Para a maioria, prisão de Bolsonaro seria injusta, revela pesquisa

BRASIL, 09 de fevereiro de 2024 – A maioria dos brasileiros é contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). É o que aponta o mais novo levantamento do instituto Paraná Pesquisas, que ouviu eleitores em 26 Estados e no Distrito Federal entre os dias 24 e 28 de janeiro. Antes, portanto, da deflagração da operação desta quinta (8), que mirou mais aliados de Bolsonaro e o obrigou a entregar seu passaporte. O estudo mostra que mais da metade dos entrevistados, representando 52%, considerariam uma eventual prisão do ex-presidente injusta. Por outro lado, os que consideram a medida justa são 38%. Na sondagem, o instituto também questionou a percepção dos brasileiros sobre o 8 de Janeiro. Para 49,2% dos entrevistados, Bolsonaro não tem responsabilidade sobre a invasão às sedes dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, em Brasília. Mesmo diante de um intenso bombardeio político, midiático e jurídico que miram o direitista, ainda assim a maioria não legitima a narrativa levantada contra o ex-mandatário. Em contrapartida, na opinião de 41,1%, o ex-presidente tem, sim, responsabilidade pelo vandalismo na capital federal. A pesquisa também quis saber como o eleitorado interpreta o que aconteceu naquele 8 de janeiro de 2023, se o país esteve sob algum perigo ou não. Na avaliação da maioria, 35% dos entrevistados, a democracia brasileira não correu risco, enquanto 26% relataram que a democracia brasileira esteve sob algum risco. Quanto às condenações aplicadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra os chamados pela Corte de ‘golpistas’, 48,1% afirmaram discordar das penas aplicadas, que são superiores a 15 anos de prisão. Os que concordaram foram 42,8%. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais para mais e para menos. a taxa de confiança é de 95%.
Governador Brandão tem quarta pior avaliação entre os estados

MARANHÃO, 08 de janeiro de 2024 – O governador Carlos Brandão (PSB) enfrenta a quarta pior avaliação entre os governadores do Brasil, revelou o Atlas Intel em janeiro deste ano. A pesquisa destaca o desempenho desfavorável de Brandão, atribuindo-o a problemas de governabilidade. Em um contexto de crises na cultura, falta de leitos em hospitais públicos, aumentos nos preços e crescimento da violência, a gestão atual não tem conquistado a aprovação dos maranhenses. Com 39% de desaprovação, o Maranhão fica atrás de 23 estados mais bem avaliados, superando apenas Rondônia (Marcos Rocha), Rio de Janeiro (Cláudio Castro) e Pernambuco (Raquel Lyra). Ao analisar a desaprovação por gênero, 38.3% dos homens e 39.2% das mulheres expressam insatisfação em relação ao governador. A maioria desses descontentes tem entre 16 e 24 anos. Considerando a renda familiar, a desaprovação é maior na população com renda acima de R$ 10 mil, atingindo 55.7%, seguida pela população com renda até R$ 2 mil, com índice de 41.6%. Em termos de escolaridade, aqueles que concluíram o ensino médio são os mais decepcionados, totalizando 42.6% de cidadãos insatisfeitos. Para garantir representatividade nacional, as amostras da Atlas Intel utilizam um algoritmo interativo em variáveis como sexo, faixa etária, nível educacional, renda, região e comportamento eleitoral anterior, com margem de erro variando entre 1 e 5 pontos percentuais, dependendo do tamanho de cada estado. Veja abaixo:
Confiança no governo de Javier Milei atinge nível recorde

