Número de moradores de rua aumenta em mais de 100% no Brasil

BRASIL, 17 de outubro de 2025 – Cerca de 350 mil inscritos no Cadastro Único (CadÚnico), porta de entrada aos benefícios sociais do governo federal) vivem em situação de rua. Em 2019, eram 144.777. Foi um avanço de 142% desde então. O aumento dessa população contrasta com o avanço de indicadores socioeconômicos no Brasil, muitos deles em seu melhor patamar histórico. Na sexta passada, o IBGE divulgou que o número de brasileiros em insegurança alimentar grave (risco de fome) recuou em 2,2 milhões, para 6,4 milhões, menor patamar já registrado. Em julho, a ONU tirou o país do mapa da fome, ao constatar que menos de 2,5% da população brasileira corre risco de subnutrição. A miséria e a taxa de desemprego nunca foram tão baixas no país, e a renda do brasileiro cresce. O Bolsa Família, principal programa social do governo, alcança 20 milhões de famílias, um salto em relação às 13 milhões de 2019.
Dobra nº de moradores de rua no Brasil em menos de 2 anos

BRASIL, 12 de agosto de 2025 – Em 2023, o governo federal lançou o Plano Ruas Visíveis, prometendo investir cerca de R$ 1 bilhão para reduzir a população em situação de rua no Brasil. A iniciativa reúne 11 ministérios e prevê ações em sete áreas, incluindo assistência social, habitação e saúde. O plano prevê ampliação de serviços de acolhimento, criação de cozinhas solidárias, construção de unidades habitacionais, atendimento de saúde e realização de um censo nacional. Também envolve governos estaduais e municipais, além de representantes do Judiciário, Legislativo, movimentos sociais e sociedade civil. Apesar das medidas anunciadas, o número de moradores de rua aumentou. Dados do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua (UFMG) mostram que, desde o anúncio do plano, o total passou de 160 mil para 345 mil pessoas. O Sudeste concentra mais de 60% dessa população, enquanto o Norte registra menos de 5%. A capital paulista reúne cerca de 100 mil pessoas vivendo nas ruas, número mais que três vezes superior ao de uma década atrás.
Consumo nas favelas contraria imagem de miséria extrema

BRASIL, 22 de julho de 2025 – Uma ampla pesquisa realizada em favelas de todo o Brasil revelou um cenário de consumo ativo, alinhado às tendências do mercado nacional, mas também destacou demandas por melhorias em moradia, saúde e segurança. O estudo, conduzido pelo Data Favela em parceria com a Central Única das Favelas (Cufa), ouviu 16 mil pessoas e mostrou que 83% dos entrevistados buscam produtos baratos, porém com qualidade, enquanto 85% encaram a compra de itens de maior valor como uma realização pessoal. Para 78% dos moradores, adquirir produtos que antes eram inacessíveis representa uma forma de inclusão social. No entanto, a pesquisa também apontou frustrações: 50% já se sentiram humilhados por não poder comprar algo, e 62% relataram exclusão por não acompanharem tendências de consumo. Além disso, 77% valorizam a aparência, com 57% considerando cosméticos itens essenciais e 37% vinculando boa apresentação a oportunidades profissionais.
Favelas crescem 95% em 12 anos e atingem 16,4 milhões

BRASIL, 12 de junho de 2025 – O número de favelas e comunidades urbanas no Brasil cresceu 95% nos últimos 12 anos. Segundo dados do Censo 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país tem 12.348 territórios populares do tipo. Em 2010, existiam 6.329. Atualmente, 16,4 milhões de pessoas vivem nessas áreas, o que equivale a 8,1% da população brasileira. Em 2010, 11,4 milhões de pessoas residiam em favelas, ou 6% da população do país naquele ano. Esse aumento, de acordo com o IBGE, pode estar ligado ao aprimoramento da coleta de dados na última década. As comunidades hoje estão distribuídas em 656 municípios, uma expansão que representa um aumento de 103% quando comparado a 2010, período em que 323 cidades tinham comunidades mapeadas.
Justiça questiona compra de cestas básicas sem licitação por Brandão

A Justiça determinou que o governador Carlos Brandão explique a compra de 150 mil cestas básicas de alimentos com dispensa de licitação. A transação foi realizada junto ao Grupo Mateus e Brandão terá 72 horas para explicar a compra suspeita. A ação protocolada contra a gestão de Carlos Brandão afirma aponta para um possível superfaturamento no preço das cestas básicas. A Ação contra o Governo alega superfaturamento de R$ 3.492.000,00 na compra de cestas do Mateus Supermercados. São apontados como suspeitos no caso o governador Carlos Brandão, o secretário de Desenvolvimento Social, Paulo Casé e o subsecretário Lívio Mendonça Corrêa; o supermercado Mateus e o empresário Ilson Mateus. A Ação Popular questiona a compra lançando suspeitas sobre a legalidade da dispensa de licitação, uma vez que já existe uma licitação semelhante em tramite com o mesmo objeto vigente. Desconfia-se ainda que a compra junto ao Grupo Mateus se daria como forma de retribuição ao apoio político do empresário Ilson Mateus declarado à reeleição de Brandão.
Jornal Nacional repercute que o MA lidera ranking de pobreza

