Falta de Plano Diretor moderno aprisiona São Luís no atraso

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Enquanto o vereador Umbelino Junior (PRTB) esbraveja por espaço na administração municipal, Andrey Monteiro (Republicanos) se “prostitui pela alegria” e os demais colegas da Câmara de Vereadores se ocupam das mais variadas situações, o Plano Diretor de São Luís segue sendo uma âncora que afunda a cidade no anacronismo. O Plano Diretor consiste em um conjunto de regras e leis que determinam todo o ordenamento de uma cidade. Sua elaboração é de responsabilidade da Câmara de Vereadores. Entre os principais objetivos do plano, está o impedimento do crescimento desordenado da cidade. Para tanto, ele funciona como uma espécie de guia que estipula as direções e limites relativos ao desenvolvimento e crescimento urbano. É o Plano Diretor quem determina os rumos de uma cidade, o que é permitido e proibido, onde e quando algo pode acontecer. Teoricamente, o Plano Diretor é uma espécie de “constituição espacial” de uma cidade. Pois estabelece quais os projetos mais adequados para atender as necessidades dos cidadãos e proporcionar melhorias na qualidade de vida da população. Apesar da importância, o atual Plano Diretor de São Luís é um emaranhado de abstrações compiladas em meras VINTE PÁGINAS que não trazem quase nenhuma certeza e condenam os moradores de São Luís a interpretação. O documento foi aprovado em 2006, durante o último mandato do ex-prefeito Tadeu Palácio. Não por acaso, o secretário de Estado da Indústria, Comércio e Energia do Maranhão, criticou nesta semana a ausência de um documento estruturado. “Ao não avançarmos na pauta do Plano Diretor de São Luís, não só perdemos bilhões de reais e milhares de empregos, como se perde a oportunidade de agregar valor à nossa capital e paralisação do desenvolvimento da nossa cidade”, disse. A preocupação de Simplício é corroborada pelos fatos. As praias sofrem com a ação destruidora da Companhia de Águas e Esgotos do Maranhão. Outras áreas que deveriam atrair turistas, como a Lagoa da Jansen, estão esquecidas. Boa parte do empresariado que pretende investir na cidade teme pelo futuro incerto do zoneamento urbano. Para ficar em um exemplo, o atual plano diretor de São Luís possibilita apenas prédios de até 15 andares. Apenas uma, entre uma série de estrovengas que impedem o crescimento da cidade. A preocupação de Simplício Araújo deveria ser, sem nenhum tipo de dúvida, compartilhada por todos os que acreditam que amarras não possibilitam movimento. Deveria ser óbvio, mas não é.

Obras da Fonte do Bispo provocam intervenções no trânsito

Avenida Vitorino Freire

A partir desta quinta-feira (22), a Prefeitura de São Luís vai fortalecer as obras de recuperação asfáltica na extensão das vias de acesso dos transportes coletivos aos abrigos de passageiros de ônibus na Fonte do Bispo, situado no Anel Viário, no Centro de São Luís. Agentes da Secretaria de Trânsito e Transportes de São Luís (SMTT) realizarão intervenções de ordenamento e desvio de trânsito desde às pistas das vias de acesso aos abrigos de ônibus até o trecho da Avenida Vitoria Freire, sentido Barragem do Bacanga-Praia Grande, na extensão próxima ao antigo prédio do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA). Visando garantir fluidez nas vias, os agentes da SMTT devem se posicionar em pontos estratégicos para orientarem e ordenarem quanto à passagem de veículos durante realização da obra. Modificações no canteiro central serão feitas para permitir o tráfego durante as obras no sentido Bacanga-Beira Mar e Bacanga-Cajazeiras.

