Dino suspende quebra de sigilo de Lulinha na CPMI do INSS

Dino Lulinha

BRASÍLIA, 06 de março de 2026 – O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta quinta (5) a decisão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS que autorizou a quebra de sigilos bancário e fiscal do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A deliberação ocorreu no Congresso Nacional e atingiu o filho do presidente Lula após aprovação de requerimentos pela comissão. A decisão ocorreu após solicitação apresentada pela defesa de Lulinha ao STF. Os advogados pediram que o ministro estendesse ao empresário os efeitos de uma decisão anterior que anulou a quebra de sigilo da empresária Roberta Luchsinger, também investigada no âmbito da CPMI do INSS.

Lulinha também recorre a Flávio Dino contra quebra de sigilo

Lulinha Dino

BRASÍLIA, 05 de março de 2026 – A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, recorreu ao ministro Flávio Dino, do STF, para anular a quebra de seus sigilos bancário e fiscal. O pedido foi apresentado após decisão liminar concedida a Roberta Luchsinger, também investigada pela CPMI do INSS. Os advogados apontam irregularidades na votação que autorizou a medida. Segundo a defesa, a comissão aprovou dezenas de requerimentos em bloco, sem debate individualizado ou fundamentação técnica específica. Por isso, os advogados sustentam que a deliberação repetiu o mesmo procedimento questionado na decisão que beneficiou Roberta Luchsinger. Assim, pedem tratamento idêntico ao caso. Os advogados argumentam que, se o STF entendeu que a quebra de sigilo da empresária ocorreu de forma genérica e sem motivação adequada, o mesmo entendimento deve ser aplicado a Lulinha. Além disso, afirmam que o compartilhamento de dados financeiros sem devido processo legal viola garantias constitucionais.

Em 3 anos, conta de Lulinha movimentou quase R$ 20 milhões

Lulinha CPMI

BRASÍLIA, 05 de março de 2026 – O empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República, Lula da Silva, movimentou R$ 19,3 milhões entre 2022 e 2025. Os dados constam de quebra de sigilo obtida pela CPMI do INSS, segundo o site Metrópoles. A conta de Lulinha é de pessoa física e está aberta em uma agência do segmento Estilo do Banco do Brasil, em São Paulo. Investigadores ouvidos afirmam que essa quebra de sigilo representa apenas parte do conjunto de informações financeiras em análise. O quadro completo, dizem eles, deverá resultar da apuração de outras contas, tanto pessoais quanto empresariais. Do total de R$ 19,3 milhões movimentados no período, R$ 9,66 milhões correspondem a créditos, enquanto o restante se refere a débitos e transferências para outras contas. O pico ocorreu em 2024, segundo ano do atual mandato de Lula, quando a movimentação atingiu R$ 7,2 milhões.

Alcolumbre mantém quebra de sigilo de Lulinha na CPMI do INSS

Alcolumbre CPMI

BRASÍLIA, 03 de março de 2026 – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu nesta terça (3) manter a votação da CPMI do INSS que aprovou, na semana passada, a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Alcolumbre informou ter analisado, com a Advocacia do Senado, o recurso apresentado por parlamentares da base governista que pediam a anulação da votação simbólica. Eles alegaram que nem todos os votos contrários à medida teriam sido contabilizados. Ao ler a decisão, o presidente afirmou que “a suposta violação das normas regimentais não se mostra evidente e inequívoca”. Segundo ele, o painel registrava a presença de 31 parlamentares no momento da deliberação, o que fixaria a maioria em 16 votos. “Desta forma, ainda que se considere que o presidente da CPMI se equivocou na contagem daqueles que se levantaram contra os requerimentos, o número de votantes contrários demonstrado pelos autores não seria suficiente para ganhar a deliberação.” A votação foi realizada em bloco e de forma simbólica, em meio a tumulto, e terminou com 14 votos favoráveis e sete contrários. Parlamentares da base governista acusaram o presidente da comissão, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), de fraude, ao alegar que 14 integrantes teriam se manifestado contra a quebra de sigilo, e ameaçaram recorrer ao Conselho de Ética.

Autorização de quebra de sigilos antecedeu votação na CPMI

Lulinha sigilo

BRASÍLIA, 26 de fevereiro de 2026 – A quebra de sigilos de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula já havia ocorrido antes da votação na Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em janeiro, a Polícia Federal (PF) obteve autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça para acessar dados bancários, fiscais e telemáticos do empresário. Mesmo com a medida já em vigor, a CPMI aprovou nesta quinta (26), novo requerimento para abertura de informações de Lulinha. A decisão ampliou a pressão política sobre o governo no Congresso. A quebra de sigilos de Lulinha integra as apurações sobre descontos indevidos em benefícios do INSS. Parlamentares colocaram o empresário sob suspeita por supostas ligações com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Relatos apresentados à comissão citam diálogos em que o investigado menciona pagamento de R$ 300 mil à empresa de Roberta Luchsinger. A conversa faria referência a “o filho do rapaz”, expressão que deputados associaram ao filho do presidente. Na quarta (25), o portal Metrópoles publicou que ex-dirigentes do INSS teriam citado Lulinha em delações. Com base nisso, o deputado Ubiratan Sanderson (PL-RS) solicitou prisão preventiva do empresário.

