Secom gasta mais com autopromoção que com utilidade pública

Secom Lula

BRASÍLIA, 17 de novembro de 2025 – O governo federal destinou 57% do orçamento publicitário da Secom para comunicação institucional em 2025, contra 43% para campanhas de utilidade pública. A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República realocou os recursos com a nova gestão de Sidônio Palmeira, priorizando programas como “Brasil Soberano”. Dessa forma, a publicidade institucional supera o valor aplicado em ações educativas, como campanhas de vacinação, que eram prioridade em gestões anteriores. Além disso, o orçamento total da Secom cresceu mais de R$ 116 milhões, somando R$ 1,54 bilhão. Desse total, R$ 876,8 milhões financiam a publicidade institucional do governo federal, enquanto R$ 661,6 milhões são para utilidade pública.

Lula aumenta verba de comunicação um ano antes das eleições

Lula gasto

BRASÍLIA, 03 de novembro de 2025 – O governo Lula ampliou em mais de R$ 116 milhões o orçamento da Secretaria de Comunicação da Presidência para 2025, que agora soma R$ 876 milhões. A decisão, revelada pelo jornal Folha de S.Paulo, foi tomada em um contexto de cortes em outros órgãos, como Polícia Federal e Ministério da Educação. O novo valor supera os R$ 600 milhões destinados à pasta em 2024, que já era o maior montante desde 2017. Desse total, R$ 562 milhões são previstos para campanhas publicitárias, administradas por quatro agências. Entre as campanhas específicas, destacam-se os R$ 85 milhões para “Brasil soberano” e R$ 30 milhões para o “Gás do Povo”. Além disso, o governo prepara um novo contrato de comunicação digital, com previsão de mais R$ 100 milhões anuais para produção de conteúdos como vídeos, textos e podcasts.

Sócio do ministro da Secom embolsou R$12 milhões do governo

Sócio Secom

BRASÍLIA, 28 de outubro de 2025 – A empresa de um sócio do ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, recebeu R$ 12 milhões da execução de contratos de publicidade de duas estatais do governo Lula nos últimos dois anos, a Caixa Econômica Federal e a Embratur. Procurado, o ministro disse que não interferiu em favor das contratações e que se afastou da gestão de suas empresas após assumir o cargo público Os pagamentos foram feitos para a produtora Macaco Gordo, que pertence ao empresário Francisco Kertész, sócio de Sidônio em uma outra empresa: a M4 Comunicação e Propaganda — que depois mudou de nome para Nordx. A M4 foi aberta no ano de 2022 para trabalhar na campanha eleitoral de Lula e, atualmente, sob o nome de Nordx, presta serviços para o diretório nacional do PT. Questionado, o empresário disse que a produtora foi escolhida em processos de concorrência por “adequação técnica” e pela oferta de menor preço. Chico Kertész, como é conhecido, atualmente é sócio-administrador da agência Nordx. Sidônio ainda integra o quadro societário. Por ser ministro, porém, ele não pode mais ser sócio-administrador da empresa, função que também exercia quando a agência foi aberta. A relação comercial entre Chico e Sidônio é anterior a essa empresa. A produtora Macaco Gordo presta serviços há diversos anos para a agência de publicidade de Sidônio, a Leiaute na execução dos contratos de publicidade do governo petista da Bahia, mas não trabalhava para o governo federal. Com a vitória de Lula na disputa à Presidência da República, Sidônio passou a ser consultado em assuntos vinculados à imagem do governo. Em maio de 2024, por exemplo, quando o governo lançou campanha “Fé no Brasil”, Sidônio recebeu crédito de idealizador. Em janeiro deste ano, foi nomeado para a Secom da Presidência da República. Chico também passou a frequentar eventos políticos em Brasília. Em 2025, com Sidônio já no posto de ministro, o dono da Macaco Gordo fez 13 visitas ao Palácio do Planalto entre janeiro e junho. Todas para se encontrar com Sidônio. Ao Estadão, Chico disse que os encontros foram “de cunho pessoal, sem que jamais tenha sido tratado das atividades da Macaco Gordo”.

Governo Lula destinou R$ 54 milhões para rede anti-fake news

Secom milhões

BRASIL, 27 de setembro de 2025 – No fim de 2023, uma instituição de pesquisa ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) deu início a um projeto de combate à desinformação orçado em R$ 54,1 milhões. Um ano e meio depois, a rede Minerva, do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), já recebeu R$ 10,5 milhões, mas não expõe publicamente quase nada do que produziu. Desde que a rede anti-fake news entrou em atividade, o diretor do Ibict se “autoindicou” para uma bolsa de R$ 7 mil mensais e um dos pesquisadores viajou a Cuba para discutir parcerias com acadêmicos da ilha. Nenhum material elaborado pela iniciativa estava aberto ao público. Após ser procurado pelo Estadão, o Ibict publicou alguns dos levantamentos. O Ibict disse que o projeto se estende até 2026, e que as entregas da rede Minerva, inclusive as abertas ao público, ocorrerão ao longo do tempo. Parte dos produtos – como os relatórios de monitoramento das redes sociais – são restritos a órgãos públicos, disse a entidade. O Ibict também negou que o diretor da entidade, Tiago Emmanuel Nunes Braga, tenha se “autoindicado” para bolsa de pesquisa. Segundo a entidade, a indicação foi formalizada pela coordenadora substituta. Já a Secom disse, em nota, que “não participa da governança e não aporta recursos no conjunto de iniciativas que fazem parte da Rede Minerva”. As redes sociais são um tema sensível para o governo Lula (PT) desde o início da gestão, em 2023. O assunto voltou a ser fonte de desgaste para o Planalto este mês, após o vazamento de uma intervenção da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, reclamando do TikTok num jantar com o presidente da China, Xi Jinping. Numa entrevista a jornalistas, Lula confirmou ter tratado do tema com o mandatário chinês e que ainda pediu ao líder de um país conhecido por censurar as redes contribuição sobre como tratar do TikTok. O governo tenta, desde 2023, aprovar um projeto de lei para regulamentar a atuação das redes sociais no País. Uma proposta sobre o assunto (PL 2630/2020), chegou a ser aprovada no Senado, mas está parada na Câmara.