Simplesmente em menos de um mês o Maranhão voltou a ser notícia em todo o país, como de praxe, negativamente. Desta vez, na edição do Jornal Nacional exibida na noite desta quarta (29/06), uma reportagem mostrou que o Estado lidera ranking do Mapa da Pobreza realizado pela FGV. Segundo os dados da Fundação Getúlio Vargas, dos estados brasileiros que apresentaram piora nos últimos anos, o Maranhão está entre os quatro com mais da metade da população em situação de pobreza. No interior do Estado, inclusive, foi apresentada uma família com sete pessoas que vivem do auxílio do Governo Federal, da venda do carvão e da venda do óleo do babaçu. “As vezes a gente fica sem almoçar, e como é pouco deixa pra janta, porque a noite é mais longa”, disse a maranhense dona Joana. Na edição do Bom Dia Brasil de 13/06/22, a TV Globo exibiu uma matéria que tratou sobre o levantamento da Fundação Abrinq, apresentando o crescimento em 33% do número de crianças e adolescentes trabalhando de forma irregular no país. Na ocasião, a reportagem mencionou que fiscais do Ministério do Trabalho encontraram um menino de 14 anos trabalhando em um lixão, no Maranhão, e mostrou a cena que reflete o aumento da fome e da miséria no estado. Veja a matéria aqui: Imprensa nacional destaca cenário de miséria no Maranhão Outra matéria mais recente, veiculada há menos de 15 dias, mostrou que uma pesquisa apontou que nas áreas rurais a fome atinge quase um milhão de casas. A matéria foi exibida no programa Globo Rural em 19/06/22 e o Maranhão foi pego como exemplo utilizando moradores das zonas rurais das cidades de Santa Rita e Itapecuru-Mirim. Acompanhe a reportagem aqui: Miséria estabelecida no Maranhão ganha repercussão nacional Se levar em consideração o que mostra o Governo do Maranhão, o maranhense está alegre com tantas festividades e o turista encantando com as belezas do Estado. Inclusive, se a pesquisa mais recente estiver certa, ela mostra não apenas o sucesso das distribuições de peixes, cestas básicas e destinação de verbas milionárias para o fomento do São João por parte do pré-candidato ao governo Carlos Brandão, como indica que o povo maranhense, pelo visto, deve desejar a continuidade do trabalho de “reconstrução” do estado iniciado em janeiro de 2015, quando Flávio Dino se elegeu pela primeira vez. De todo modo, com os inúmeros indicadores econômicos e sociais negativos a respeito do estado, pode se concluir que, a única mudança dos projetos fracassados da gestão comuno-socialista dos últimos oito anos foi que o Maranhão saiu da pobreza e agora está na miséria.
Miséria estabelecida no Maranhão ganha repercussão nacional

Uma reportagem do programa Globo Rural, da TV Globo, exibida neste domingo (19/06) mostrou a situação de miséria estabelecida no Maranhão. Segundo um levantamento feito pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan), a fome atinge mais de 18% dos domicílios nas áreas rurais , o que representa quase um milhão de casas. E o Maranhão foi pego como exemplo utilizando moradores das zonas rurais das cidades de Santa Rita e Itapecuru-Mirim. Além disso, são mais 14 milhões de pessoas com fome, de acordo com o 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, lançado na semana passada. Em apenas um ano, o número de brasileiros sem ter o que comer saltou de 19 milhões para 33,1 milhões. Assista a reportagem aqui.
Imprensa nacional destaca cenário de miséria no Maranhão

A edição do Bom Dia Brasil da manhã desta segunda (13/06) trouxe uma matéria que tratou sobre o levantamento da Fundação Abrinq, apresentando o crescimento em 33% do número de crianças e adolescentes trabalhando de forma irregular no país. Na ocasião, a reportagem mencionou que fiscais do Ministério do Trabalho encontraram um menino de 14 anos trabalhando em um lixão, no Maranhão, e exibiu a cena que reflete o aumento da fome e da miséria no estado. “Talvez a pior forma de trabalho infantil pela insalubridade, pelos riscos ocupacionais, pelos riscos à saúde”, disse Léa Cristina Leda, auditora-fiscal do Trabalho. A Legislação Brasileira permite o trabalho de adolescentes com 14 e 15 anos na condição de aprendiz. E, a partir dos 16 anos, com o registro em carteira de trabalho, vai seguindo uma série de regras. Trabalhos perigosos ou insalubres são vedados aos menores de 18 anos. No entanto, segundo dados da Abrinq, a ano de 2021 terminou com mais de 1,2 milhão de jovens entre 14 a 17 anos em situação de trabalho infantil. “O estado precisa fazer um investimento na proteção social das famílias em situação de vulnerabilidade socioeconômica, pois atrás de uma criança e adolescente que está em situação de trabalho infantil temos uma família em vulnerabilidade”, afirmou Ana Maria Villa Real, coordenadora do Combate ao Trabalho Infantil/MPT.