Estudos desmentem tese de machismo estrutural no Judiciário

BRASIL, 11 de junho de 2026 — No dia 4 de junho, a juíza Elizabeth Machado Louro concedeu perdão judicial a Monique Medeiros, acusada de participação na morte do próprio filho, Henry Borel, em março de 2021. Embora o júri tenha decidido condenar a ré por homicídio culposo, a magistrada afirmou que a mãe do garoto foi vítima de uma cultura patriarcal que exige o ideal da “mãe perfeita”. De acordo com a juíza, Monique nem teria se tornado ré na Justiça caso fosse homem. “Fosse um pai, nem sequer teria sido processado”, ela escreveu. Entretanto, a tese levantada pela magistrada de que a Justiça privilegia os homens não tem fundamento. Um estudo publicado neste ano na Revista de Estudos Empíricos em Direito analisou mais de 1.150 processos relacionados a furtos simples e qualificados, roubo e tráfico de drogas no Tribunal de Justiça de São Paulo, e não encontrou qualquer diferença entre as penas aplicadas a homens e mulheres. A pesquisa, realizada por especialistas em Direito e Estatística, buscou, por meio de ferramentas matemáticas, identificar disparidades e vieses ocultos nas decisões, como a influência do gênero dos réus no rigor das penas aplicadas pela Justiça. Segundo os autores, o objetivo era pôr à prova o mito da “hipótese do cavalheirismo”, segundo a qual mulheres tendem a receber penas mais brandas que homens em contextos semelhantes. O que a estatística mostrou foi que em geral as juízas mulheres tendem a aplicar penas mais brandas aos réus, ao contrário de seus pares homens, independentemente do gênero dos condenados. Os autores sugerem que outras pesquisas, mais abrangentes, poderiam ajudar a entender esse contexto, e reforçam que entre os réus não há “favorecimento” nem para os homens nem para as mulheres. “Ainda que o foco principal da análise recaia sobre os efeitos de gênero do juiz, o modelo estatístico considerou também o gênero do réu. Nesse ponto, não se verificaram diferenças estatisticamente significativas na magnitude das penas aplicadas a homens e mulheres”, confirmou o estudo. ESTUDO DE 2015 NOS ESTADOS UNIDOS MOSTRA FAVORECIMENTO ÀS MULHERES NOS JULGAMENTOS Um artigo publicado na revista American Law and Economics Review avaliou as disparidades de gênero em processos criminais federais nos Estados Unidos. De acordo com a autora, foram encontradas “lacunas inexplicáveis que favorecem as mulheres em toda a distribuição da duração das penas”. Esse favorecimento, segundo a autora Sonja B. Starr, começa a aparecer ainda durante a fase de acusação e na apuração dos fatos para a definição da sentença, assim como na dosimetria da pena. As condenadas seriam beneficiadas, destacou Starr, desde a pré-acusação até a expedição da ordem de prisão.
Governo Lula decide acabar com homenagem a Princesa Isabel

O governo Lula decidiu acabar com a “Ordem do Mérito Princesa Isabel”. A homenagem era usada para reconhecer pessoas e entidades que tenham prestado “notáveis serviços” relacionados à proteção e à promoção dos Direitos Humanos. Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bourbon e Bragança, a Princesa isabel, foi responsável pela assinatura da Lei Áurea, que instituiu a proibição da escravidão no Brasil. Em tempos de enaltecimento do empoderamento feminino, a figura da Princesa Isabel deveria ser tratada com mais respeito. Ela foi uma das primeiras mulheres a governar o Brasil. Foram três ocasiões em que ela assumiu como regente durante ausência do rei, Dom Pedro II. Se não fosse pelo golpe militar que destituiu a família real em 1889, historiadores afirmam que Isabel teria subido ao trono. A vontade de impedir que uma mulher assumisse o poder no estado também figurou entre as motivações do golpe. Até a manhã desta terça (4 de abril), nenhuma entidade feminista divulgou nota protestando contra o decreto do governo Lula.
Machismo e opressão “do bem”
Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por José Linhares Jr | Jornalista (@blogdolinhares)
Surto machista faz Rogério Cafeteira atacar secretária de Planejamento

O secretário de Esportes do Governo do Estado do Maranhão, Rogério Cafeteira, usou suas redes sociais para atacar a também secretária Cynthia Mota, titular da pasta do Planejamento. Cafeteira publicou uma indireta que foi respondida por Cynthia Mota. Tem alguns jabutis em cima de árvores que acham que são macacos!! — Rogério Cafeteira (@depcafeteira) October 22, 2021 É só o que tem, um povo que nunca foi nada, até pra se eleger sempre foi difícil e agora se acha a bala, como dizia minha avó: fia tu ainda vai ver coisa……. — Cynthia Mota (@cynthiamota71) October 22, 2021 Na réplica, e já com o entrevero entre os dois evidenciado, o secretário desmereceu a capacidade de Cynthia Mota em conduzir o cargo que ocupa. Tem umas que parecem o “praga” da Xuxa, e ainda são mortas de preguiça!! — Rogério Cafeteira (@depcafeteira) October 22, 2021 O comentário misógino foi acompanhado pelo secretário de saúde, Carlos Lula. Um bocado desses — Carlos Eduardo Lula (@carloselula) October 22, 2021 O silêncio do movimento feminista em relação a um homem que desmerece a capacidade de uma mulher em relação ao cargo que ocupa e credita sua ascensão a favores diz muito sobre o feminismo dos tempos atuais. Se não fosse Cafeteira secretário do comunista Flávio Dino, estaria sendo cancelado. Como é esquerdista, pode afirmar que qualquer mulher em qualquer lugar está lá por favor e não por capacidade. Nada irá acontecer. DETALHE: Não foi a primeira vez que Cafeteira agiu de forma a atacar mulheres na política. Quando deputado, na legislatura 2015 a 2018, ele teve como um dos pontos altos do seu mandato os ataques contra a ex-deputada Andrea Murad. Como hoje, na ocasião nenhuma militante do movimento feminista demonstrou incômodo. Se fosse eu a escrever sobre mulher que está no cargo porque não tem capacidade e é jabuti…
Ex-membro do PSTU ataca funcionária da Caema e é acusado de machismo

O ex-candidato a prefeito de São Luís, Marcos Silva, foi acusado formalmente no Sindicato dos Urbanitários do Maranhão por promover machismo e assédio moral no ambiente de trabalho. Segundo a denúncia, Silva teria menosprezado a atuação de mulheres na Companhia e Águas e Abastecimento do Maranhão (Caema). A denúncia foi feita por Maria Edna Portela, funcionária da Caema, e aceita por Hildenê da Silva Martins, secretária do sindicato. Em ofício, Hildenê acatou as denúncias de Maria Edna e solidarizou-se com os ataques proferidos por Silva. Conhecido regionalmente pelo bordão “Só a Luta Muda a Vida”, Marcos Silva tentou a carreira política várias vezes, fracassando em todas elas. Após a chegada de Flávio Dino ao poder, Silva ascendeu na hierarquia da Caema e se tornou um defensor ferrenho do governo. Antes disso, Silva era crítico do PCdoB, partido que é filiado hoje. Inclusive, na referida denúncia, Silva acusa Maria Edna de ter crescido na empresa pela “atuação de anjos”. As falas contrastam com a atuação de Marcos Silva, que sempre se colocou como defensor de minorias e dos direitos da mulher. É apenas mais um caso de safado esquerdista cínico que usa bandeiras que não acredita ára tentar enquadrar os outros.