Eliziane Gama vota contra relatório da CPMI do INSS

Eliziane CPMI

BRASÍLIA, 28 de março de 2026 – A CPMI do INSS foi encerrada sem conclusão após o relatório final ser rejeitado por 18 votos a 12, com voto contrário da senadora Eliziane Gama (PSD-MA). A decisão ocorreu após sete meses de investigação no Congresso Nacional sobre fraudes em aposentadorias e pensões. Com isso, o documento não será encaminhado à Procuradoria-Geral da República. A atuação de Eliziane Gama na CPMI do INSS incluiu participação em votações que impactaram o andamento da comissão. Além do voto contra o relatório final, a senadora integrou decisões que barraram etapas da apuração. O encerramento ocorreu sem definição formal de responsabilidades. Durante os trabalhos da CPMI do INSS, Eliziane Gama votou contra a convocação de Lulinha, citado em depoimento à Polícia Federal. O requerimento foi apresentado no contexto das investigações conduzidas pela comissão. A decisão integrou uma série de votações analisadas ao longo do processo. Além disso, a senadora também participou da votação que rejeitou, em bloco, 11 pedidos de convocação de José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico. O placar foi de 19 votos a 11. Ele é dirigente de entidade mencionada em apurações sobre descontos em benefícios previdenciários. Outro ponto registrado na CPMI do INSS foi a ausência de análise de requerimento que solicitava a convocação de Elisvane Pereira Gama. O pedido foi protocolado pela deputada Coronel Fernanda (PL-MT). No entanto, a solicitação não foi apreciada pela comissão durante os sete meses de investigação. Elisvane atua na Superintendência Federal de Pesca e Aquicultura no Maranhão, órgão responsável pela emissão de carteiras de pescador. Dados das investigações indicam suspeitas relacionadas à concessão desses registros e ao acesso ao seguro-defeso. Informações apresentadas apontam que o Maranhão registrou mais de 590 mil beneficiários do seguro-defeso, com 621 embarcações cadastradas. Após a identificação de inconsistências, mais de 130 mil licenças foram suspensas. Os dados foram considerados no contexto das apurações realizadas. Por fim, o deputado Duarte Junior se posicionou: “Para não permitir que o Maranhão passe vergonha, a favor dos aposentados e contra a roubalheira”, disse durante a sessão decisiva da CPMI do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

CPMI do INSS pede indiciamento de Lulinha, Vorcaro e Careca

CPMI Lulinha

BRASÍLIA, 27 de março de 2026 – O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), apresenta nesta sexta (27) o seu parecer com pedidos de indiciamentos de 216 pessoas. A análise do relatório final nesta manhã foi marcada após a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que derrubou a liminar que permitia a prorrogação do colegiado. Entre as recomendações de indiciamento, o relator incluiu o empresário Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente da República. A defesa de Lulinha nega envolvimento em irregularidades e ele não é formalmente investigado pela PF (Polícia Federal), mas foi mencionado ao longo das apurações. O nome dele apareceu nas operações de busca e apreensão contra a empresária Roberta Luchsinger, realizadas em meados de dezembro do ano passado. A CPMI não conseguiu avançar na investigação de supostas “mesadas” ou de viagens que teriam sido custeadas pelo empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”, apontado como um dos principais operadores do esquema. Esses indícios e a “proximidade” de Lulinha com os empresários são citados no parecer. Gaspar pediu o indiciamento de Lulinha pelos crimes de: tráfico de Influência; lavagem ou ocultação de bens; organização criminosa; e partícipe em corrupção passiva. Uma CPI não tem poder de indicar pessoas, mas pode fazer recomendações à PGR (Procuradoria-Geral da República) em seu relatório final.