BUENOS AIRES, 2 de janeiro de 2024 – O Índice de Confiança no Governo (ICG) de Javier Milei registrou um aumento expressivo de 102,1% em dezembro, alcançando níveis recordes. Esta análise, conduzida pela Poliarquía para a Escola de Governo da Universidade Torcuato Di Tella, indicou um crescimento notável tanto em relação ao mês anterior quanto na comparação anual, com um aumento de 128,4%. ANÁLISE DETALHADA DO ICG A pesquisa, realizada entre os dias 11 e 15 de dezembro, mostrou que a confiança no líder libertário e atual chefe de Estado disparou, ultrapassando os índices anteriores. Em dezembro, o ICG alcançou 2,86 pontos, marcando um aumento substancial tanto em relação a novembro quanto ao mesmo período do ano anterior. Este nível de confiança supera em 45,3% a última medição do governo de Mauricio Macri e é 231% maior que a média do primeiro semestre de 2020, durante a gestão de Alberto Fernández. FATORES INFLUENCIANDO O AUMENTO O relatório sugere que o aumento acentuado do ICG pode ser parcialmente atribuído à antecipação do efeito da nova gestão, diferentemente de transições anteriores, onde o aumento da confiança se refletia em janeiro após a posse. Este ano, a pesquisa foi realizada após a posse, capturando a confiança na nova administração já em dezembro. COMPARAÇÕES HISTÓRICAS E PERCEPÇÕES Historicamente, o ICG mostrou aumentos significativos durante o início de novos governos, como observado nas gestões de Macri e Fernández. No entanto, o atual nível de confiança só foi superado durante o pico inicial da pandemia de COVID-19. O estudo também destaca diferenças na confiança com base em demografia, localização e percepção econômica futura. IMPLICAÇÕES E TENDÊNCIAS A tendência positiva no ICG reflete um otimismo crescente entre os cidadãos em relação ao governo de Milei, especialmente entre aqueles que preveem uma melhoria econômica. Este indicador serve como um termômetro importante para medir o sentimento público e suas expectativas em relação à administração atual. Palavra-chave: “Aumento no ICG de Javier Milei”
Desconfiança Eleitoral: 1/3 dos brasileiros crê em fraude em 2022

BRASIL, 21 de dezembro de 2023 – Uma pesquisa realizada pela Quaest revela que um terço dos brasileiros, equivalente a 32% da população, acredita que as eleições de 2022, nas quais o presidente Lula foi eleito, foram fraudadas. Esse número representa um aumento de três pontos percentuais em comparação com o levantamento anterior, realizado em dezembro de 2022. Embora a maioria ainda mantenha a visão de que as eleições foram justas (60%), houve uma queda na confiança em comparação com a pesquisa anterior, que registrava 64% de confiança. A desconfiança em relação à lisura eleitoral aumentou em todas as regiões, exceto no Centro-Oeste. O Sul foi a região que mais apresentou redução na confiança (de 61% para 51%) e aumento na desconfiança (de 33% para 40%). Um dado curioso é que a crença em fraude eleitoral aumentou mesmo entre os eleitores que votaram em Lula no segundo turno, passando de 2% para 5%. Entre os eleitores de Jair Bolsonaro, o número dos que acreditam em fraude subiu de 63% para 72%. A pesquisa revela ainda que os eleitores com maior nível de escolaridade, incluindo aqueles que frequentaram cursos de Ensino Superior, são os que mais demonstram aumento na desconfiança da lisura eleitoral. Os que acreditam em eleições limpas caíram de 63% para 56%, enquanto os que creem em fraude aumentaram de 30% para 37%. Encomendada pela Genial Investimentos, a pesquisa da Quaest entrevistou 2.012 pessoas presencialmente, no período de 14/12 a 18/12, com uma margem de erro de 2,2 pontos percentuais e um nível de confiabilidade de 95%.
Lula encerra ano com aprovação em queda, diz Genial/Quaest

BRASIL, 20 de dezembro de 2023 – A última pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta (20), aponta uma nova variação negativa na aprovação dos brasileiros ao governo do presidente Lula (PT). O índice de aprovação, que era de 38% em outubro, agora é de 36%, dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais. A desaprovação permanece em 29%, enquanto 32% classificam o governo como regular. Em agosto, a distância entre aprovação e desaprovação era de 18 pontos percentuais, agora reduzida para sete pontos. O Nordeste registrou aumento nas avaliações positivas, contrastando com quedas no Sudeste e Sul. Quando avaliada especificamente a atuação de Lula, 54% aprovam, e 43% desaprovam. A nota média atribuída pelos brasileiros ao governo é de 5,7, com variações significativas entre regiões e grupos demográficos. A pesquisa também aponta que a percepção da população é de que o governo contribuiu para a divisão do país (58%), enquanto 35% acreditam em atuação voltada para a união dos brasileiros. No cenário econômico, um terço dos entrevistados acredita em melhora nos últimos 12 meses, e a maioria (55%) espera uma melhora nos próximos 12 meses.
Endividamento alcança mais de 75% das famílias brasileiras

