Braide aciona o TJ contra nova votação da LDO pelos vereadores

SÃO LUÍS, 15 de janeiro de 2024 – A Prefeitura de São Luís acionou a Justiça mais uma vez contra a Câmara Municipal após os vereadores reanalisarem em plenário o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2024. O texto é uma espécie de norteador da Lei Orçamentária Anual (LOA), que ainda precisa ser apreciada. A sessão que voltou a analisar vetos do prefeito Eduardo Braide (PSD) ocorreu na última sexta (12). Em petição atravessada no bojo de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) já em tramitação, o Município aponta que a sessão do Legislativo da capital maranhense ocorreu como uma forma de não cumprir os termos de decisões anteriores do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) e do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendendo as emendas dos parlamentares e tornado válida a LDO tal como sancionada pelo chefe do Executivo. O novo pedido foi direcionado ao desembargador Marcelo Carvalho, relator no TJMA da primeira ação que já questionava a votação, e protocolado às 23h30 da sexta (12), data da sessão extraordinária realizada pelo Legislativo. Continue lendo…
Câmara de SLZ aprova nova LDO e agenda votação da LOA 2024

SÃO LUÍS, 13 de janeiro de 2024 – A Câmara Municipal de São Luís realizou nesta sexta (12) uma sessão extraordinária para deliberar sobre os vetos do prefeito Eduardo Braide (PSD) à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). A maioria dos vetos foi mantida, destacando-se aqueles relacionados à autorização legislativa. A sessão extraordinária foi convocada após a anulação, por parte do plenário, da votação simbólica da LDO realizada em novembro de 2023, que não seguiu o procedimento nominal exigido pela legislação. Entre os vetos, os que envolvem autorização legislativa foram os únicos derrubados. Uma das emendas parlamentares ao projeto da LDO visa alinhar a legislação municipal à norma federal, alterando as regras para créditos suplementares. Anteriormente, o prefeito podia abrir tais créditos até o limite de 25% do orçamento total. Agora, a abertura desses créditos requer lei autorizativa da Câmara. A votação dos vetos registrou divergências entre os vereadores, com cinco votando pela manutenção e 17 pela derrubada. O presidente da Câmara, vereador Paulo Victor (PSDB), anunciou uma nova sessão extraordinária na terça (16) para votação do Projeto de Lei da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2024. O projeto da LOA, enviado pelo prefeito Eduardo Braide, estima um orçamento de R$ 4,7 bilhões para o exercício financeiro de 2024. Desse montante, R$ 3,3 bilhões são transferências correntes, R$ 1,2 bilhões são receitas de impostos e taxas, e R$ 53,8 milhões são provenientes de operações de crédito. A Câmara apresentou 72 emendas ao projeto, podendo esse número ser ajustado durante a votação em plenário, conforme previsão da Mesa Diretora.
Vereadores avaliam anular votação de LDO e abrir nova discussão

SÃO LUÍS, 12 de janeiro de 2024 – A sessão extraordinária da Câmara Municipal de São Luís, marcada para esta sexta (12), vai analisar uma proposta do vereador Álvaro Pires (PSDB). O requerimento, apresentado na última sexta (5), busca a anulação de todos os atos relacionados à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2024. Este tema tem gerado conflito entre o Legislativo e a Prefeitura, prejudicando a avaliação da Lei Orçamentária Anual (LOA). Ao citar uma súmula do STF, Pires ressalta que a Casa tem o poder de anular a promulgação da lei, encerrando a controvérsia sobre a forma de aprovação das emendas ao texto, argumentando que a votação nominal não ocorreu, conforme alega o Município. “A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial”, destaca o vereador no documento. A proposta visa anular completamente a LDO aprovada pela Câmara, permitindo uma nova votação, desta vez de forma nominal, para evitar possíveis contestações judiciais. Em seguida, a intenção é seguir com a avaliação do Orçamento de 2024, atualmente paralisada.
Caema perde mais uma em disputa judicial contra Prefeitura

BRASÍLIA, 11 de janeiro de 2024 – A batalha legal entre a Prefeitura de São Luís e a Companhia de Água e Esgoto do Maranhão (CAEMA) ganhou mais um capítulo com uma decisão favorável ao município. O embate teve início quando a CAEMA optou por cortar o fornecimento de água para alguns órgãos municipais, alegando inadimplência. A Prefeitura, por meio da Procuradoria Geral do Município, obteve êxito na primeira instância, mas a CAEMA recorreu. Agora, uma nova decisão do juiz Marco Aurélio Barreto Marques, da 4ª Vara da Fazenda Pública de São Luís, reafirma a posição inicial e estende os efeitos da decisão a outros órgãos municipais. A determinação judicial exige que a CAEMA restabeleça o fornecimento de água e se abstenha de realizar novas interrupções em diversos órgãos públicos no prazo de 24 horas.
Câmara marca sessão para resolver impasses da LDO e LOA

SÃO LUÍS, 10 de janeiro de 2024 – A Câmara Municipal de São Luís convocou uma sessão extraordinária para a sexta (12), destinada à análise da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2024. O impasse teve início após a votação da LDO em outubro do ano passado, quando o prefeito Eduardo Braide vetou todas as emendas apresentadas, incluindo a polêmica autorização para movimentar 25% do orçamento sem prestação de contas à Câmara. A decisão do prefeito foi contestada pela Câmara, levando o caso aos tribunais. O Tribunal de Justiça do Maranhão decidiu favoravelmente a Braide, e o Supremo Tribunal Federal (STF), por meio do ministro Edson Fachin, manteve a sentença. Diante desse cenário, a Câmara retoma a pauta da LDO e possivelmente avançará para a Lei Orçamentária Anual (LOA). O prefeito já estabeleceu, por decreto, o orçamento mensal de Secretarias Municipais para o ano corrente.
Ministério tem milhões para ciclovias, mas não há projeto de SLZ

