PF resgata trabalhadores em condições análogas à de escravos

Em ação conjunta com a Superintendência Regional do Trabalho em Sergipe e o Ministério Público do Trabalho, a Polícia Federal deflagrou operação para enfrentar o crime de redução a condição análoga à de escravo nos dias 24 e 25 de janeiro. Os primeiros levantamentos apontavam que os trabalhadores recrutados do Estado do Rio Grande do Norte para trabalhar no corte de cana-de-açúcar no interior do estado do Sergipe teriam sido submetidos à jornada exaustiva e estavam sujeitos a condições degradantes de trabalho, além de terem suas locomoções limitadas devido às dívidas contraídas com a empresa empregadora. Nas diligências realizadas, foram confirmados os indícios iniciais e encontrados 11 trabalhadores, provenientes dos estados do Maranhão e do Piauí. No ano de 2021, 47 operações policiais especiais foram deflagradas pela PF, o que representa um aumento de 470% em comparação com o ano de 2020. A Polícia Federal também foi responsável pelo apoio de 57% das ações do Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), nas fiscalizações de trabalho escravo em todo o território nacional, tendo auxiliado no resgate de 764 trabalhadores ao longo do ano passado.
Piauí superou Maranhão em indicadores sociais nos últimos cinco anos

Após décadas figurando entre os estados mais pobres da federação, o Piauí finalmente deixou de integrar o grupo. A constatação pode ser feita após análise de números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que revelam melhor acentuada em uma série de situações. Em contrapartida, o Maranhão piorou, ou manteve, vários de seus índices nos últimos cinco anos e começou a ocupar o primeiro lugar entre os estados mais pobres da federação. ÍNDICES A renda per capita no Maranhão é a mais baixa entre todos os estados da federação. Enquanto a média nacional é de R$ 1.337,00, o Maranhão amarga míseros R$ 607,00 por habitante, a menor do país. Cerca de R$ 200,00 a menos que o Piauí, que tem renda de R$ 806,00. Outro percentual levantado pelo IBGE chamado de Paridades de Poder de Compra (PPC), que analisa um valor que serve como linha de corte para diferenciar pobres e não pobres, também revela uma distância enorme entre Maranhão e Piauí. O índice de pessoas com rendimento domiciliar per capita inferior a US$ 1,9 (indicador das Nações Unidas) era de 19,9 % da população maranhense no último levantamento realizado em 2018. No Piauí o índice não ultrapassa 15%, ficando em 14,2% da população. A escolaridade também demonstra que os vizinhos piauienses avançaram muito mais do que o Maranhão na qualificação de seus jovens. Apenas 8,6% da população maranhense possui ensino superior completo. No Piauí o índice salta para 11,5%. Apesar da grande propaganda governamental na área da educação, os últimos cinco anos não representaram avanços significativos no setor. Enquanto o percentual de pessoas sem instrução sofreu uma queda drástica, chegando a 13% da população, O Maranhão segue sustentando quase 17% de sua população neste estado. O número de alunos entre 15 e 17 nos que não requentam a escola também revela outra discrepância entre os estados. Em 2018 o IBGE registrou 14,3 de alunos nesta idade fora das escolas no Maranhão. Uma das cinco piores taxas de todo o Brasil. Já o Piauí está entre os quatro estados que mais garantem ensino a adolescentes, com a quarta melhor taxa de todo o país (8,4%). PIAUÍ AVANÇA, MARANHÃO RECUA Além dos números do IBGE nos últimos anos, o estudo “Avaliação Continuada da Vulnerabilidade Social no Brasil: Impressões e Primeiros Resultados do índice de Vulnerabilidade Social (IVS)”, revela que nos últimos anos o Piauí se colocou entre os estados do Brasil onde aconteceu a maior redução da vulnerabilidade social no período de 2016 a 2017. Entre os estados estão Paraíba, Pará, Piauí, Rondônia, Amazonas, Tocantins, Minas Gerais, Ceará, São Paulo e Mato Grosso. Eles mostram que oito estados do Brasil, entre eles, o Piauí, tiveram redução da vulnerabilidade social de 2011 a 2017, isso é, durante sete anos, de forma consecutiva. O estudo revela que o Maranhão, entre 2011 e 2015, chegou a apresentar uma redução de acentuada na vulnerabilidade social associada aos indicadores de renda e trabalho, saindo da faixa da alta vulnerabilidade social para a média. Após este período, mas especificamente com a vitória do governador Flávio Dino (PCdoB), a tendência se inverteu e o estado voltou para a faixa de alta vulnerabilidade social na dimensão renda e trabalho e apresenta aumento da vulnerabilidade igual a 3,6% de um ano para o outro, ou seja, de 2016 para 2017.