josimar de Maranhãozinho (5%). Sem a ex-governadora na disputa e com oito postulantes, os resultados foram os seguintes: Weverton (24%), Edivaldo Júnior (17%), Roberto Rocha (14%), Brandão (11%), Lahesio (8%), Josimar (5%), Simplício (5%) e Felipe Camarão (3%). Cerca de 15% dos eleitores estão indecisos ou não quiseram responder. Para a disputa no senado, em um cenário com o governador, o resultado alcançado pelos concorrentes foi: Flávio Dino (44%), Roberto Rocha (23%) e Josimar de Maranhãozinho (7%). No cenário de rejeição, Maranhãozinho tem 25%, Flávio Dino, 21% e Roberto Rocha, 11%.
Réu por corrupção, Weverton quer desfigurar Lei de Improbidade

Relator na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do projeto que altera a Lei de Improbidade Administrativa de modo a tornar ainda mais fácil aos gestores públicos desviarem recursos do erário, o senador Weverton Rocha (PDT-MA) tenta colocar o texto em votação sem que tenha sido feito nenhum debate aprofundado e sem acolher nenhuma das 42 emendas encaminhadas pelos colegas de parlamento. A proposta, que vem sendo criticada por integrantes do Ministério Público e ativistas anticorrupção por desfigurar completamente a Lei de Improbidade e efetivar uma espécie de licença para roubar, pode ser votada nesta terça-feira (28). O projeto foi aprovado pelo plenário da Câmara em junho último, numa votação que durou oito minutos. No último dia 13, Weverton foi escolhido relator da matéria no Senado, apresentou seu relatório em 24 horas, e tentou liquidar a fatura ainda na semana passada, sob alegação de que o texto já havia sido debatido nos estados. Só não conseguiu concretizar a artimanha por mobilização de procuradores, membros do Ministério Público e dos senadores Lasier Martins (Podemos-RS) e Álvaro Dias (Podemos-PR). O pedetista responde a processo de improbidade no qual é acusado pelo MPF, dentre outras suspeitas, de enriquecimento ilícito. As alterações nas regras de punição da lei podem beneficá-lo, inclusive de ser livrado de eventual enquadramento na Lei da Ficha Limpa. Entre os pontos encaminhados por Weverton está a que barra a perda do cargo em casos em que o acusado não ocupa mais o posto que motivou o processo, excetuando apenas casos “de caráter excepcional”. O senador, por exemplo, se condenado na ação em que é réu na Justiça Federal por improbidade, não perderia o mandato em decorrência de um fato da época em que foi assessor do gabinete de Carlos Lupi no Ministério do Trabalho e Emprego. Para punir um gestor público por desvio de recursos ou enriquecimento ilícito, se aprovado o malabarismo retórico de Weverton Rocha, passará a ser preciso primeiro provar que as irregularidades foram cometidas com dolo ou má-fé. Desrespeitar a LAI (Lei de Acesso à Informação), como o pedetista vem fazendo em relação a um pedido feito pelo ATUAL7 ao seu gabinete no Senado, por exemplo, deixará de ter punição, porque não está mais listado como ato ilícito na nova lei. De acordo com o procurador da República Frederico de Carvalho Paiva, que apresentou os memorais (última manifestação das partes no processo) na ação que corre na 6ª Vara Federal do Distrito Federal (DF), Weverton teria recebido benesse providenciado pelo empresário Adair Antônio de Freitas Meira, de Goiânia (GO), que comandava uma rede de entidades que mantinha R$ 17,3 milhões em convênios firmados com a pasta controlada pelo PDT no governo Dilma Rousseff (PT). Em 2016, como deputado federal, Weverton Rocha foi o autor do principal destaque ao projeto da lei das “10 Medidas contra a corrupção”. Nele, propôs que magistrados e integrantes do Ministério Público respondam por crime de abuso de autoridade quando atuarem com conduta incompatível com o cargo. Na ocasião, o texto foi considerado uma tentativa de intimidar a Operação Lava Jato, uma das maiores iniciativas de combate à corrupção e lavagem de dinheiro da história recente do Brasil. Weverton também é réu em outra ação, mas na esfera criminal, por peculato, como é chamado o desvio de recursos públicos por agente público. Indiciado pela Polícia Civil, o pedetista ficou em silêncio durante o interrogatório, segundo ele, como forma de protesto.