SÃO LUÍS, 09 de janeiro de 2024 – Nem o prefeito Eduardo Braide, nem a bancada maranhense no Congresso Nacional – muito menos o deputado federal Duarte Júnior, que concorre à prefeitura – apresentou qualquer proposta para construção de espaços que garantam segurança e mobilidade a pedestres e a quem utiliza a bicicleta como meio de transporte na capital maranhense O Ministério das Cidades tem disponível anualmente nada menos que R$ 380 milhões para aplicação no “Projeto de Mobilidade Viva”, recursos para investimentos em propostas que garantam a segurança de pedestres e de quem utiliza a bicicleta como meio de transporte. Mas não há no ministério nenhum projeto de São Luís. Nem o prefeito Eduardo Braide (PSB), muito menos seu principal adversário, deputado federal Duarte Júnior (PSB) – e nenhum outro membro da bancada – apresentou qualquer projeto para construção de calçadas, ciclovias ou ciclofaixas na capital maranhense em 2023. – Não foi apresentado nenhum projeto, nenhuma proposta de emenda parlamentar, nem individual e nem de bancada, para esta rubrica, cuja disponibilidade de recursos é de cerca de R$ 380 milhões – garantiu o secretário-executivo do Ministério das Cidades, ex-deputado Hildo Rocha (MDB);Segundo Hildo, o único projeto neste aspecto foi apresentado ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) pelo Governo do Estado, mas sem atender aos critérios para a aprovação. Entre a morte dos ciclistas Edson Soares, em setembro, e Claudiomar Silva, na semana passada, militantes do segmento e da corrida de rua em São Luís percorreram Assembleia Legislativa, Governo do Estado, Prefeitura de São Luís, Agência de Mobilidade Urbana e vários outros órgãos em busca de soluções para o problema envolvendo este segmento. Após a morte de Claudiomar, descobriu-se, inclusive, que no projeto da prefeitura para a Avenida dos Holandeses há a previsão de uma ciclovia, ignorada pelo prefeito Eduardo Braide na execução da obra.
Prefeitura não enviou SMTT para o pré-Carnaval do Governo

SÃO LUÍS, 09 de janeiro de 2024 – Um novo episódio da rivalidade entre a Prefeitura de São Luís e o Governo do Estado, relacionado ao Carnaval de 2024, desencadeou-se no último fim de semana durante as celebrações pré-carnavalescas promovidas pelo governo de Carlos Brandão (PSB). De acordo com informações da TV Mirante, a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) não direcionou agentes de trânsito para os circuitos Beira-Mar e Avenida Litorânea, onde ocorreram os eventos nos dias 6 e 7 de fevereiro, respectivamente. O controle do tráfego foi realizado pela Polícia Militar do Maranhão (PMMA). O protocolo padrão seria que o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secma), responsável pelos eventos, solicitasse reforço para o gerenciamento do trânsito. No entanto, a Secma não respondeu se de fato fez tal pedido. O secretário da SMTT, Diego Rodrigues, alegou, por telefone, ter recebido a solicitação apenas dois dias antes dos eventos, tornando inviável atender à demanda devido à urgência. Ele afirmou que, para próximas ocasiões, a secretaria estará disponível. Apesar do desentendimento, o governador Carlos Brandão afirmou nesta segunda (8) que não haverá retaliações aos eventos da Prefeitura na Praia Grande. Ele garantiu que reforçará o policiamento para garantir a segurança adequada nas festas anunciadas pelo prefeito.
Eduardo Braide estipula orçamento 2024 de SLZ por decreto

SÃO LUÍS, 08 de janeiro de 2024 – O prefeito Eduardo Braide (PSD) baixou decreto no dia 2 de janeiro deste ano, que dispõe sobre a execução orçamentária dos órgãos, fundos e das entidades do Poder Executivo, até a publicação da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2024. A medida adotada por Braide é uma resposta ao Legislativo e um mecanismo que cabe ao chefe do Poder Executivo, na ausência de lei que estabeleça o orçamento municipal, como ocorre em São Luís. A Câmara deveria ter apreciado e aprovado a LOA em 2023, mas imbróglio com o prefeito da capital e disputa judicial, adiou o processo. Sem a LOA – que tem estimativa de orçamento de R$ 4,7 bilhões para o Executivo -, o prefeito pode executar de forma provisória 1/12 avos mensalmente, do montante previsto. No decreto, Braide publicou um anexo com valores já empenhados para a execução de políticas públicas e manutenção de órgãos e entidades para o atual exercício financeiro. “§ 1º A movimentação e o empenho das dotações referentes ao caput ficam limitados aos valores estabelecidos no Anexo 1 constante neste decreto, observado o limite máximo de 1/12 (um doze avos) do valor previsto no referido Projeto de Lei, multiplicados pelos números de meses decorridos até a sanção da respectiva lei, executando-se dessa limitação as despesas estabelecidas no parágrafo único do artigo 30, da lei 7.504, de 1º de novembro de 2023 – Lei de Diretrizes Orçamentárias -, constantes dos anexos II a V deste decreto”, destaca trecho do decreto. Continue lendo…