Lula nomeia novo ministro para comandar Ministério da Justiça

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BRASÍLIA, 13 de janeiro de 2026 – O presidente Lula nomeou oficialmente Wellington César Lima e Silva como novo ministro da Justiça nesta terça-feira (13). O advogado, que era chefe do setor jurídico da Petrobras, substitui Ricardo Lewandowski. Wellington possui uma longa trajetória no Ministério Público da Bahia, onde atuou como promotor por quase uma década e chegou a ser procurador-geral do estado entre 2010 e 2014. Ele já havia ocupado interinamente o cargo de ministro da Justiça por onze dias em 2016, durante o governo de Dilma Rousseff. Sua formação inclui graduação em direito pela Universidade Federal da Bahia e mestrado em ciências criminais. Além disso, Wellington iniciou um doutorado em direito penal e criminologia. Ele ingressou no Ministério Público baiano em 1991 e fortaleceu seus laços políticos com o núcleo do PT durante a gestão do senador Jaques Wagner. Na atual administração, ele exerceu a função de secretário de assuntos jurídicos da Casa Civil antes de ser indicado para comandar o ministério.

Lula chega a 15 trocas de ministros após saída de Lewandowski

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BRASÍLIA, 13 de janeiro de 2026 – O governo Lula chegou a 15 trocas de ministros desde janeiro de 2023, após a saída de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça e Segurança Pública na semana passada. Ele deixou o cargo após enfrentar entraves políticos, apresentar sua carta de demissão e alegar questões familiares. Lewandowski integrou a equipe desde fevereiro de 2024 e deixou o posto após dificuldades para avançar projetos como a PEC da Segurança e o Projeto de Lei Antifacção. Ele também relatou incômodo com o debate sobre segurança pública e enfrentou entraves com a Casa Civil, que reteve propostas de sua pasta. O secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida Neto assumiu o comando interino enquanto Lula avalia o novo titular da Justiça. Auxiliares afirmam que o presidente busca perfil semelhante ao de Flávio Dino. O PT defende Marco Aurélio de Carvalho para o cargo. Nos últimos anos, outras mudanças ocorreram no primeiro escalão. Em dezembro de 2025, Lula demitiu Celso Sabino do Turismo após conflito interno no União Brasil, nomeando Gustavo Feliciano para ocupar o posto e manter o partido à frente da pasta. Em 2025, Márcio Macêdo deixou a Secretaria-Geral da Presidência após pressões internas do PT, sendo substituído por Guilherme Boulos, que passou a conduzir a interlocução com movimentos sociais. A mudança ocorreu após ruptura com parte do Centrão. No mesmo ano, Lula exonerou Cida Gonçalves do Ministério das Mulheres após denúncias de assédio moral e xenofobia. Márcia Lopes assumiu o comando da pasta. Já Carlos Lupi deixou a Previdência após denúncias de fraudes no INSS, sendo substituído por Wolney Queiroz. Em abril de 2025, Juscelino Filho deixou o Ministério das Comunicações após ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República. Frederico Siqueira Filho assumiu o posto após recusa do deputado Pedro Lucas Fernandes. Em fevereiro de 2025, Lula substituiu Nísia Trindade por Alexandre Padilha no Ministério da Saúde. Ela enfrentou desgaste interno antes da demissão. Padilha assumiu a pasta para reforçar o perfil político do comando.

Lula amplia uso do sigilo para negar acesso a dados públicos

sigilo Lula

BRASÍLIA, 12 de janeiro de 2026 – O sigilo passou a liderar as justificativas usadas por órgãos federais para recusar pedidos feitos com base na Lei de Acesso à Informação (LAI). Durante a atual gestão de Lula, mais de um terço das solicitações negadas nos últimos três anos recebeu esse enquadramento. O levantamento é do jornal O Estado de S.Paulo. No período sob comando do petista, 34% das recusas tiveram como fundamento algum tipo de restrição de acesso. O índice supera o registrado no governo Jair Bolsonaro, quando a taxa ficou em torno de 28% entre 2019 e 2022. A tendência contrasta com os primeiros anos de vigência da LAI. Entre 2012 e 2018, a principal razão para negar informações era a presença de dados pessoais, como elementos ligados à intimidade, à honra ou à imagem dos cidadãos. O sigilo liderou apenas em 2016. A Controladoria-Geral da União, responsável pela supervisão e pelos recursos da LAI, sustenta que o governo mantém elevado nível de transparência.

