Exame nacional reprova mais de 30% dos cursos de medicina

Exame medicina

BRASIL, 26 de janeiro de 2026 – Um terço dos cursos de medicina do país reprovaram no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) de 2023. O Ministério da Educação (MEC) divulgou que 40% dos mais de 39 mil estudantes do último ano não atingiram a proficiência mínima exigida para atuar. A prova, que avalia os 351 cursos existentes, revelou falhas elementares em diagnósticos comuns. Consequentemente, o MEC anunciou sanções para as faculdades com notas mais baixas. Um relatório do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) detalhou os equívocos. Entre os quase 13 mil reprovados, 66% erraram uma questão sobre o manejo de sintomas graves de dengue. Da mesma forma, 65% não souberam investigar uma dor de cabeça com sinais de gravidade em uma paciente. A prescrição de medicamentos também apresentou problemas. Em uma questão sobre doença de Parkinson, por exemplo, 56% dos estudantes erraram os dois remédios indicados.

Faculdades de Medicina contestam notas do Enamed

Faculdades medicina

BRASÍLIA, 22 de janeiro de 2026 – A Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup) entrou com uma ação na Justiça para tentar evitar punições de faculdades de Medicina por notas baixas no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) 2025, divulgadas na última segunda (19). Segundo o Inep, órgão responsável pela prova no Ministério da Educação (MEC), quase um terço das faculdades de medicina apresentaram notas 1 e 2 no exame, em uma escala de 1 a 5, valores que apontam um desempenho acadêmico “insatisfatório”. Ao divulgar os dados, o MEC confirmou sanções para as instituições com desempenho baixo, como redução de vagas e suspensão do Fies. Ao recorrer à Justiça, na última terça (20), a Anup não contesta os resultados da avaliação, mas alega que os dados enviados às instituições por meio do e-MEC, antes da divulgação ao público, seguiram critérios diferentes. Para a Anup, essa divergência entre o que o MEC informou às faculdades e o que foi divulgado ao público mostra que o exame necessita de “mais tempo para consolidação técnica e institucional”. A entidade solicitou que sejam considerados exclusivamente os dados oficiais disponibilizados anteriormente, assim como revisão de critérios que impactam diretamente a avaliação. Inep confirma inconsistências, mas defende dados divulgados Um ofício enviado pelo Inep às instituições participantes do Enamed confirmou a existência de inconsistências nos dados enviados previamente a elas, no último mês de dezembro, com os divulgados nesta semana pelo MEC. Segundo o documento, assinado por Suzi Mesquisa, diretora substituta de Avaliação da Educação Superior, os valores previamente informados às universidades estavam incorretos — mas os resultados divulgados oficialmente pelo Inep no dia 19 seriam os corretos.

Cursos de medicina do Maranhão têm nota baixa no Enamed

Cursos medicina

MARANHÃO, 20 de janeiro de 2026 – Quatro cursos de medicina do Maranhão receberam nota 2 no Enamed 2026 e foram classificados com desempenho insatisfatório pelo Ministério da Educação. A avaliação ocorreu neste ano, analisou instituições públicas e privadas do estado e pode resultar em punições administrativas. Ao todo, o Enamed avaliou oito cursos de medicina no Maranhão. Desse total, metade ficou na faixa considerada inadequada. As sanções previstas incluem redução ou suspensão de vagas, além do bloqueio do Fies e de outros programas federais de financiamento estudantil. O balanço oficial foi divulgado na segunda (19), em Brasília. Segundo o MEC, o Enamed avalia anualmente o desempenho dos estudantes e a qualidade da formação médica. Em nível nacional, 351 cursos foram analisados e cerca de 30% ficaram nas faixas insatisfatórias.

Justiça analisa curso de medicina da UFPE para MST

ufpe mst

PERNAMBUCO, 24 de setembro de 2025 – Um edital inédito publicado pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) acabou na Justiça nesta semana por abrir curso de medicina — com 80 vagas — exclusivo para integrantes de programa de reforma agrária. Associações médicas se uniram para demonstrar preocupação com o ato por avaliarem que a medida desrespeita a isonomia e a igualdade de condições para o acesso universitário. “Reafirmamos que a Constituição Federal, em seu artigo 206, assegura a isonomia e a igualdade de condições para o acesso às universidades públicas, princípio que deve nortear todas as formas de ingresso no ensino superior. Reconhecemos que há jurisprudência consolidada legitimando políticas afirmativas, desde que aplicadas de forma proporcional, equilibrada e transparente. Ressaltamos, contudo, que a criação de um processo seletivo exclusivo, paralelo ao sistema nacional, sem utilização do Enem e do Sisu como critérios de acesso, afronta os princípios da isonomia e do acesso universal, além de comprometer a credibilidade acadêmica e representar um precedente grave e perigoso para a educação médica no Brasil”, disseram em nota conjunta o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), o Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), a Associação Médica de Pernambuco (Ampe) e a Academia Pernambucana de Medicina (APM). As entidades médicas afirmaram ainda apoiar políticas de inclusão, “mas defendemos que elas devem ser justas, proporcionais e alinhadas aos marcos legais vigentes, de modo a assegurar tanto o acesso democrático quanto a qualidade da formação médica”. O assunto foi debatido no meio político da capital pernambucana, o que motivou o vereador Tadeu Calheiros (MDB), que é médico, a entrar com ação popular na Justiça Federal — com pedido de liminar — em uma tentativa de barrar a seleção no momento. De acordo com o edital de 48 páginas, “somente poderão participar deste processo seletivo os candidatos pertencentes ao público-alvo do Programa Nacional de Educação para Áreas de Reforma Agrária (Pronera)”. A previsão de começo das aulas no Centro Acadêmico do Agreste (CAA) é para o final de outubro próximo.

