Oito governadores devem ficar no cargo até fim do mandato

Governadores 2026

BRASIL, 02 de abril de 2026 – Ao menos oito governadores que estão no fim de segundo mandato decidiram permanecer no cargo para conduzir a própria sucessão e não vão disputar as eleições deste ano. O cenário inclui governadores que tiveram planos de candidatura à Presidência frustrados, que romperam com seus vices e que enfrentam cenários políticos turbulentos em seus estados. Dez gestores estaduais renunciam até o próximo sábado (4), prazo limite para desincompatibilização segundo a legislação eleitoral. Outros nove governadores seguem no cargo para disputar a reeleição. O número de governadores que não participa do pleito é o maior das últimas eleições. Em 2022, apenas 5 dos 27 gestores estaduais ficaram fora das urnas, número que foi ainda menor em 2018, quando apenas quatro não foram candidatos. Entre os nomes que permanecem no cargo até o fim do mandato estão Ratinho Junior (PSD), governador do Paraná, e Eduardo Leite (PSD), do Rio Grande do Sul. Ambos se projetavam como candidatos ao Planalto, mas ficaram fora da disputa por razões distintas. Ratinho desistiu por vontade própria. Eduardo Leite foi preterido pelo PSD. Fora da corrida presidencial, decidiu não concorrer ao Senado e vai apoiar o vice, Gabriel Souza (MDB), como candidato ao governo. Em cinco estados, os governadores romperam com seus vices e decidiram não se candidatar para não entregar o cargo para um potencial adversário. Em Alagoas, Paulo Dantas (MDB) fica no posto, mas o clima é de consenso. Ele vai apoiar a volta do seu antecessor, Renan Filho (MDB). A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), optou por ficar no cargo após romper com o seu vice Walter Alves (MDB), que será candidato a deputado estadual. A dupla renúncia resultaria em uma eleição indireta para um mandato-tampão, com cenário incerto na Assembleia Legislativa. Fátima era uma das principais apostas do PT para ampliar a bancada no Senado, mas adiou seus planos para garantir um palanque forte para Lula e tentar emplacar como sucessor o seu secretário da Fazenda, Cadu Xavier (PT). No Maranhão, o governador Carlos Brandão (sem partido) e o seu vice Felipe Camarão (PT) protagonizam uma disputa ferrenha no campo político e judicial. Ambos enfrentam pedidos de afastamento do cargo e se mantêm alertas até a data limite da desincompatibilização.

Pesquisa mostra números de disputa no MA rumo ao Senado

Pesquisa Senado

MARANHÃO, 02 de abril de 2026 – O instituto Econométrica divulgou, nesta semana, pesquisa sobre o Senado no Maranhão, realizada entre 18 e 21 de março, com 1.556 eleitores, apontando liderança de Carlos Brandão em um dos cenários analisados. O levantamento apresenta margem de erro de 2,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, estando registrado sob o número MA-06947/2026. No primeiro cenário do Senado no Maranhão, com a presença de Carlos Brandão, o governador aparece na liderança com 18,5% das intenções de voto. Em seguida, surgem Roseana Sarney com 11,2% e Weverton Rocha com 10%. Além disso, outros nomes também foram citados pelos entrevistados. Ainda nesse cenário do Senado no Maranhão, André Fufuca registra 8,8%, enquanto Eliziane Gama aparece com 8,6% e Roberto Rocha soma 7,7%. Na sequência, Pedro Lucas Fernandes tem 4,3% e Dr. Yglésio alcança 3,8%. Mical Damasceno marca 2,8%, César Pires 2% e Hilton Gonçalo 0,9%. Inclusive, 6,6% dos entrevistados afirmaram que pretendem anular o voto no Senado no Maranhão. Por outro lado, 14,8% disseram que não souberam ou preferiram não responder.