Osmar Filho tenta aproximar prefeitura de São Luís a governo do Maranhão

Osmar Filho M

O vereador Osmar Filho (PDT) esteve reunido nesta semana com o secretário de Cidades, Márcio Jerry (PCdoB). A intenção do pedetista, além de tratar das eleições de 2022, foi agir como um elo de diplomacia entre a gestão do prefeito Eduardo Braide (Podemos) e Flávio Dino (PCdoB). Além de falar sobre a cidade de Cajari. “Mais parcerias em favor do Maranhão. Conversamos sobre projetos e benefícios para as cidades de Cajari e São Luís”, declarou o parlamentar, falando da reunião com Jerry. Osmar tem tido destaque nas últimas semanas como articulador político e vem construindo a imagem de político de consenso com tramite nos mais variados grupos. Isso tem tornado o vereador em uma das mais influentes lideranças políticas maranhenses neste período de pandemia. Foi dele, por exemplo, a articulação para aprovação do projeto que garantiu autonomia à prefeitura de São Luís para compra de vacina direto dos fabricantes. Ele também viabilizou a emenda coletiva que garante os recursos para a compra do imunizante. A tendência é que o pedetista aumente gradativamente seu poder de influência à medida que se aproximam as eleições de 2022.

Prefeitura recupera mais de 500 pontos em uma semana da Operação Tapa-Buracos

tapa buracos

Um total de 593 pontos com necessidade de recuperação asfáltica foram contemplados pela Operação Tapa-Buracos da Prefeitura de São Luís, executada pela Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp), em uma semana do início da ação. Somada a extensão total, já foram recuperados mais de 20 km de ruas e avenidas, cujos serviços estão melhorando a trafegabilidade e a mobilidade nessas regiões, proporcionando um trânsito mais seguro, sobretudo durante este período chuvoso que vive a capital. “Os pontos recuperados nesta primeira semana de execução dos trabalhos foram mapeados e priorizados já que eram considerados estratégicos para o trânsito e que pelas condições estavam comprometendo o fluxo normal em quatro grandes avenidas de São Luís. Desta forma, mobilizamos equipes das três linhas de frente, que já atuaram nas avenidas Brasil, Litorânea, Daniel de La Touche e Jerônimo de Albuquerque recuperando o asfalto nessas vias”, destacou o titular da Semosp, Davi Col Debella. Para a recuperação dos 593 pontos nestas quatro avenidas, a Semosp aplicou aproximadamente 500 toneladas de asfalto, isto após o trabalho de recorte da área até a sua adequada compactação.Simultaneamente, as equipes da Prefeitura de São Luís têm trabalhado, durante o dia e a noite, para dar às vias, e consequentemente aos condutores, mais segurança, evitando, assim, acidentes e outros prejuízos, como pneus cortados, amortecedores estourados, rodas quebradas, entre outros. Nesta semana, as equipes seguem avançando com a Operação Tapa-Buracos por outras avenidas da capital, a fim de impactarem positivamente na fluidez do trânsito. Recebem nova pavimentação durante os próximos dias, as avenidas 01 e 02 da Cidade Olímpica, por onde o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, passou para acompanhar o andamento da operação; a Avenida Mato Grosso e Rua Minas Gerais, no bairro Matões Turu, que são importante rotas de fuga para os condutores; também a Avenida 02, no São Cristóvão e a Avenida Sol Nascente, no Divinéia. Em todas, o serviço acontece durante o dia. Já à noite, os operários se concentram nas avenidas dos Franceses, Holandeses e Acre. O período escolhido para execução do trabalho nelas se dá pela tranquilidade do trânsito, de modo a evitar embaraçamento durante o dia nessas vias, que recebem um grande movimento de veículos.

Vereadores vistoriam unidades de saúde em São Luís

Vereador Marquinhos

Nove vereadores de São Luís visitaram nesta semana duas unidades de saúde da capital: o Hospital da Criança e o Socorrão II. A vistoria não teve agendamento e foi realizada em caráter de surpresa. Segundo explicou o vereador Marquinhos Silva (DEM), a intenção foi encontrar a realidade vivida por pacientes. “Não informamos nada para que a realidade não fosse modificada”, disse. Na vistoria do hospital da Criança foi constatado que a unidade de saúde está superlotada, não há ar condicionado funcionando e os banheiros estão com problemas como, por exemplo, falta d’água, torneiras quebradas, portas com defeitos. Além disso, o hospital permanece em obra há mais de dois anos. No Socorrão II, os vereadores constataram que a situação é ainda mais delicada. Por lá, o tomógrafo não funciona há um mês e o aparelho de ressonância magnética parado há dois anos e falta de macas. Um relatório detalhado com as demandas e cada unidade de saúde será elaborado para que seja encaminhado ao prefeito de São Luís, Eduardo Braide (Podemos) para que sejam sanados os problemas encontrados na vistoria. “O fato é que a situação no Hospital da Criança e no Socorrão II é desumana. Demanda grande demais, deficiência no atendimento por vários fatores desde físicos a falta de material. Vamos fazer um relatório minucioso mostrando cada problema encontrado e solicitar ao prefeito Braide providências urgentes”, afirmou Marquinhos Silva.