Reitores afundam Medicina da UEMA, acusam docentes e alunos

medicina Caxias

CAXIAS, 16 de junho de 2025 – O curso de Medicina da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), campus Caxias, registrou em 2023 o conceito 1 no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), a pior nota do Brasil. A queda marca um contraste com os anos de 2010 e 2013, quando o curso atingiu conceito 4 e figurava entre os melhores da região. A comunidade acadêmica atribui o desempenho à omissão da gestão superior. Relatos apontam para abandono institucional e falhas administrativas durante as gestões dos reitores Gustavo Costa (2015–2022) e Walter Canales (2023–atual). Ambos são criticados por ignorarem alertas internos e por não investirem na estrutura do curso. FALTA DE ESTRUTURA COMPROMETE QUALIDADE Entre os principais problemas relatados estão laboratórios sucateados, ausência de reagentes, insumos e equipamentos básicos. Também há denúncias sobre número insuficiente de professores, ausência de docentes com doutorado e dedicação exclusiva, além de currículo desatualizado e desconectado da prática médica.

Deputado aponta risco de curso de Medicina da UEMA acabar

Deputado abismo

CAXIAS, 15 de abril de 2025 –  O deputado estadual Catulé Júnior cobrou ações emergenciais após o curso de Medicina da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) em Caxias receber conceito 1 – o mais baixo – em avaliação do Ministério da Educação. Durante discurso na Assembleia Legislativa nesta terça (15), o parlamentar destacou que a possível interrupção do curso, pioneiro na região, traria prejuízos irreparáveis para o desenvolvimento educacional e econômico do município e de toda a região leste do estado. O resultado preliminar, divulgado na última semana, acendeu o alerta para o risco de descredenciamento da graduação, o que impactaria não apenas a formação de profissionais, mas também a economia local, historicamente impulsionada pelo setor educacional. “Um prejuízo absurdo para Caxias e região. E, quando eu digo prejuízo, não é só o prejuízo educacional, ele vai muito além disso. Me refiro ao prejuízo social e econômico que isso poderia acarretar. Nós fomos procurados por alguns estudantes, que nos relataram a preocupação de toda a classe estudantil daquela Universidade, com esse relatório e com a divulgação do conceito preliminar de curso com nota 1 ao curso de Medicina de Caxias”, afirmou Catulé.

Maranhão concentra os piores cursos de Medicina do país

Medicina Médicos

MARANHÃO, 14 de abril de 2025 –  Os cursos de Medicina no Maranhão figuram entre os piores avaliados pelo Ministério da Educação (MEC). Dados do Conceito Preliminar de Curso (CPC) 2025, divulgados pelo Inep, revelam que a Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), campus Caxias, obteve nota 1 — a mais baixa possível. Enquanto isso, a Universidade Ceuma (São Luís) e a UFMA (Pinheiro) receberam nota 2, também considerada insatisfatória. O CPC, que varia de 1 a 5, analisa desempenho de alunos, infraestrutura, corpo docente e recursos pedagógicos. Notas 1 e 2 acionam fiscalização in loco e, em casos persistentes, podem levar ao fechamento do curso. No Brasil, apenas seis faculdades — sendo apenas uma pública — atingiram a nota máxima. Enquanto 156 cursos foram classificados como regulares (nota 3), 22 repetiram o desempenho fraco das instituições maranhenses. Já estados como São Paulo e Minas Gerais concentram as melhores avaliações, todas em instituições privadas — exceto a Famerp, pública.

Jovem aluno de medicina morre atropelado em BR

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O jovem estudante de Medicina identificado como Luís Henrique Sousa Oliveira, de 23 anos, foi atropelado na BR-316, em Timon, e morreu. O grave acidente ocorreu nessa terça (9), quando o veículo se desgovernou, saiu da pista e atingiu o aluno. O condutor do veículo que o atropelou fugiu do local sem prestar socorro. O Samu ainda foi acionado mas a vítima já havia falecido.

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