Contas da saúde de Matões do Norte chamam atenção do TCE-MA

Matões do Norte

MATÕES DO NORTE, 18 de agosto de 2026 — O Tribunal de Contas do Estado do Maranhão apontou uma diferença de R$ 6,2 milhões nas contas do Fundo Municipal de Saúde de Matões do Norte referentes a 2021. A divergência apareceu entre a receita prevista para o período e o valor registrado no balanço apresentado pelo órgão. O então secretário municipal de Saúde, Jenilson Bezerra Neves, também foi responsabilizado por outras falhas encontradas na prestação de contas. Além da divergência orçamentária, o TCE aplicou três multas ao ex-gestor. Juntas, as penalidades somam R$ 10 mil. O Tribunal também apontou falta de comprovação da realização de audiências públicas para apresentar os relatórios da gestão da Saúde. Além disso, identificou envio irregular do Relatório Anual de Gestão ao Conselho Municipal de Saúde. Apesar das falhas, o TCE julgou as contas regulares com ressalvas. Por isso, Jenilson deverá pagar as multas ao Fundo de Modernização do Tribunal de Contas. O prazo para o pagamento é de 15 dias após a publicação do acórdão.

Brasileiros bancaram 87% da saúde de senadores em 2025

Saúde senadores

BRASÍLIA, 18 de agosto de 2026 — O contribuinte bancou 87% dos gastos com saúde de senadores, ex-senadores e seus dependentes em 2025. O Senado gastou R$ 40,5 milhões no período. Desse total, R$ 35,3 milhões vieram do dinheiro público. Os próprios beneficiários pagaram apenas R$ 5 milhões, o que equivale a 12,8% da conta. Os dados são do Ranking dos Políticos, organização que monitora gastos públicos. O sistema de saúde do Senado atendeu 629 pessoas no fim do ano passado. Eram 79 senadores, 187 ex-senadores e 363 dependentes. Enquanto esse grupo contribuiu com R$ 5,2 milhões, as despesas chegaram a R$ 40,4 milhões. Esse valor inclui indenizações, restituições, pagamentos a hospitais e tratamentos de longo prazo que começaram antes. Luan Sperandio, diretor do Ranking dos Políticos, afirmou que o benefício não se parece com um plano de saúde comum. Ele disse que o custo por beneficiário no Senado é dez vezes maior do que na Câmara. Por isso, considerou a situação um desrespeito ao pagador de impostos. O levantamento usou dados da Lei de Acesso à Informação e do Portal da Transparência. Na Câmara dos Deputados, a realidade foi bem diferente. O programa Pró-Saúde atendeu 421 deputados, 62 ex-deputados e 832 dependentes. As contribuições dos beneficiários somaram R$ 8,3 milhões em 2025. Já as despesas ficaram em R$ 8,2 milhões. Portanto, houve um superávit de R$ 131 mil. As contribuições cobriram 98,4% dos gastos. Sperandio destacou que há uma diferença enorme entre as duas Casas. Enquanto a Câmara se autofinancia, o Senado depende de recursos públicos para pagar quase R$ 9 de cada R$ 10 gastos. O custo médio por beneficiário na Câmara foi de R$ 6,2 mil por ano. No Senado, esse valor chegou a R$ 64,3 mil anuais. Ou seja, 10,3 vezes maior. Esse número é 46 vezes superior ao investimento médio do SUS por pessoa, que é de R$ 116,50 por mês. O Ranking dos Políticos também apontou regras generosas. Na Câmara, filhos podem ser dependentes até os 33 anos sem precisar estar matriculados em escola. Parlamentares ainda podem pedir reembolso de despesas médicas. Diante disso, a instituição sugeriu aumentar a participação financeira dos beneficiários, rever a idade máxima dos dependentes e restringir reembolsos. Sperandio concluiu que não se trata de acabar com o benefício, mas de criar regras claras. Ele afirmou que, enquanto o Senado não assumir mais custos, o contribuinte continuará pagando a conta.