A solução errada de Álvaro Pires para criar emprego e renda em São Luís

Alvaro PIres

O vereador Álvaro Pires (PMN) encaminhou proposta para a criação de mais uma secretaria na já combalida prefeitura de São Luís. Trata-se da criação de uma “Secretaria Municipal de Indústria, Portos e Energia de São Luís”. Segundo Pires, a proposta pretende “corrigir um histórico e prejudicial vácuo no âmbito do Executivo Municipal nestas três áreas estratégicas para o desenvolvimento e geração de emprego e renda”. O parlamentar ainda afirmou que “na ausência da Prefeitura da São Luís, o Governo do Estado do Maranhão protagoniza solitariamente o desenvolvimento da nossa zona portuária, industrial e energética”. Vamos pontuar algumas coisas: 1 – Após seis anos do atual governo, a área Itaqui-Bacanga, que circula o Porto do Itaqui, continua sendo uma das mais pobres da cidade. Dizer que o governo protagoniza algum tipo de desenvolvimento chega a ser piada. 2 – Colocar a culpa “histórica” na Prefeitura de São Luís quando se é vereador soa até como piada. 3 – Propor criação de secretaria como solução mágica para a geração de emprego e renda pode até funcionar. Funcionar garantido emprego e renda ao secretário e apaniguados políticos que irão ser indicados aos cargos. 4 – Muito mais do que secretaria, São Luís precisa de segurança jurídica e políticas públicas que possibilitem a seus jovens e empresários um ambiente saudável para o empreendedorismo e investimento. Não há solução mais politiqueira, mais atrasada, mais canastrona e provinciana do que “criar uma secretaria”. Por que não criar leis que incentivem a população da Área Itaqui-Bacanga a buscarem mais o empreendedorismo do que a dependência do governo, vereador? Por que não ajuda a criar um ambiente que incentive empresários a levarem seus negócios para a zona portuária? Por que não criar um conjunto de leis, que nunca poderão ser mudadas, ao invés de uma secretaria inútil que pode acabar sendo ocupada por alguém incapaz de perceber que políticas públicas não dependem de indicações do prefeito? Propor a criação dessa estrovenga chamada “Secretaria Municipal de Indústria, Portos e Energia de São Luís” é apenas marketing. Nada mais que isso. E como dizia aquele que ajuda a iluminar minhas razão, Henry Louis Mencken: “Para todo problema complexo existe sempre uma solução simples, elegante e completamente errada”