Maranhão adere a subsídio federal para conter alta do diesel

Maranhão diesel

MARANHÃO, 1º de abril de 2026 – O Maranhão está entre os estados que já sinalizaram apoio à proposta do governo federal para conter a alta do diesel no país. A iniciativa prevê a concessão de um subsídio a importadores do combustível e surge em meio ao aumento expressivo dos preços provocado por fatores internacionais, como o conflito no Oriente Médio. Ao todo, pelo menos 20 estados já indicaram adesão à medida. Além do Maranhão, integram a lista unidades como Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul. Outros estados ainda não se manifestaram, enquanto o Distrito Federal já declarou ser contrário à proposta. Pela proposta apresentada aos governadores, será concedido um benefício de R$ 1,20 por litro de diesel importado até o fim de maio. Esse valor será dividido igualmente entre a União e os estados, com R$ 0,60 arcados por cada parte. O acordo terá validade inicial de dois meses. Nesse período, a perda estimada de arrecadação para os estados, incluindo o Maranhão, é de cerca de R$ 1,5 bilhão. A compensação ocorrerá por meio da retenção de parte do Fundo de Participação dos Estados (FPE).

Maranhão arrecadou R$ 8,7 mi em direitos autorais em 2025

Maranhão ECAD

MARANHÃO, 1º de abril de 2026 – O Maranhão arrecadou cerca de R$ 8,7 milhões em direitos autorais em 2025. Os dados são do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) e refletem o consumo musical em bares, eventos, rádios e outros espaços do estado. O segmento de Usuários Gerais, que inclui restaurantes, lojas e academias, liderou a arrecadação com 45% do total. Em seguida, aparecem os shows e eventos com 36%, além de rádio (14%) e televisão (4%). A capital São Luís concentrou R$ 4,9 milhões do valor arrecadado. Esse montante representa 56% de toda a arrecadação estadual. No município, os eventos ao vivo foram responsáveis por quase metade do valor local.

Economia do Maranhão supera médias nacional e nordestina

Economia PIB

MARANHÃO, 30 de março de 2026 – O Maranhão registrou crescimento econômico de 4,0% em 2025. Esse desempenho superou a média do Brasil (2,3%) e a do Nordeste (2,5%). Os dados constam do PIB Trimestral do Maranhão. A publicação avalia atividades produtivas como Agricultura, Construção civil e Comércio. O documento também analisa a geração de empregos no estado. O Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc) divulgou o material na quinta (26). No quarto trimestre de 2025, a economia estadual manteve o ritmo de expansão. A alta foi de 4,1% no período. O resultado também ficou acima das médias nacional (1,8%) e regional (2,4%). O setor industrial foi o principal destaque de 2025. Ele cresceu 10,9% em comparação com 2024. Esse desempenho superou com folga os resultados do Brasil (1,4%) e do Nordeste (2,4%). Todas as atividades da indústria apresentaram desempenho positivo. As indústrias de transformação avançaram 21,7%. As indústrias extrativas cresceram 5,8%. Os serviços de água, esgoto e energia subiram 5,0%. A construção civil aumentou 5,6%. Por isso, o setor se consolidou como o principal motor da economia maranhense.

Maranhão registra 4,2% de estudantes impactados por violência

estudantes aulas

MARANHÃO, 27 de março de 2026 – O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, que aponta o impacto da violência no ambiente escolar do Maranhão. O levantamento mostra que 4,2% dos estudantes maranhenses de 13 a 17 anos frequentavam escolas que precisaram suspender ou interromper aulas por motivos de segurança nos 12 meses anteriores à pesquisa. Esse índice estadual fica abaixo da média nacional, registrada em 7,7%. No cenário nacional, o Rio de Janeiro lidera os índices de interrupção de aulas por violência, com 25,6% dos estudantes impactados. Na sequência, aparecem a Bahia (22,0%) e o Rio Grande do Norte (15,9%). Os dados revelam que o problema apresenta variações regionais significativas em todo o território brasileiro. MEDO E ABSENTEÍSMO ESCOLAR Além das suspensões de aulas, a pesquisa identificou que o medo tem afastado estudantes da escola em todo o país. Conforme o IBGE, 12,5% dos alunos deixaram de ir à escola por insegurança no trajeto. Além disso, 13,7% faltaram por não se sentirem seguros dentro da própria unidade de ensino. O impacto da insegurança é maior na rede pública. Entre esses estudantes, 13,8% faltaram por medo no caminho para a escola. Na rede privada, por outro lado, o índice foi de 5,4%. Dessa forma, a pesquisa evidencia uma disparidade entre as redes de ensino.