SÃO LUÍS, 05 de dezembro de 2023 – O endividamento das famílias brasileiras continua em destaque, mesmo com uma leve queda pelo quinto mês consecutivo. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela CNC nesta segunda (4), cerca de 76,6% das famílias ainda possuem dívidas em cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro e da casa. Embora haja uma redução de 0,5% em comparação ao mês anterior, o percentual aponta um cenário persistente de endividamento. José Roberto Tadros, presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, sugere que a sensação de melhora nas condições econômicas pode estar contribuindo para a queda. Ele destaca o progresso no mercado de trabalho, com maior contratação esperada no período de fim de ano, favorecendo os orçamentos domésticos e, consequentemente, resultando em menos pessoas recorrendo ao crédito para arcar com dívidas correntes. Quanto à inadimplência, o índice de famílias inadimplentes apresentou queda, atingindo 29% em novembro. Esse é o menor patamar desde junho de 2022, segundo Felipe Tavares, economista-chefe da CNC. O programa Desenrola, que visa auxiliar na renegociação de dívidas, é apontado como um possível fator contribuinte para essa redução. A faixa de renda média, entre cinco e dez salários mínimos, contrariou a tendência geral, registrando um aumento no volume de pessoas endividadas. No entanto, 35% desse grupo se considera “pouco endividado”. Por outro lado, consumidores de baixa renda, com até três salários mínimos, apresentam o maior percentual de dívidas em atraso (36,6%), evidenciando uma situação mais delicada. O cartão de crédito permanece como a modalidade mais utilizada pelos endividados, atingindo 87,7% do total de devedores, um aumento significativo em comparação ao mesmo período do ano anterior. A pesquisa também revela que, embora a proporção de consumidores endividados tenha diminuído nos últimos 12 meses, as mulheres apresentaram uma redução mais expressiva em relação aos homens. O total de mulheres endividadas manteve a tendência de queda em comparação a outubro, enquanto o endividamento entre os homens teve um pequeno aumento.
Avaliação negativa do governo Lula supera a positiva

BRASIL, 22 de novembro de 2023 – Uma pesquisa divulgada nesta terça (31) pelo Instituto Atlas trouxe uma inversão nas avaliações do governo Lula. Dessa vez, as avaliações negativas superaram as positivas, com 45% considerando o governo ruim/péssimo e 43% ótimo/bom, caracterizando um empate técnico dentro da margem de erro de 1 ponto percentual. No levantamento anterior, em 23 de setembro, 44% avaliaram o governo como ótimo/bom, enquanto 42% o viram como ruim/péssimo. A pesquisa ouviu 5.211 pessoas entre os dias 17 e 20 de novembro. Apesar da mudança nas percepções sobre o governo, o desempenho pessoal do presidente Lula permanece positivo, com 50% de aprovação, enquanto 47% desaprovam e 3% não têm opinião. Em setembro, a aprovação era de 52%, e a desaprovação, 46%. Quando questionados sobre os principais problemas do Brasil, a maioria apontou a criminalidade e o tráfico de drogas (60,8%), seguidos pela corrupção (50,2%) e pela pobreza (23,6%). A pesquisa também comparou o governo atual com o governo anterior de Jair Bolsonaro em diferentes áreas. A maioria dos entrevistados destacou melhorias nas relações internacionais (52%), enquanto a responsabilidade fiscal e o controle de gastos foram apontados como a área com maior piora (51%).
Reprovação ao STF atinge 36%, enquanto aprovação cai para 17%

BRASIL, 21 de novembro de 2023 – A aprovação ao Supremo Tribunal Federal (STF) sofreu uma queda significativa, conforme revelado pela última pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda (20). Desde fevereiro, a avaliação positiva da Suprema Corte diminuiu de 23% para apenas 17%. Em contrapartida, a avaliação negativa disparou para 36%, representando uma tendência de reprovação aos trabalhos do STF. Essa tendência é observada em diferentes espectros ideológicos, impactando tanto os eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro quanto os do atual mandatário, Lula. Os dados indicam que 62% dos eleitores de Bolsonaro consideram que o STF está exagerando nas condenações, enquanto 75% dos simpatizantes de Lula acreditam que os ministros estão corretos nos julgamentos. Além disso, a pesquisa abordou a opinião dos entrevistados sobre as medidas que o Senado pretende impor ao STF. Cerca de 68% concordam com o estabelecimento de mandatos fixos para os ministros, e 66% apoiam a limitação do poder de decisões monocráticas. No entanto, 62% são contra a descriminalização do porte de maconha para consumo próprio, uma matéria que o STF assumiu para julgar, gerando controvérsias no Congresso. A pesquisa também revela que 53% dos entrevistados acreditam que Lula deveria priorizar a indicação de uma mulher para a vaga aberta pela ministra Rosa Weber, enquanto 47% defendem a indicação de uma pessoa negra. Realizada entre os dias 19 e 22 de outubro, a pesquisa Genial/Quaest ouviu duas mil pessoas em 120 municípios brasileiros. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.