Os 30 dias do prefeito Eduardo Braide

Braide  Dias

Encerrado o primeiro mês de gestão do prefeito Eduardo Braide (Podemos), qualquer avaliação objetiva sobre sua gestão e previsão para o futuro que se pretenda conclusiva corre o risco de fracassar desgraçadamente. São apenas 30 dias que, na melhor das hipóteses, servem mais para identificar atrasos e avanços do que para determinar erros ou acertos. Braide não teve tempo para errar e teve menos tempo ainda para acertar. Apesar disso, trinta dias já servem para ver a velocidade e a direção das coisas. FALTA DE BANDEIRA Educação? Saúde? Emprego e renda? Infraestrutura? Assistência social? Roubalheira? Vanguarda? Virar palhaço no Twitter? Ter uma gestão criativa? Sumir por três anos? Modernizar a máquina pública? Mentir durante toda a gestão? Usar a prefeitura para perseguir adversários? Transformar São Luís em destino turístico global? Eduardo Braide ainda não determinou qual será sua meta, qual será sua bandeira. E cada dia que passa sem fazer isso o aproxima mais e mais de ser mais um. Excetuando-se Tadeu Palácio com a bobagem da “limpeza pública” (bandeira de gestão digna de fracassados) e Jackson Lago com a saúde, todos os demais prefeitos eleitos desde o fim dos anos 1980 não tiveram uma meta objetiva a ser cumprida. Era apenas a manutenção da mesmice feita de forma deplorável ou exitosa. PRECIPITAÇÃO A impressão que se tem, e isso é apenas uma impressão, é que o prefeito está tão preocupado em ser um bom prefeito que esquece que aparição em canteiro de obra, no caso de um bom prefeito, é antecedida por muitas horas de planejamento dentro de gabinete. Antes de dar um pio sobre qualquer plano que seja em qualquer área que deseje, Braide já publica em suas redes sociais, quase que diariamente, fotos de capacete vistoriando obras. Pode ser que esteja fazendo as duas coisas (planejamento e execução)? Claro que pode! Só que não passa essa impressão. Passado um mês da gestão, eu sou capaz de apostar o meu diploma que a população ainda não sabe “qual é a do prefeito”. (Deus, que falta faz um instituto de pesquisa que não seja apenas rapariga em ano de eleição nesse estado). Ainda é cedo? Sim, é cedo para os comuns. Só que Braide não pode nivelar-se pelos comuns. Precisa ter como meta o estrelato, o sucesso. Ir onde ninguém jamais esteve. Até o fim do primeiro semestre é mais do que pertinente a apresentação de um plano com metas e prioridades objetivas. Conselho? Foque em geração de emprego, prefeito. Com ênfase no turismo e infraestrutura. Um simples emprego gerado pela atuação da prefeitura vale mais do que um milhão de fotos em obras. NÃO ESPERE DOS SECRETÁRIOS Que me perdoe a classe política e a sociedade, mas nós somos paupérrimos de quadros para a ocupação de cargos públicos. Após 15 anos cobrindo a política do estado e conhecendo para lá de uma centena de secretários, poucos foram aqueles com autonomia de criatividade independente na gestão. Secretário de governo no Maranhão não é parceiro da gestão, é cumpridor de ordens. Então, prefeito, não cometa o erro de esperar de seus secretários mais do que o cumprimento de ordens. VANGUARDA Ser mais um no Maranhão é fácil. E sabendo que ser mais um por essas bandas quase sempre resulta em reeleição, chega a ser desejável. Só que Eduardo Braide, aquele político incomodado da eleição, pretende ser mais um? Se quiser, Flávio Dino está aí como exemplo de como um gestor medíocre pode se dar “bem” munido apenas de repetição e muitas mentiras. Aliás, copiar Flávio Dino (que já havia imitado João Dória) naquela “cerimônia” da primeira vacinação foi triste demais. Ser a cópia de uma imitação é triste demais… Caso contrário, deve tentar sempre fazer diferente o máximo de coisas que puder. A escola da administração pública tradicional paralisou São Luís e o Maranhão nos anos 1980. E as favas com “sarneys”, “dinos” e “jacksons”! É preciso romper com todo esse pessoal. Buscar em outros lugares a inspiração para a superação. Digo sem medo de errar: tudo o que foi feito de brilhante no Maranhão nos últimos 30 anos é menos que nada se comparado ao que foi feito de forma razoável fora daqui. Em se tratando de administração pública, é claro. Ser de vanguarda é arriscado? Demais. O caminho é tortuoso e cheio de precipícios. Só que a sorte não sorri para os covardes. A opção pela mesmice pode ser a mais segura para evitar erros e mais segura ainda para evitar a superação dos seus antecessores. Passados 30 dias de Eduardo Braide não se pode ter certeza se a gestão será boa ou ruim, se está boa ou ruim. O que se pode suspeitar é da falta de interesse dele em ser diferente. (Aliás, coisa que está fazendo muito bem o prefeito de Rosário). Após 100, 365 e 730 dias nos encontramos de novo para tratar deste assunto.

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