Informalidade atinge 82% das domésticas no Maranhão

informalidade Maranhão

MARANHÃO, 27 de março de 2026 – O Ministério do Desenvolvimento Social, em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a Federação Internacional das Trabalhadoras Domésticas (IDWF) e a Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (FENATRAD), divulgou um levantamento no ano passado sobre o trabalho doméstico no Brasil. Os dados apontam que, no Maranhão, entre 75% e 82% das trabalhadoras do setor atuam na informalidade. A estimativa considera uma população de 160 mil a 220 mil pessoas no serviço doméstico no estado, o que representa de 6% a 8% do total de trabalhadores maranhenses. Nacionalmente, o estudo “As Trabalhadoras Domésticas Remuneradas São Trabalhadoras do Cuidado” revela que apenas 25% das profissionais têm carteira assinada. Além disso, 34,6% contribuem para a seguridade social, percentual que inclui diaristas excluídas por lei e mensalistas cujos empregadores descumprem a Lei Complementar 150/2015, conhecida como PEC das Domésticas. A falta de acesso à seguridade social implica a ausência de direitos como salário mínimo, seguro-saúde, aposentadoria, proteção à maternidade e férias remuneradas. PERFIL E PRECARIZAÇÃO A categoria é composta majoritariamente por mulheres (90%), das quais 66% são negras. O estudo também indica que 64,5% das trabalhadoras domésticas recebem menos de um salário mínimo. Outro dado relevante aponta que 57,1% são chefes de família, sendo 34% mães solo e únicas provedoras do lar. Dessa forma, a dupla jornada — trabalho remunerado somado ao cuidado familiar — afeta o bem-estar dessas mulheres, com 83% reconhecendo esse impacto negativo. Sete em cada dez trabalhadoras relatam sofrer cansaço crônico, reflexo de jornadas extensas e da sobrecarga física e emocional. A maioria também não tem acesso aos direitos garantidos a pessoas trabalhadoras com responsabilidades familiares. Esse quadro, segundo as organizações, é agravado pela oferta limitada de serviços públicos de cuidado.

Reunião define saída de 13 secretários para as eleições 2026

reunião secretários

CAXIAS, 26 de março de 2026 – O governador Carlos Brandão definiu, nesta quarta (25), a saída de secretários que pretendem disputar as eleições de outubro, durante reunião no Palácio dos Leões, em São Luís. O encontro começou às 15h e terminou por volta das 20h, com participação do secretariado e alinhamento sobre o afastamento dos cargos. Inclusive, ficou estabelecido que os auxiliares interessados em concorrer devem deixar as funções até o dia 31 de março. Ao todo, 13 nomes foram apresentados como parte do movimento político, incluindo pré-candidaturas à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados. LISTA DE PRÉ-CANDIDATURAS Entre os nomes cotados para disputar vagas de deputado estadual estão Tiago Fernandes, Paulo Casé, Cricielle Muniz, Luís Henrique, Wolmer Araújo, Júnior Vianna, Sebastião Madeira, Natássia Weba e Abigail Teles. Todos ocupam cargos no governo estadual e participaram da reunião. Já para a Câmara dos Deputados, aparecem Vinicius Ferro, Bira do Pindaré e Washington Oliveira. Além desses, o secretário Orleans Brandão também deixará o cargo até 31 de março para disputar o governo do estado. Durante o encontro, os secretários que devem deixar as funções fizeram breves falas, nas quais apresentaram balanços das gestões e indicaram próximos passos.

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