Relatório mostra que política fiscal de Lula é insustentável

relatório Lula

BRASÍLIA, 05 de janeiro de 2026 – A Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado Federal divulgou o seu 107º Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF). Segundo o documento, publicado em 18 de dezembro, o ritmo de crescimento das despesas públicas ultrapassa o das receitas, o que, na prática, torna o cenário insustentável no longo prazo. O relatório é especialmente crítico em relação ao arcabouço fiscal, implantado em 2023. “Toda e qualquer regra fiscal deve cumprir dois papéis fundamentais: disciplinar os gastos e ancorar expectativas. Diante da extrema rigidez do orçamento público brasileiro, do acelerado crescimento das despesas obrigatórias e das dificuldades de produção de superávits primários, estão sendo feitas exclusões de despesas das regras, o que tem contribuído para abalar a credibilidade do arcabouço e alimentar incertezas sobre a sustentabilidade do atual regime fiscal”, afirma o relatório. A IFI é um órgão técnico, sem filiação partidária, que monitora a economia e é vinculado ao Senado Federal. Para os analistas do RAF, a substituição do teto de gastos (2016) pelo arcabouço (2023) rebaixou metas e permitiu que diversas despesas ficassem fora da apuração oficial. O documento cita, como exemplos dessas exclusões, os precatórios, despesas com defesa nacional, gastos temporários com educação e saúde, auxílio a empresas afetadas pelo tarifaço de Trump, ressarcimento de descontos indevidos no INSS, investimentos de estatais e a reestruturação dos Correios. Com essas manobras, estimou o relatório, cerca de R$ 170 bilhões em despesas ficarão fora das metas nos primeiros três anos de vigência da nova âncora fiscal. Este cenário de desequilíbrio persiste mesmo com o aumento da arrecadação. PROJEÇÕES ECONÔMICAS E DÍVIDA O documento apresenta suas projeções para a economia brasileira, destacando a desaceleração do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo a IFI, a economia deve crescer 2,3% em 2025, mas perderá fôlego em 2026, com uma expansão projetada de apenas 1,7%. Essa perda de ritmo reflete a moderação do consumo das famílias e o enfraquecimento dos investimentos, influenciados por juros reais elevados – que por sua vez, não caem pelo descontrole nos gastos. No campo da inflação (IPCA), o relatório mostra sinais de arrefecimento: A queda na inflação poderia abrir caminho para que o Banco Central iniciasse a redução da taxa Selic — atualmente em 15,0% — a partir do primeiro trimestre de 2026. Contudo, o relatório aponta que o resultado primário do Governo Central permanecerá deficitário no curto prazo. Para 2026, estima-se um déficit de R$ 90,6 bilhões (0,7% do PIB). Embora o cumprimento formal da meta fiscal seja considerado factível pelo limite inferior, a IFI alerta que isso depende “excessivamente” de abatimentos e exclusões.

Denúncias de assédio moral disparam no governo Lula

assédio governo

BRASÍLIA, 05 de janeiro de 2026 – O governo Lula recebeu 7.227 denúncias de assédio moral em 2025, o que equivale a uma média de 20 registros por dia. Os dados da Controladoria-Geral da União (CGU), obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo, mostram um aumento de 62% sobre 2024 e um crescimento de aproximadamente 600% em relação ao ano de 2020. As queixas foram feitas nas ouvidorias de 301 órgãos públicos. A própria CGU lidera o ranking interno, com 676 casos reportados. Na sequência, aparecem o Ministério do Trabalho, com 325 denúncias de assédio moral, e o Ministério da Saúde, com 198.

Lula pagou valor recorde em emendas parlamentares em 2025

Emendas recorde

BRASÍLIA, 02 de janeiro de 2026 – O governo federal pagou R$ 31,5 bilhões em emendas parlamentares ao longo de 2025, maior valor já registrado em um único ano. Os recursos fazem parte do Orçamento da União e foram destinados a indicações de deputados e senadores para obras e projetos regionais. Do total pago em emendas parlamentares, R$ 31,5 bilhões correspondem a emendas impositivas e discricionárias. Os dados apontam que a liberação se intensificou no fim do ano, após entendimento firmado entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional. Informações do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento indicam que 67% das emendas parlamentares empenhadas foram pagas em 2025. Ao todo, R$ 47 bilhões foram empenhados, valor próximo ao limite autorizado, que chegou a R$ 48,5 bilhões após ajustes no Orçamento. As emendas empenhadas correspondem aos valores formalmente reservados para execução. Inicialmente, a Lei Orçamentária Anual previa R$ 50 bilhões em emendas parlamentares, mas o montante foi reduzido ao longo do exercício financeiro. Entre os pagamentos realizados, 83,1% foram de emendas impositivas. Desse total, R$ 19,9 bilhões destinaram-se a emendas individuais e R$ 6,3 bilhões às bancadas estaduais, conforme registros oficiais do Ministério do Planejamento. Além disso, R$ 5,3 bilhões foram pagos em emendas não obrigatórias, vinculadas às comissões temáticas do Congresso Nacional. Esse tipo apresentou execução de 47,7%, o menor percentual entre as modalidades de emendas parlamentares em 2025. Mesmo com execução parcial, o governo empenhou R$ 11,2 bilhões em emendas de comissão, o equivalente a 98% do previsto. Os valores empenhados e não pagos foram classificados como restos a pagar, podendo ser quitados em exercícios seguintes. Os restos a pagar somam R$ 5,9 bilhões em emendas individuais, R$ 5,3 bilhões em emendas de bancada e R$ 4,3 bilhões em emendas de comissão. Esses montantes permanecem registrados no Orçamento da União.