Ex-secretário rebate Braide sobre propostas para a saúde

Braide saúde

MARANHÃO, 14 de agosto de 2026 — O candidato a deputado estadual e ex-secretário de Estado da Saúde, Tiago Fernandes, rebateu declarações de Eduardo Braide sobre a saúde pública do Maranhão. Ele alertou para propostas que, segundo ele, ignoram a complexidade da urgência e emergência. A manifestação ocorreu após Braide apresentar propostas para a saúde da Região Tocantina, em frente ao hospital de alta complexidade inaugurado em dezembro do ano passado. Fernandes afirmou que abrir a unidade não garante, sozinho, atendimento adequado aos casos graves. Segundo Tiago, a rede precisa contar com equipamentos, especialistas, leitos de retaguarda e fluxos de regulação. Além disso, casos de alta complexidade dependem de unidades preparadas para realizar procedimentos específicos. Fernandes citou São Luís como exemplo. Os Socorrões 1 e 2 atendem casos de urgência e emergência, mas não possuem salas de hemodinâmica para determinados procedimentos em pacientes com infarto ou AVC. Nessas situações, os pacientes precisam ser encaminhados pela regulação para unidades com estrutura especializada, como o Hospital Universitário e o Hospital Carlos Macieira. Por isso, Tiago defendeu uma rede integrada para atender casos graves. O ex-secretário também citou hospitais implantados durante sua gestão na capital, nas regiões do Itaqui-Bacanga, Coroadinho e Zona Rural. Segundo ele, essas unidades não foram estruturadas como grandes hospitais de urgência com ampla capacidade cirúrgica. Para Fernandes, propostas para a saúde devem explicar como os serviços funcionarão, quais procedimentos serão oferecidos e qual estrutura estará disponível. “A população merece informação correta e não promessa fácil”, afirmou. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Tiago Fernandes (@tiagojfernandes)

Investigação mira atrasos na saúde do município de Caxias

Caxias investigação

CAXIAS, 03 de agosto de 2026 — O Ministério Público do Maranhão instaurou dois procedimentos administrativos para apurar atrasos em pagamentos na saúde pública de Caxias. As portarias foram assinadas pelo promotor Rodrigo de Vasconcelos Ferro em 30 de julho de 2026. As investigações envolvem salários de médicos plantonistas e dívidas com uma empresa fornecedora de medicamentos. O primeiro procedimento apura o atraso no pagamento de médicos que trabalham em unidades administradas pelo IADVH, entidade terceirizada. Segundo o Ministério Público, os valores estariam pendentes desde novembro de 2025. A investigação começou após uma denúncia enviada à Ouvidoria do órgão. A Secretaria Municipal de Saúde informou que realizou os repasses ao IADVH. Já a entidade afirmou que os pagamentos atrasaram por causa da validação das planilhas de plantão. Informações extraoficiais indicam que os débitos podem ter sido quitados. Por isso, o promotor pediu documentos para comprovar a regularização. O segundo procedimento investiga uma cobrança da Distribuidora Mercury de Medicamentos Ltda. A empresa afirma que o município deixou de pagar parcelas do Contrato 001/2025, referentes ao fornecimento de medicamentos, incluindo psicotrópicos, e insumos de saúde. O débito informado é de R$ 2.840.410,85, referente aos meses de setembro e outubro de 2025. Segundo a distribuidora, o atraso pode interromper o fornecimento de medicamentos. A empresa também apontou possível descumprimento da ordem cronológica de pagamentos prevista na Lei 14.133/2021. O Ministério Público informou que as secretarias de Saúde e de Finanças não responderam a ofícios enviados anteriormente. Diante do caso, o promotor determinou a abertura dos dois procedimentos, com prazo inicial de um ano. Além disso, requisitou que o secretário municipal de Saúde apresente, em até dez dias úteis, documentos sobre os pagamentos, comprovantes bancários e informações sobre a situação das escalas médicas. No caso dos medicamentos, o órgão reiterou os pedidos de informações às secretarias responsáveis.

