Lula é orientado a evitar uso de vasodilatadores como Viagra

BRASÍLIA, 23 de dezembro de 2024 – O presidente Lula, de 79 anos, foi orientado por seus médicos a não utilizar substâncias que possam ter efeito vasodilatador, como o Viagra, nem praticar atividades físicas pelo período de 60 dias. As informações são do portal Poder360. A recomendação visa a evitar o risco de novos episódios de hemorragia intracraniana. Em 10 de dezembro, Lula precisou ser levado às pressas de Brasília para o Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para conter um sangramento interno na cabeça. O procedimento cirúrgico ocorreu por complicações de uma queda que o presidente sofreu no banheiro do Palácio da Alvorada em outubro. A medida é necessária para que a área afetada na cabeça do presidente retorne a uma condição que não o coloque em risco de novo sangramento. Entre as restrições, está a proibição de exercícios, como corrida e musculação, que podem elevar a frequência cardíaca e causar dilatação dos vasos sanguíneos. LULA NÃO PODE USAR VIAGRA As atividades físicas vetadas pela equipe médica de Lula aumentam o fluxo de sangue e, consequentemente, o risco de um novo sangramento. Além disso, o uso de medicamentos para estímulo sexual, como o Viagra, também está vetado. Esses medicamentos promovem aumento do fluxo sanguíneo, não apenas no pênis, mas em outras partes do corpo, o que poderia representar uma ameaça à saúde do presidente. Ainda segundo o portal Poder360, Lula confidenciou a amigos e ministros que fazia uso regular de Viagra antes de sofrer o acidente.
MST promete invasões e cobra visita de Lula a assentamentos

BRASIL, 21 de dezembro de 2024 – O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) anunciou, nesta sexta (20), que pretende realizar uma série de invasões em 2025 como forma de protesto contra a falta de avanços na reforma agrária. A direção do movimento também cobrou uma visita do presidente Lula aos assentamentos. Durante o balanço anual, líderes do MST afirmaram que, embora apoiem o governo, estão insatisfeitos com a gestão da reforma agrária. O dirigente João Paulo Rodrigues criticou a ausência do presidente Lula em assentamentos desde o início de seu mandato, considerando o fato “inaceitável”. Nos últimos meses, o movimento realizou invasões no Rio Grande do Sul e no Pará, intensificando as críticas ao governo. João Pedro Stedile, líder nacional do MST, classificou a condução da reforma agrária como “vergonhosa” e destacou a frustração com promessas não cumpridas.
Fala de Lula dá prejuízo de R$ 9,8 bilhões ao país

BRASÍLIA, 17 de dezembro de 2024 – O presidente Lula (PT) afirmou nesta segunda-feira (16) que “a única coisa errada no Brasil é a taxa de juros”. A declaração provocou impactos imediatos no mercado financeiro, levando o Banco Central a vender US$ 1,6 bilhão (cerca de R$ 9,8 bilhões) das reservas internacionais em uma tentativa de conter a disparada do dólar. Apesar da intervenção do Banco Central, a moeda norte-americana fechou o dia cotada a R$ 6,09, registrando uma alta de 1,04%. A valorização ocorreu mesmo com a injeção bilionária de recursos no mercado cambial. INTERVENÇÃO Para tentar conter o avanço do dólar, o Banco Central do Brasil lançou mão de uma operação de venda de US$ 4,6 bilhões. Desse total, US$ 1,6 bilhão foram vendidos à vista e o restante foi colocado no mercado com compromisso de recompra. A operação de venda de dólares tem como objetivo aumentar a oferta da moeda no mercado, reduzindo sua cotação frente ao real. No entanto, a estratégia não foi suficiente para impedir a alta do dólar, que atingiu sua maior cotação no ano. IMPACTO A fala do presidente gerou reações no mercado financeiro, que já projeta taxas de juros mais elevadas para os próximos anos. Oficialmente, o mercado prevê uma taxa de juros acima de 14% em 2025, mas alguns analistas apontam para uma elevação que pode atingir 16,5%. A declaração de Lula foi interpretada por agentes econômicos como uma crítica à política monetária vigente, gerando incertezas entre os investidores e impactando o câmbio. O episódio trouxe à tona o debate sobre a autonomia do Banco Central e a necessidade de medidas para controlar a inflação.
Lula indica 18 nomes ao Senado para agências reguladoras

BRASÍLIA, 17 de dezembro de 2024 – O presidente Lula encaminhou ao Senado, na segunda (16), uma lista com 18 nomes para cargos de direção em agências reguladoras. As indicações foram publicadas em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). A legislação exige que os indicados sejam sabatinados pelo Senado, seguido de votação para aprovação. A lista inclui nomes para agências como a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), entre outras. ALIANÇAS POLÍTICAS NAS INDICAÇÕES Os indicados de Lula são ligados a partidos aliados do governo, como PSD, Republicanos e PT. O advogado Guilherme Sampaio, do PSD, foi indicado para presidir a ANTT, responsável por regular concessões rodoviárias e ferroviárias. Sampaio é atualmente diretor da agência e já ocupou cargos na Confederação Nacional do Transporte (CNT).
MST se revolta com Lula por condução da reforma agrária