Governo Lula libera R$ 1,5 bilhão em emendas no Natal

emendas Natal

BRASÍLIA, 30 de dezembro de 2025 – O governo Lula (PT) desembolsou R$ 1,53 bilhão dos cofres públicos em emendas parlamentares ao longo da semana que incluiu o feriado de Natal. O volume coloca o período como o sétimo maior em pagamentos de emendas registrado em 2025, segundo dados do Orçamento. Com esse repasse, o total pago pelo Executivo federal em emendas neste ano alcançou R$ 30,2 bilhões. Além disso, apenas na última semana, o governo empenhou outros R$ 2,6 bilhões, elevando para R$ 44,7 bilhões o montante já comprometido — o equivalente a 92% dos R$ 48,5 bilhões previstos para emendas parlamentares no Orçamento de 2025. As emendas parlamentares são recursos do Orçamento da União cuja execução ocorre conforme indicação de deputados e senadores, direcionados principalmente a obras e projetos em estados e municípios. Nos últimos anos, esse tipo de despesa ganhou peso crescente no Orçamento federal e se tornou foco de disputas entre os Três Poderes. Enquanto o Congresso busca ampliar sua participação na destinação dos recursos, o Supremo Tribunal Federal tem suspendido pagamentos sob o argumento de falta de transparência. Do total pago na semana do Natal, a maior fatia — 55% — foi destinada às emendas de bancadas estaduais, que têm execução obrigatória. Esse grupo recebeu R$ 831 milhões. As emendas de comissão, cuja liberação é facultativa, somaram R$ 416 milhões, correspondendo a 27% do total. Já as emendas individuais responderam por R$ 270 milhões, ou 18% dos pagamentos realizados no período. Entre os parlamentares, deputados federais concentraram a maior parte dos valores pagos na semana, com R$ 500 milhões referentes a emendas individuais e de comissão. Os senadores receberam R$ 186 milhões em pagamentos relativos às indicações feitas por eles. Apesar de ainda haver R$ 99,5 milhões disponíveis em emendas Pix — modalidade de emenda individual que permite a transferência direta de recursos a estados e municípios, sem indicação prévia de finalidade —, não houve liberação desse tipo de verba durante a semana do Natal.

Fila do INSS sobe e se aproxima de 3 milhões no governo Lula

INSS Lula

BRASIL, 29 de dezembro de 2025 – A fila do INSS chegou a 2,8 milhões de pessoas em outubro, durante o governo do presidente Lula, segundo dados do próprio instituto obtidos pelo portal UOL. O número inclui pedidos de aposentadorias, pensões, Benefício de Prestação Continuada, licença-maternidade e perícias para auxílio-doença em todo o país. No início da atual gestão, em janeiro de 2023, a fila do INSS somava 1,2 milhão de requerimentos em espera. Assim, o volume mais que dobrou ao longo do período, contrariando a promessa feita por Lula durante a campanha eleitoral de zerar a lista de pedidos pendentes no instituto previdenciário federal. Em nota oficial, o INSS informou que o crescimento da fila do INSS está relacionado a mudanças na legislação que ampliaram a rede de proteção social. Além disso, o órgão citou o envelhecimento da população e o novo método de cálculo da renda familiar para concessão do BPC. Segundo o instituto, a análise dos pedidos envolve a participação de outros entes públicos, o que dificulta a redução do estoque acumulado. Por isso, o INSS afirmou ter criado um comitê específico para enfrentar o problema e realizado mutirões para acelerar a análise dos requerimentos. Dessa forma, o órgão sustenta que parte do acúmulo ocorreu pela suspensão temporária de milhares de pedidos. Segundo o INSS, essa medida foi necessária após a alteração nos critérios de cálculo da renda familiar, o que gerou impacto direto sobre a tramitação dos processos do BPC. GARGALOS NAS PERÍCIAS Durante o governo Lula, a fila do INSS referente ao Benefício de Prestação Continuada aumentou de 511 mil pessoas, em junho de 2023, para 898 mil em setembro deste ano. No mesmo período, a fila de aposentadorias caiu de 357 mil para 283 mil pedidos.

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