Dino alvo de impeachment por barrar dados de Lulinha em CPMI

Dino impeachment

BRASÍLIA, 24 de março de 2026 – O deputado federal Cabo Gilberto (PL) protocolou, no Senado Federal, um pedido de impeachment de Flávio Dino após decisão do ministro do STF que suspendeu medidas da CPMI do INSS. A ação ocorreu após deliberação tomada em 26 de fevereiro de 2026, que barrou a quebra de sigilos. O parlamentar argumenta que a decisão interferiu diretamente nas investigações conduzidas pela comissão, afetando o acesso a informações consideradas relevantes. Entre os pontos destacados, o pedido menciona a suspensão do acesso a dados bancários e fiscais de investigados. Entre eles está o empresário Lulinha. Segundo o deputado, a medida limitou o alcance das apurações. Além disso, ele afirma que a decisão comprometeu a obtenção de dados considerados estratégicos para o avanço das investigações. De acordo com a representação enviada ao Senado, o pedido de impeachment de Flávio Dino sustenta que a decisão do STF interrompeu diligências já aprovadas pela CPMI do INSS.

Viagem de luxo de Lulinha à Finlândia foi bancada por lobista

Lulinha CPMI

FINLÂNDIA, 24 de março de 2026 – O empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, viajou à Noruega e à Finlândia em janeiro de 2025. Ele acompanhou a família para observar o fenômeno da aurora boreal. De acordo com o site Metrópoles, todos os custos da viagem foram pagos pela lobista Roberta Luchsinger. A reportagem aponta que o roteiro de luxo pela Escandinávia teve custo estimado em cerca de R$ 300 mil por família. Lulinha é filho do presidente Lula (PT). Além disso, Roberta também custeava despesas pessoais do empresário e de seus familiares. A lobista seria financiada por Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. A influenciadora Marina Mantega organizou a viagem. Filha do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, ela atua no segmento de turismo de alto padrão. Nas redes sociais, Marina se apresenta como especialista em viagens de luxo. Por isso, atende exclusivamente clientes de altíssimo poder aquisitivo, segundo fontes do setor.

Amiga de Lulinha recebeu milhões de empresário do Maranhão

Empresário Lulinha

MARANHÃO, 19 de março de 2026 – A empresa de consultoria de Roberta Luchsinger recebeu R$ 4,1 milhões de empresas vinculadas a um empresário do Maranhão investigado por fraudes em licitações, segundo relatório do Coaf. Os repasses ocorreram no Brasil, em período não detalhado, e envolveram relações comerciais apontadas como prestação de serviços privados. O caso ganhou atenção por envolver ligação pessoal com Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. De acordo com a defesa de Roberta, os valores recebidos resultam de atividades profissionais legítimas e não possuem relação com investigações envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social. Além disso, os advogados afirmaram que não há vínculo entre os pagamentos e possíveis irregularidades apontadas pelas autoridades. Os advogados destacaram que as transferências mencionadas não têm conexão com os fatos apurados e criticaram a exposição pública das movimentações financeiras. No entanto, a defesa não detalhou quais serviços foram prestados pela consultoria, mantendo a justificativa genérica sobre a natureza dos contratos. Por outro lado, a defesa de Lulinha declarou que a investigação conduzida pela Polícia Federal se caracteriza como uma “pesca probatória”. Segundo os representantes, a apuração não tem relação direta com os autos principais e envolve elementos considerados desconectados do caso.

Defesa de Lulinha confirma viagem com Careca do INSS

defesa Lulinha

BRASIL, 17 de março de 2026 – A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, confirmou nesta segunda (16) que ele viajou a Portugal em novembro de 2024 acompanhado do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. O empresário é um dos principais investigados em um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e está preso desde setembro do ano passado . O advogado Marco Aurélio de Carvalho, consultor jurídico de Lulinha, afirmou que a viagem ocorreu a convite do lobista. O objetivo era visitar uma fábrica de produtos de cannabis medicinal, setor no qual Antunes pretendia investir. Segundo Carvalho, Lulinha conheceu o empresário por intermédio de Roberta Luchsinger, amiga próxima dele e de sua esposa.