Ex-dirigentes do INSS entregam Lulinha e políticos em delação

ex-dirigentes

BRASÍLIA, 25 de fevereiro de 2026 – Ex-dirigentes do Instituto Nacional do Seguro Social ampliaram as investigações sobre o INSS ao detalhar, em delação premiada, suposto envolvimento de Fábio Luís Lula da Silva e de políticos em esquema de corrupção. Segundo o portal Metrópoles, Virgílio Oliveira Filho e André Fidelis, presos desde 13 de novembro, relataram fatos às autoridades. Conforme os depoimentos, os ex-servidores citaram a participação de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e da ex-ministra Flávia Arruda, mencionada como Flávia Péres. Além disso, as delações indicam articulações no âmbito do INSS que teriam envolvido repasses e acordos ilegais. De acordo com as investigações, Flávia Péres é casada com Augusto Lima, ex-executivo do Banco Master e ex-sócio do empresário Daniel Vorcaro. Os delatores afirmaram que ela teria atuado em articulações ilícitas no INSS. Além disso, citaram repasses atribuídos a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Segundo a Polícia Federal, Virgílio Oliveira Filho, ex-procurador do INSS e servidor da Advocacia-Geral da União, recebeu R$ 11,9 milhões de empresas ligadas a entidades que aplicavam descontos indevidos em aposentadorias. Desse total, R$ 7,5 milhões teriam origem em empresas associadas a Careca do INSS.

Lulinha pede advogado e acesso a inquérito do caso INSS

Lulinha

BRASÍLIA, 29 de janeiro de 2026 – O empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, constituiu oficialmente um advogado para acompanhá-lo nas investigações da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A informação foi revelada pelo portal Metrópoles nesta quarta (28). A defesa de Lulinha será feita pelo advogado criminalista Guilherme Suguimori, que pediu, no dia 19 de janeiro, acesso ao inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). Até então, Lulinha não havia constituído advogado, sob a justificativa de que não figurava formalmente como investigado. Lulinha passou a ser citado pela Polícia Federal (PF) como possível sócio oculto do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, preso desde setembro de 2025 sob suspeita de comandar um esquema milionário de fraudes previdenciárias. Segundo Suguimori, a defesa aguarda decisão do STF para ter acesso aos autos. “A nossa ideia é saber o que está neste inquérito, que tem motivado essas diversas manifestações da imprensa”, afirmou ao Metrópoles. Ele declarou ainda que está “às cegas” quanto ao conteúdo do processo.

Lulinha e o Careca do INSS: o que se sabe sobre as suspeitas

Lulinha CPMI

BRASÍLIA, 18 de dezembro de 2025 – A CPMI do INSS, instalada para investigar um esquema bilionário de fraudes em descontos indevidos aplicados a aposentados e pensionistas, tornou-se o centro de uma disputa política envolvendo o nome do filho mais velho do presidente Lula (PT), Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Na terça (16), deputados da oposição acusaram governistas de blindar o filho do presidente mesmo diante de possíveis evidências de uma viagem a Portugal que Lulinha teria feito com Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. Embora ele não seja investigado pela Polícia Federal e não haja provas documentais conclusivas sobre seu envolvimento, novos relatos e depoimentos à PF, encaminhados à CPMI, teriam passado a mencioná-lo como possível beneficiário de valores repassados por operadores do esquema. A Gazeta do Povo tenta, há pelo menos três semanas, contato com Lulinha e sua defesa, mas sem sucesso. O espaço segue aberto às manifestações. Nesta quinta-feira (18), a Policia Federal lançou mais uma fase da operação Sem Desconto, que investiga o escândalo do INSS. Romeu Carvalho Antunes, o filho do “Careca do INSS”, foi preso na operação e o senador Weverton Rocha (PDT-MA), vice líder do governo no Senado e membro da CPMI, foi alvo de uma operação de busca e apreensão. Ele teve encontros com o “Careca do INSS”. No dia 4 de dezembro, um requerimento apresentado pelo partido Novo para convocar Lulinha à CPMI do INSS foi rejeitado por 19 votos a 12. O pedido era fundamentado em relatos repassados ao colegiado, entre eles um depoimento à Polícia Federal de Edson Claro, ex-funcionário de Antunes, o “Careca do INSS”, apontado pela PF como o principal operador do esquema e preso desde setembro. O relato original não se tornou público. Apesar da pressão da oposição, a base do governo classificou a iniciativa como “sem propósito” e denúncias “sem provas”, nas palavras do deputado Paulo Pimenta (PT-RS). A convocação, contudo, deve continuar sendo debatida em 2026 na comissão, que tem usado informações parciais compartilhadas pela PF para embasar novos requerimentos. Os documentos estão sob sigilo, mas fontes ligadas às operações afirmam que o nome de Lulinha teria aparecido como um suposto beneficiário do “Careca do INSS” em recebimento de recursos mensais de acordo com alegações de Claro, apesar de Lulinha não estar entre os alvos. Ao Poder360, o ex-advogado de Lulinha e amigo dele, Marco Aurélio Carvalho, afirmou que as acusações são “pirotécnicas e improváveis”, e que representam mais uma tentativa de desgastar sua imagem. Nesta terça (17), os deputados Luiz Lima (Novo-RJ) e Zé Trovão (PL-SC) cobraram explicações da bancada governista sobre a recusa da convocação de Lulinha para prestar depoimento na CPMI. Eles citaram uma reportagem do portal Metrópoles que afirmou que o filho do presidente e o “Careca do INSS” viajaram para Portugal em uma mesmo voo. Isso seria, na visão deles, um indício que justifica a convocação de Lulinha para dar explicações. A Gazeta do Povo fez um pedido de entrevista com o ex-advogado de Lulinha, mas ele não respondeu. Já a defesa de Antunes afirmou não conhecer as informações e preferiu não comentar a suposta ligação do cliente com Lulinha.

Gostaríamos de usar cookies para melhorar sua experiência.

Visite nossa página de consentimento de cookies para gerenciar suas preferências.

Conheça nossa política de privacidade.