Saúde e educação colocam gestão Lago Verde sob investigação

Lago Verde

LAGO VERDE, 25 de junho de 2026 — O Ministério Público do Maranhão abriu, em junho de 2026, dois procedimentos para apurar situações nas áreas de saúde e educação em Lago Verde. As medidas foram publicadas no Diário Eletrônico do órgão entre os dias 19 e 22 de junho. As investigações buscam verificar possíveis falhas administrativas que podem impactar moradores do município. Na área da saúde, a 2ª Promotoria de Justiça Especializada de Bacabal instaurou Procedimento Administrativo para investigar denúncia sobre a Casa de Apoio de Lago Verde, mantida em São Luís. A apuração surgiu após relato de Juliana Morais Lira Conceição de Oliveira, que apontou supostas irregularidades na atuação da diretora da unidade durante o atendimento à paciente oncológica Elisangela Morais Lira. Por isso, o MP solicitou novos esclarecimentos e documentos à Secretaria Municipal de Saúde. Além disso, o órgão investiga se houve descumprimento de dever funcional ou outras irregularidades relacionadas à assistência prestada aos pacientes encaminhados pelo município. A promotora Karina Freitas Chaves determinou a continuidade das diligências e a comunicação formal da denunciante sobre o andamento do caso. Já na educação, o promotor Henrique Helder de Lima Pinho converteu uma Notícia de Fato em Procedimento Administrativo para acompanhar a adequação das políticas de Educação Infantil às diretrizes da Resolução CNE/CEB nº 01/2024. O objetivo é verificar se Lago Verde está atualizando normas e práticas administrativas conforme a legislação nacional.

Emendas parlamentares somam R$ 26 bi em recursos para saúde

emendas parlamentares

BRASÍLIA, 03 de junho de 2026 — Deputados e senadores de vários partidos destinaram quase R$ 26 bilhões em emendas do Orçamento da União por meio de aprovação de recursos no Congresso para financiar obras, serviços e principalmente a saúde, segundo levantamento recente do jornal Gazeta do Povo. Até agora, o governo já pagou R$ 13,7 bilhões em emendas individuais. Outros R$ 12 bilhões já foram liquidados, mas ainda aguardam pagamento. Isso significa que as obras e serviços já foram feitos. O dinheiro só não caiu na conta ainda. Entre os campeões de recursos está o senador Renan Calheiros (MDB-AL), com R$ 209 milhões. Ele destinou tudo para saúde. Cid Gomes (PSB-CE) aprovou R$ 171 milhões, sendo R$ 168 milhões para saúde. Eduardo Braga (MDB-AM) e Fausto Júnior (União-AM) também investiram 100% na área. Por partido, o PL lidera com R$ 2,5 bilhões em emendas individuais. Depois vêm MDB (R$ 1,6 bi) e PSD (R$ 1,47 bi). União Brasil, PP e PT somam mais de R$ 1 bilhão cada. Até partidos pequenos como Novo, Psol e Rede receberam recursos. Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aprovou R$ 42,7 milhões, a maior parte para saúde. Alexandre Ramagem (PL-RJ) destinou quase R$ 45 milhões também para saúde. Ciro Nogueira (PP-PI) direcionou R$ 72 milhões para a área. Além disso, as bancadas estaduais somam R$ 13,9 bilhões em emendas coletivas.