Empresas que renderam R$ 3 mi a Lulinha têm sede vazia em SP

Lulinha Empresas

Empresas ligadas a Lulinha, nome pelo qual é conhecido Fábio Luís Lula da Silva, registradas em um prédio comercial na zona oeste de São Paulo, estão com salas desocupadas há cerca de sete meses. Mesmo assim, documentos indicam que as companhias transferiram mais de R$ 3 milhões ao empresário entre 2022 e 2025. O edifício abriga os registros da LLF Tech Participações e da G4 Entretenimento e Tecnologia. Segundo reportagem do site Metrópoles, as salas do primeiro andar onde as empresas estão cadastradas permanecem vazias desde que antigas ocupantes deixaram o local. Antes de ficarem desocupados, os espaços eram utilizados por uma certificadora digital e por uma organização social voltada à área da saúde. De acordo com dados oficiais, as empresas associadas a Lulinha têm como principal atividade suporte técnico, manutenção e serviços de tecnologia da informação. Documentos de quebra de sigilo bancário encaminhados à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS mostram repasses financeiros das duas companhias ao empresário. A LLF Tech Participações transferiu mais de R$ 2 milhões, enquanto a G4 Entretenimento e Tecnologia enviou R$ 772 mil. No mesmo período, os registros indicam que as movimentações bancárias totais das empresas chegaram a R$ 19 milhões ao longo de quatro anos. Desse montante, cerca de R$ 9,6 milhões permaneceram nas contas de Lulinha, enquanto o restante foi direcionado a outras contas bancárias. DEFESA A defesa do empresário afirmou que o endereço das empresas é utilizado apenas para recebimento de correspondências. Segundo o advogado Guilherme Suguimori, a LLF Tech não possui escritório externo e funcionava inicialmente na residência de Lulinha, antes da mudança dele para o exterior. Ainda conforme o advogado, a empresa G4 Entretenimento e Tecnologia não está mais em atividade, mas possui valores judicializados a receber. De acordo com a defesa, quando esses créditos são pagos, os recursos são distribuídos entre os sócios. Além disso, Suguimori declarou que os valores apresentados pela quebra de sigilo bancário não representam lucro real. Segundo ele, os números correspondem à soma de entradas e saídas das contas, podendo incluir transferências repetidas.

Dino contraria entendimento do Supremo ao blindar Lulinha

Dino STF

BRASÍLIA, 06 de março de 2026 – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino anulou, nesta quinta (5), a votação realizada pela CPMI do INSS que havia aprovado 87 requerimentos de investigação. A decisão ampliou entendimento adotado no dia anterior, quando o ministro suspendeu a quebra de sigilo bancário e fiscal da lobista Roberta Luchsinger. A decisão de Flávio Dino estendeu os efeitos da medida aos demais 86 requerimentos aprovados na mesma sessão da comissão parlamentar. A votação havia ocorrido em bloco na semana anterior, prática utilizada em outras investigações conduzidas pelo Congresso Nacional. A aprovação conjunta de requerimentos é um procedimento que já ocorreu em diferentes comissões parlamentares de inquérito. Entre os exemplos estão a CPI da Pandemia, no Senado, em 2021, e a CPI do 8 de Janeiro, instalada na Câmara dos Deputados em 2023. Segundo registros das comissões, esse formato permite votar diversos pedidos de investigação em uma única deliberação. Assim, os parlamentares analisam vários requerimentos simultaneamente, sem realizar votação individual para cada proposta apresentada. Além disso, decisões judiciais anteriores trataram de questionamentos sobre medidas aprovadas em CPIs. Em um desses casos, o Supremo Tribunal Federal analisou pedido relacionado à quebra de sigilos aprovada durante a CPI da Pandemia. DECISÃO DO STF EM CASO DA CPI DA PANDEMIA Na ocasião, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, analisou ação apresentada pela empresa VTCLog. A companhia solicitou a suspensão da quebra de seus sigilos bancário e fiscal, aprovada pela comissão parlamentar do Senado. Contudo, o ministro rejeitou o pedido e manteve a decisão da CPI da Pandemia. O caso foi citado como referência em discussões sobre medidas aprovadas por comissões parlamentares de inquérito no Congresso Nacional.

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