BRASÍLIA, 16 de dezembro de 2024 – João Pedro Stedile, principal líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), declarou ao Painel estar insatisfeito com a condução da reforma agrária pelo governo Lula. Ele classificou a gestão como “vergonhosa” e criticou a ausência de ações concretas para atender as demandas do movimento, após dois anos de mandato. Stedile afirmou que o MST está cansado de discursos e promessas sem resultados práticos. “Não bastam mais propaganda, retórica, eventos e atos no Palácio. Queremos medidas concretas que solucionem problemas reais”, disse em entrevista por e-mail. Ele demonstrou ceticismo em relação ao pacote de medidas prometido pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, que prevê desapropriações, compra de terras e recursos para assistência técnica a assentados. “Faz dois anos que falam em ‘pacotes’. Anunciaram a ‘prateleira de terras’ e outras promessas embaladas como presente de Natal, mas nada saiu do papel”, criticou.
Prejuízo nos Correios em 2024 será o maior da história da empresa

BRASÍLIA, 16 de dezembro de 2024 – A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) enfrenta a pior crise financeira de sua história sob a gestão do ministro das Comunicações, Juscelino Filho, do Maranhão. Até setembro de 2024, o déficit da estatal alcançou R$ 2 bilhões e até o fim do ano irá superar o prejuízo anual registrado em 2015, no governo Dilma Rousseff, que foi de R$ 2,1 bilhões. As dificuldades financeiras chegaram a tal ponto que cerca de 75% do 13° salário dos funcionários será confiscado para pagar dívidas com fundos de previdência neste ano. JUSCELINO NO PODER Os Correios, que operam sob a supervisão do Ministério das Comunicações, são responsáveis pelo serviço postal em todo o país. Desde que assumiu o cargo de ministro, Juscelino Filho foi alvo de denúncias de irregularidades. Reportagens apontaram a suposta utilização de verbas parlamentares para asfaltar ruas próximas a uma de suas propriedades rurais no Maranhão. Além disso, o ministro enfrentou questionamentos sobre o uso de um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para fins particulares, situação que gerou apelos por sua saída do cargo. Logo nos primeiros meses de sua gestão, Juscelino autorizou a preparação de um empréstimo internacional de R$ 4 bilhões junto ao Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), presidido pela ex-presidente Dilma Rousseff. O objetivo da operação é financiar o “Programa de Modernização e Transformação Ecológica dos Correios”. O empréstimo ainda precisa de aprovação do Senado Federal para contar com garantias da União.
Esposas de ministros de Lula ocupam cargos vitalícios em TCE

BRASIL, 12 de dezembro de 2024 – O ministro da Educação do governo Lula, Camilo Santana, articula para que sua mulher, Onélia Santana, seja nomeada para o Tribunal de Contas do Ceará. Se aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado (Alece), ela, que atualmente é secretária de Proteção Social do mesmo Estado, poderá ser a quinta companheira de ministros do governo Lula com cargos em Cortes Estaduais. O cargo vitalício o qual Onélia pode ocupar tem um salário-base de R$ 39,7 mil. Além disso, benefícios de outubro de 2024 adicionaram R$ 16,5 mil à renda mensal, livres de Imposto de Renda. Aline Peixoto, cujo marido é o ministro da Casa Civil, Rui Costa, tem cargo vitalício no Tribunal de Contas da Bahia. Com benefícios, seu salário mensal chega aos R$ 41 mil. Já Renata Calheiros, mulher de Renan Filho, dos Transportes, tem posto vitalício no Tribunal de Contas de Alagoas com salário-base de R$ 35,4 mil, mais auxílios e indenizações. Outra com cargo vitalício é Rejane Dias, mulher do ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias. O salário-base da sua função no Tribunal de Contas do Piauí é de R$ 37,5 mil. Para fechar a lista, Marília Góes, mulher de Waldez Góes, do Desenvolvimento Regional, tem cargo vitalício no Tribunal de Contas do Amapá, cujo salário bruto de novembro é de R$ 39,7 mil.
Governo Lula dribla trechos polêmicos apoiados por Weverton

BRASÍLIA, 05 de dezembro de 2024 – O governo Lula (PT) se posicionou contra trechos controversos mantidos pelo senador Weverton (PDT-MA) no relatório final do projeto que regulamenta a produção de energia eólica em alto-mar, mas votou a favor dos “jabutis” na aprovação da matéria na Câmara. No relatório submetido à CI (Comissão de Infraestrutura) do Senado na terça (3), Weverton manteve as medidas de contratação compulsória de termelétricas a gás, prorrogação dos contratos de térmicas a carvão até 2050 e a obrigatoriedade de PCHs (pequenas centrais hidrelétricas). O líder interino do governo, Otto Alencar (PSD-BA), se opôs ao teor do texto, cuja análise acabou sendo adiada pelo colegiado. O congressista afirmou que “preparou uma emenda supressiva” para derrubar o “artigo que induz a incentivos fiscais de matérias que são estranhas à proposta inicial”. A fala de Otto, porém, contradiz o posicionamento do governo na Casa Baixa. Dos 68 deputados petistas, 56 votaram a favor da proposta e 12 se abstiveram. Ao final, o texto foi aprovado na forma de substitutivo por 403 votos favoráveis e 16 votos contrários. Os votos dissonantes foram do Psol (9), PDT (2), PL (1), PP (1), PSB (1), Solidariedade (1) e União Brasil (1). À época, o deputado Carlos Zarattini (PT-SP) chegou a dizer que havia um acordo para aprovar o texto, mas sem compromisso de sanção. Ao Poder360, atribuiu os “jabutis” a uma articulação de líderes do Centrão aos 45 minutos do 2º tempo. Declarou ainda que “o objetivo do governo não é vetar os trechos sem antes avaliar o que é possível atender”. O relator do projeto na Câmara, Zé Vitor (PL-MG), negou, no entanto, a existência de tal acordo, e afirmou que a aprovação teve aval da base governista. “A construção do texto acolheu mais de 170 projetos que tratavam de temas ligados à energia. Todo mundo sabia”, disse.