Penha cobra convocação de secretárias de Saúde e Transporte

Penha secretárias

SÃO LUÍS, 26 de maio de 2026 — O vereador Raimundo Penha cobrou, nesta terça (26), durante sessão plenária na Câmara Municipal de São Luís, a convocação das secretárias municipais de Saúde e de Trânsito e Transporte. Segundo o parlamentar, os requerimentos já foram aprovados pela Casa, mas as gestoras ainda não compareceram ao Legislativo para prestar esclarecimentos sobre as áreas. O vereador afirmou que a falta de diálogo prejudica o acompanhamento das ações do município. Raimundo Penha declarou que a secretária municipal de Trânsito e Transporte assumiu a pasta durante uma crise no sistema de ônibus da capital, mas ainda não apresentou informações ao Parlamento. Além disso, o vereador afirmou que diversos bairros enfrentam problemas no serviço de transporte, incluindo a suspensão de linhas e dificuldades para mudanças em paradas de ônibus. FALTA DE DIÁLOGO Durante o discurso, o parlamentar pediu que a presidência da Câmara comunique oficialmente a prefeita Esmênia sobre a ausência das secretárias nas sessões convocadas. Conforme Raimundo Penha, o diálogo entre Executivo e Legislativo depende do respeito às prerrogativas parlamentares. Ele também afirmou que não abrirá mão da fiscalização sobre os serviços públicos. O vereador mencionou questionamentos feitos pela imprensa sobre um contrato da Secretaria Municipal de Saúde para compra de papel, no valor superior a R$ 600 mil. Inclusive, disse esperar esclarecimentos sobre a contratação. No entanto, reforçou que a principal cobrança envolve a presença da secretária da pasta na Câmara Municipal. ENTENDA MAIS CLICANDO AQUI Raimundo Penha também afirmou que moradores de bairros como Camboa dos Frades e Parque dos Sabiás enfrentam dificuldades relacionadas ao transporte público. Segundo ele, linhas de ônibus deixaram de circular e pedidos simples, como a mudança de uma parada de ônibus, seguem sem solução há meses.

Bacabal passa a oferecer Implanon gratuito na rede pública

BACABAL

BACABAL, 16 de maio de 2026 — A Prefeitura de Bacabal anunciou nesta sexta (15) a oferta gratuita do contraceptivo Implanon na rede municipal de saúde. O método contraceptivo será disponibilizado para adolescentes e mulheres de 14 a 49 anos, conforme critérios do Ministério da Saúde. O Implanon é um implante inserido sob a pele do braço, com duração de até três anos e eficácia superior a 99% na prevenção da gravidez. O ginecologista Daniel Borges explicou o funcionamento do método. “É um implante. Um bastão que é colocado no braço da paciente não dominante, que ele tem uma validade de três ano de duração. É um método mais eficaz, mais moderno e que traz mais segurança e uma melhor qualidade de vida pra paciente.” Segundo a prefeitura, nesta primeira etapa, 360 mulheres serão atendidas pela rede municipal mediante avaliação médica e acompanhamento. O dispositivo pode custar cerca de R$ 4 mil na rede particular, o que limita o acesso de parte da população. A paciente Kalecia Pereira comentou sobre a importância da oferta gratuita do contraceptivo. “Agradeço ao prefeito Roberto Costa, porque é um método muito caro e que muitas mulheres têm vontade de colocar. Ele trouxe para a gente essa oportunidade, inclusive para mulheres em situação de vulnerabilidade. Eu mesma tenho Síndrome dos Ovários Policísticos, então isso vai me ajudar muito.” Durante o anúncio, o prefeito Roberto Costa afirmou que a medida integra ações voltadas à ampliação do acesso à saúde pública no município. “Temos feito um trabalho de modernização do nosso sistema de saúde e também de garantia do acesso da nossa população de forma mais facilitada. Pensando na qualidade de vida, na saúde das mulheres e no planejamento familiar, estamos disponibilizando o contraceptivo Implanon, que não era oferecido na rede pública devido ao seu alto custo, de quase R$ 4 mil por unidade. Agora, por meio dessa parceria entre o Ministério da Saúde e o Município de Bacabal, também vamos garantir esse contraceptivo para as mulheres de Bacabal”, afirmou o gestor.

Gostaríamos de usar cookies para melhorar sua experiência.

Visite nossa página de consentimento de cookies para gerenciar suas preferências.

Conheça nossa política de privacidade.