União gasta R$ 1,9 bi com diárias e passagens no 1º semestre

passagens união

BRASÍLIA, 17 de agosto de 2026 — Os gastos da União com diárias e passagens somaram R$ 1,9 bilhão no 1º semestre de 2026, em valores corrigidos pela inflação. O total é o maior valor real para o período desde 2014 e representa alta de 16,8% ante os R$ 1,6 bilhão registrados nos primeiros 6 meses de 2025. No 1º semestre de 2014, durante o governo Dilma Rousseff (PT), as despesas totalizaram R$ 2,0 bilhões. A série específica de diárias e passagens consultada começa em 2011. Os dados constam do Boletim Resultado do Tesouro Nacional de junho de 2026. Nos primeiros semestres do 3º mandato do presidente Lula (PT), de 2023 a 2026, a União gastou R$ 6,5 bilhões com diárias e passagens. A soma supera em 97,1% os R$ 3,3 bilhões registrados nos primeiros semestres de 2019 a 2022, durante o governo Jair Bolsonaro (PL). Os valores também foram corrigidos pela inflação. A comparação inclui 2020 e 2021, anos afetados pelas restrições a viagens e pela redução dos deslocamentos durante a pandemia. As despesas ficaram em R$ 651,1 milhões e R$ 478,3 milhões, respectivamente. O governo pagou R$ 1,1 bilhão em diárias no 1º semestre de 2026, alta de 9,6% ante o mesmo período de 2025. As despesas com passagens e locomoção aumentaram 28%, de R$ 625,2 milhões para R$ 800,2 milhões.

União paga dívidas de estados e municípios no mês de maio

União tesouro

BRASÍLIA, 16 de junho de 2026 — O Tesouro Nacional pagou R$ 834,8 milhões em dívidas atrasadas de estados e municípios em maio de 2026. A informação foi divulgada na segunda (15) em um relatório oficial. No total, em 2026, a União já honrou R$ 2,2 bilhões em débitos de governos locais. Três estados precisaram dessa ajuda no mês passado. O Rio de Janeiro ficou com a maior parte: R$ 619,61 milhões. Em seguida, veio o Rio Grande do Sul, com R$ 212,36 milhões. O Rio Grande do Norte teve R$ 2,66 milhões pagos pela União. Além disso, duas prefeituras tiveram dívidas cobertas: Paranã (TO), com R$ 99,88 mil, e Santanópolis (BA), com R$ 67,91 mil. Essas garantias funcionam como um seguro. A União usa o Tesouro para cobrir calotes em empréstimos de estados e municípios com bancos. Quando um ente não paga uma parcela, o credor avisa a União. Daí, o Tesouro compensa o valor. Porém, ele desconta esse montante dos repasses federais futuros, como verbas de impostos. Além disso, o ente fica impedido de fazer novos financiamentos. Sobre o atraso, ainda incidem juros e multas. Desde 2016, a União já pagou R$ 88,73 bilhões nesse tipo de operação. Desse total, R$ 80,96 bilhões estão sob efeito de regimes especiais, como recuperação fiscal ou decisões judiciais. Por isso, a cobrança desses valores fica suspensa. Até agora, o Tesouro conseguiu recuperar R$ 6,04 bilhões em contragarantias. Os estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais devolveram os maiores valores. Em 2026, a recuperação já soma R$ 118,04 milhões. No fim de 2025, 22 estados aderiram ao Propag, programa que renegocia dívidas estaduais. O plano dá descontos nos juros e parcelamento em até 30 anos. Em troca, os estados participantes precisam cortar gastos e investir em áreas como educação e segurança. Apenas cinco unidades da Federação não entraram no programa. O Rio Grande do Sul, por causa das enchentes de 2024, teve o pagamento da dívida suspenso por 36 meses. Os juros também foram perdoados nesse período. O estado deve cerca de R$ 100 bilhões à União. As parcelas que seriam pagas vão para um fundo estadual de reconstrução. Em 2022, o estado já tinha um plano de recuperação fiscal aprovado, que previa reformas para reduzir gastos.

Estados oposicionistas lideraram dependência da União em 2025

estados oposição

BRASIL, 20 de janeiro de 2026 – Os estados governados por partidos de oposição ao presidente Lula (PT) lideraram, em 2025, a lista dos entes federativos mais dependentes da União para honrar dívidas com bancos e organismos internacionais. No ano passado, o governo federal desembolsou cerca de R$ 11 bilhões para pagar parcelas de empréstimos estaduais garantidos pela União, evitando o calote dessas administrações. Os maiores valores foram destinados aos seguintes estados: Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás – todos comandados por governadores alinhados à oposição ao governo Lula e inseridos no Regime de Recuperação Fiscal (RRF). Os dados constam no Relatório Mensal de Garantias Honradas pela União em Operações de Crédito e Recuperação de Contragarantias, divulgado pela Secretaria do Tesouro Nacional. Na prática, quando um estado não consegue pagar um financiamento que tem garantia federal, a União assume o compromisso para preservar a credibilidade do país junto ao sistema financeiro e aos organismos multilaterais. Em 2025, o estado do Rio de Janeiro, governado por Cláudio Castro (PL), foi o maior beneficiário desse mecanismo, com R$ 4,69 bilhões pagos pela União, o equivalente a 42,35% de todo o valor honrado no ano. Em seguida, aparece Minas Gerais, sob comando de Romeu Zema (Novo), com R$ 3,55 bilhões, o que representa 32,05% do total. O Rio Grande do Sul, governado por Eduardo Leite (PSD), teve R$ 1,59 bilhão quitado pelo governo federal, enquanto Goiás, administrado por Ronaldo Caiado (União Brasil), contou com R$ 888,06 milhões.

