Soberba de Eduardo Braide pode garantir derrota inédita na Câmara

Popularidade alcançada por vacinação promovida pelo governo federal alimenta vaidade do prefeito que flerta perigosamente com isolamento político. O prefeito de São Luís, Eduardo Braide (Podemos), pode entrar para a história como o primeiro prefeito da história derrotado nas eleições da Presidência da Câmara de Vereadores da capital desde a redemocratização. Três nomes manifestaram o desejo de disputar a eleição até agora: Raimundo Penha (PDT), Dr Gutemberg (PSC) e Paulo Victor (PCdoB). A campanha de Paulo Victor, que faz oposição ao prefeito, tem crescido ultimamente na esteira da omissão de Braide. ISOLAMENTO Encastelado na Prefeitura de São Luís, Braide tem desprezado aliados e facilitado o crescimento de adversários. O descontentamento é crescente ao ponto do prefeito ter que enfrentar o primeiro protesto contra sua gestão poucos meses após ter assumido. Na última quarta (11) centenas de pessoas foram até a Prefeitura de São Luís em protesto contra a omissão do prefeito na área da saúde. O ato foi chamado pelo vereador Marquinhos Silva (DEM) e, para alguns, foi o primeiro de uma série que devem acontecer futuramente. As reclamações em relação à condução política da gestão municipal têm empurrado aliados que ajudaram na eleição do ano passado para a neutralidade. Em alguns casos, a insatisfação tem transformado aliados em adversários. Caso do próprio Marquinhos Silva. A atuação desastrosa de alguns secretários, como Cláidio Ribeiro na Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), também minam a autoridade do prefeito e facilitam o avanço da oposição. O avanço da campanha de Paulo Victor (PCdoB) ao cargo de presidente da Câmara já é perceptível por todos. Os apoios ao oposicionista, que em outros tempos seriam velados, ganharam tom público e facilitam o trabalho do comunista. A vitória de Paulo Victor representaria uma tragédia política de proporções incalculáveis à gestão. Aliado de Flávio Dino (PSB) e Duarte Jr (PSB), Paulo Victor iria ter em suas mãos o poder de prejudicar e engessar a administração Braide de forma decisiva. ILUSÃO A justificativa da soberba do prefeito tem sido apontada na classe política por uma ilusão. Braide tem acreditado que a popularidade atual é dele, e não foi produzida pela atuação do Governo Federal na vacinação na capital. Políticos ouvidos pelo blog afirmam que, além de desfrutar de um mérito que não é dele, o prefeito esquece que atingir o teto de popularidade ainda no primeiro ano de mandato é perigosíssimo. Em janeiro de 2016 a então candidata Eliziane Gama ultrapassava 50% das intenções para a Prefeitura. Como não tinha mais como crescer, derreteu e acabou sendo humilhada naquelas eleições. Em muito por ter desprezado o apoio da classe política e optado pela soberba ao invés da política. Caso saia derrotado nas eleições da Câmara Municipal, não estanque a fuga de aliados e mantenha incompetentes em sua gestão, Braide irá se tornar um fenômeno meteórico no fracasso tão retumbante quanto foi no sucesso. A soberba é a pior conselheira que um político pode ter.
Incompetência na SEMUS faz São Luís perder R$ 800 mil na saúde

Por conta da ingerência na Secretaria Municipal de Saúde (SEMUS) de São Luís, o município de São Luís perdeu R$ 800 mil em recursos destinados a saúde na capital maranhense. Os recursos de emendas foram destinados ao município pelo deputado federal Pedro Lucas (PSD) para ajudar em um dos maiores projetos sociais no setor da capital. Os recursos seriam destinados ao Projeto Viva Bem Mais, que conta com 16 especialidades e é responsável pelo atendimento direto de milhares de pessoas na Vila Luizão, Sol e Mar, Divinéia, Brisa Mar, Planalto Turu e adjacências. Entre os serviços estão consultadas médicas, odontológicas, psicológica, acompanhamento nutricional, fisioterapia e enfermeira. O projeto é de inciativa do vereador Marquinhos Silva (PSD). Por se tratar de uma unidade auxiliar efetiva no atendimento de saúde pública em uma das áreas mais populosas de São Luís, o projeto deveria ser uma prioridade da Prefeitura de São Luís. O que, na nova gestão tocada por Eduardo Braide, não aconteceu. Os recursos foram disponibilizados pelo Governo Federal e inexplicavelmente a SEMUS deixou de aplica-los. Com isso, os R$ 800 mil foram resgatados e o projeto ficou sem eles. Logo, a omissão da secretaria irá prejudicar diretamente milhares de pessoas. Há a suspeita de que o prefeito Eduardo Braide (Podemos) tenha encarnado o espírito perseguidor do governador Flávio Dino (PSB) e ordenado a retenção dos recursos para prejudicar o vereador Marquinhos. Caso confirmada a suspeita, Braide pode estar enveredando por um caminho completamente diferente daquele que fez o eleitor elegê-lo prefeito poucos meses atrás.
Vereador de São Luís quer impedir fechamento de templos e igrejas na pandemia

O vereador Marquinhos (DEM) saiu em defesa da abertura de templos religiosos durante a pandemia. Segundo o vereador, nesse momento de crise o amparo religioso não pode ser impedido. “A religião, seja ela qual for, vai trazer o consolo necessário, o conforto espiritual e o apoio psicológico para esse momento difícil”, disse. Apesar da defesa, Marquinhos observou a necessidade da garantia do funcionamento dos templos mediante cumprimento das exigências sanitárias determinadas pelas autoridades, como medidas de distanciamento e limitação de público. Para Marquinhos, as igrejas precisam permanecer funcionando para poder continuar oferecendo apoio físico e emocional para as pessoas neste momento delicado. “Muitas pessoas encontram na fé, a força para atravessar esse momento conturbado e nós precisamos garantir esse direto ao culto, assegurado pela Constituição, e à manifestação da fé, desde que, obviamente, sejam observadas todas as exigências sanitárias estabelecidas pelas autoridades. Por isso entendo que as igrejas e os templos religiosos em geral são espaços essenciais, sobretudo nesse contexto em que estamos vivendo”, finalizou.
Vereadores vistoriam unidades de saúde em São Luís

Nove vereadores de São Luís visitaram nesta semana duas unidades de saúde da capital: o Hospital da Criança e o Socorrão II. A vistoria não teve agendamento e foi realizada em caráter de surpresa. Segundo explicou o vereador Marquinhos Silva (DEM), a intenção foi encontrar a realidade vivida por pacientes. “Não informamos nada para que a realidade não fosse modificada”, disse. Na vistoria do hospital da Criança foi constatado que a unidade de saúde está superlotada, não há ar condicionado funcionando e os banheiros estão com problemas como, por exemplo, falta d’água, torneiras quebradas, portas com defeitos. Além disso, o hospital permanece em obra há mais de dois anos. No Socorrão II, os vereadores constataram que a situação é ainda mais delicada. Por lá, o tomógrafo não funciona há um mês e o aparelho de ressonância magnética parado há dois anos e falta de macas. Um relatório detalhado com as demandas e cada unidade de saúde será elaborado para que seja encaminhado ao prefeito de São Luís, Eduardo Braide (Podemos) para que sejam sanados os problemas encontrados na vistoria. “O fato é que a situação no Hospital da Criança e no Socorrão II é desumana. Demanda grande demais, deficiência no atendimento por vários fatores desde físicos a falta de material. Vamos fazer um relatório minucioso mostrando cada problema encontrado e solicitar ao prefeito Braide providências urgentes”, afirmou Marquinhos Silva.