Secom esconde temas de pesquisas encomendadas pelo Planalto

Secom Lula

BRASÍLIA, 25 de setembro de 2025 – A Secretaria de Comunicação Social (Secom) do governo Lula parou de divulgar publicamente os temas específicos das pesquisas de opinião encomendadas pelo Palácio do Planalto. De acordo com reportagem do jornal Folha de S.Paulo, a mudança ocorreu a partir de setembro de 2024, quando a Secom passou a fornecer apenas dados superficiais nos relatórios de pagamento. A justificativa apresentada em processos administrativos é que as pesquisas seriam “documentos preparatórios”. Conforme parecer da Controladoria-Geral da União (CGU) citado pelo governo, a divulgação dos temas poderia prejudicar a formulação de políticas públicas. A CGU argumenta que os relatórios não constituem “dado frio” e que sua publicidade deve ocorrer apenas ao fim do mandato ou após a implementação das políticas. Além disso, a controladoria sustenta que a exposição poderia distorcer informações e revelar métodos de pesquisa das empresas contratadas.

Agenda de viagens de Lula contraria planos do chefe da Secom

Lula viagens

BRASÍLIA, 17 de junho de 2025 –  O presidente Lula diminuiu suas viagens pelo Brasil no primeiro semestre de 2025, contrariando o plano da Secretaria de Comunicação Social (Secom) de aumentar sua presença no país. Entre janeiro e junho, ele visitou 28 cidades em 14 estados, queda de 32% em relação ao mesmo período de 2024, quando esteve em 36 municípios. Enquanto a agenda nacional encolheu, as viagens internacionais se expandiram. Neste ano, Lula já passou por dez países, incluindo Japão, China e França. Em 2024, foram sete destinos no mesmo intervalo. O governo também registrou recorde de gastos com deslocamentos: R$ 789,1 milhões no primeiro trimestre, maior valor desde 2011.

Secom investe R$ 1,1 milhão em publicidade na Meta em um mês

Secom publicidade

BRASÍLIA, 10 de janeiro de 2025 – A Secretaria de Comunicação Social (Secom) investiu R$ 1,1 milhão em publicidade na plataforma Meta ao longo de um mês. Os recursos foram destinados para impulsionar conteúdos nos perfis oficiais do governo no Instagram e no Facebook, segundo informações da Biblioteca de Anúncios da Meta. O período de veiculação das campanhas ocorreu entre 6 de janeiro e 4 de fevereiro, com a promoção de 48 publicidades. Dessas campanhas, 18 incluíram rótulos que identificam o Governo do Brasil como financiador dos anúncios, somando um gasto de R$ 987,6 mil. Os conteúdos destacados trataram de temas como agronegócio, redução do desemprego, combate à fome e educação, liderando os investimentos do período. DIVULGAÇÃO DO PROGRAMA ACREDITA A Secom também destinou recursos à promoção do programa Acredita, voltado para oferecer crédito e renegociação de dívidas a microempresas, microempreendedores individuais (MEIs) e pequenas empresas. Para essa iniciativa, foram aplicados R$ 128 mil, impulsionando 30 postagens sobre o programa. O programa, que já havia sido divulgado em dezembro de 2024, voltou a ser promovido a partir de 8 de janeiro. A nova campanha ocorreu após a Receita Federal anunciar a fiscalização de transferências via Pix superiores a R$ 5 mil, medida que enfrentou forte rejeição de pequenos comerciantes e trabalhadores informais. Diante da repercussão negativa, o governo revogou a norma em 15 de janeiro. Em entrevista ao Poder360, a Secom esclareceu que o uso de dois rótulos distintos nos anúncios foi necessário devido às limitações nas contas de anúncio da plataforma. A secretaria também ressaltou que os recursos empregados na publicidade são provenientes integralmente do seu orçamento.

Pimenta promove genro antes de ser exonerado da Secom

Pimenta Secom

BRASÍLIA, 20 de janeiro de 2025 – Em 12 de janeiro, João Pedro Dias foi promovido dentro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), conforme informou o jornal O Globo neste domingo (19). Dias, contratado em maio de 2023, recebeu um aumento significativo em sua remuneração. Na Secom, Dias é amplamente conhecido como “Genro do Pimenta”, por namorar a filha do deputado federal Paulo Pimenta. A promoção ocorreu pouco antes de Sidônio Palmeira assumir o comando da pasta. Pimenta foi exonerado pelo presidente Lula devido a falhas na comunicação governamental.

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