Advogados da União recebem mais de R$ 500 mil em um mês

União advocacia

BRASÍLIA, 16 de julho de 2025 – Integrantes da Advocacia-Geral da União (AGU) receberam até R$ 547 mil em um único mês no ano passado por meio de honorários de sucumbência. Trata-se de uma espécie de bônus distribuído a advogados públicos e procuradores pela atuação na defesa dos interesses da União. Os valores, que se somam aos salários regulares, saem do caixa de uma entidade privada que recebe financiamento público e opera com pouca ou nenhuma transparência, segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo. Não há ferramenta oficial que permita calcular os valores individuais, bem como se eles obedecem a critérios legais. O Portal da Transparência ainda não atualizou os dados mais recentes (de dezembro de 2024 a julho de 2025). Conforme o jornal, já houve novos pagamentos, com valores de até R$ 400 mil por servidor, segundo relatos que circulam entre membros do Executivo e órgãos de controle.

União libera verba para cidades do MA afetadas por desastres

desastres maranhão

MARANHÃO, 16 de maio de 2025 – A Defesa Civil Nacional autorizou, no dia 14 de maio, a liberação de R$ 52 milhões para apoiar ações emergenciais em 95 municípios afetados por desastres naturais. A medida contempla cidades do Maranhão, Acre, Amazonas, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Pará, Paraíba, Piauí, Ceará, Mato Grosso e Bahia. Os recursos federais poderão ser aplicados em ações humanitárias e na recuperação de áreas atingidas. No Maranhão, seis municípios foram incluídos na lista de beneficiados. Os valores variam conforme a gravidade do desastre, o número de afetados e os dados apresentados nos planos de trabalho enviados pelas prefeituras. Segundo o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, os repasses devem ser utilizados em ações imediatas como entrega de kits de alimentação e higiene, além do restabelecimento de serviços como abastecimento de água e liberação de vias públicas.

Estados e Municípios já gastam mais que o Governo Federal

Recursos municípios

BRASIL, 10 de abril de 2025 –  O aumento das transferências de recursos para estados e municípios, inclusive por meio de emendas parlamentares, impulsionou as despesas desses entes a um patamar acima dos gastos diretos da União, em um novo arranjo federativo que impõe desafios econômicos, fiscais e políticos. Com os cofres mais cheios, governadores e prefeitos pisaram no acelerador nos últimos anos e expandiram investimentos e gastos com pessoal, colhendo os dividendos eleitorais derivados dessas políticas. A maior concentração de despesas também ampliou seu poder de influência no xadrez político nacional, na visão de especialistas. A outra face dessa nova realidade é a deterioração das contas, mais evidente até agora nos municípios, e a imposição de um obstáculo adicional à tarefa do Banco Central de controlar a inflação. Enquanto o BC fala da importância do ajuste fiscal, normalmente interpretada como um recado à União, estados e municípios seguem firmes no estímulo à demanda, despejando recursos em suas respectivas localidades.

Governo do Maranhão renegocia dívida com a União

Maranhão dívida

MARANHÃO, 17 de abril de 2024 – O governo do Maranhão anunciou no último sábado (13) a intenção de renegociar sua dívida com a União. Segundo informações do Folha do Maranhão, o valor inicialmente renegociado é de R$ 303 milhões, mas, devido aos juros, o montante final alcança mais de R$ 600 milhões. A dívida do Estado com a União é oriunda de empréstimos não quitados, pelos quais o governo federal precisou intervir. A cobrança desses valores estava suspensa em decorrência de uma decisão judicial do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com as investigações da Folha do Maranhão, essa pode ser a razão pela qual o governo estadual não havia se pronunciado sobre um empréstimo de R$ 1,9 bilhão, aprovado pela Assembleia Legislativa no final do mês anterior.

Dívida do Maranhão com a União atinge R$ 1,5 bilhão

Dívida MA

MARANHÃO, 07 de agosto de 2023 – Uma análise exclusiva conduzida pelo portal Folha do Maranhão revela que a dívida do Estado do Maranhão com a União alcançou a marca de R$ 1,51 bilhão. Esse montante foi atingido após o governo federal realizar o pagamento de uma parcela de empréstimo de R$ 266,42 milhões ao Bank of America. A situação foi parcialmente atenuada graças a uma decisão liminar emitida pelo Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que alegou que restrições à tributação estadual, decorrentes das LCs 192/2022 e 194/2022, geraram um desequilíbrio substancial nas finanças dos estados, tornando excessivamente custosa, pelo menos neste estágio, a execução dos contratos de endividamento público. O levantamento também aponta que a União já quitou R$ 1 bilhão referente às dívidas do Maranhão com o Bank of America, além de R$ 344 milhões relacionados a débitos com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), R$ 42 milhões provenientes de obrigações com a Caixa Econômica Federal (CEF), R$ 7 milhões com o Banco do Brasil (BB) e R$ 4 milhões associados a débitos com o Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD). No decorrer de 2020, a União honrou R$ 280 milhões em dívidas do Maranhão. Em 2021, em decorrência da pandemia, não houve registros de garantias honradas pela União. Entretanto, em 2022, o montante ascendeu a R$ 548 milhões, e nos primeiros sete meses deste ano, atingiu a cifra de R$ 681 milhões. No panorama nacional, o Maranhão ocupa a quarta posição, ficando atrás apenas dos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e Rio Grande do Sul em termos de dívidas com a União.

Gostaríamos de usar cookies para melhorar sua experiência.

Visite nossa página de consentimento de cookies para gerenciar suas preferências.

Conheça nossa política de privacidade.