Lula é acusado de criar inimigo externo para encobrir crise

BRASÍLIA, 11 de julho de 2025 – Parlamentares da oposição atribuíram a decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros à política externa do governo Lula. Segundo os críticos, a medida seria uma reação ao alinhamento ideológico do Brasil com regimes autoritários e ao tom antiamericano adotado em eventos internacionais. Além disso, acusam o presidente de usar o conflito para mascarar dificuldades econômicas internas. O deputado Filipe Barros (PL-PR) afirmou que a taxação é uma resposta direta às ações do governo Lula. “Ele quer um culpado externo para justificar o desastre econômico”, disse. Na mesma linha, Gilson Marques (Novo-SC) criticou a postura do Itamaraty, comparando-a a uma disputa desigual. Enquanto isso, Alfredo Gaspar (União-AL) acusou o presidente de priorizar interesses ideológicos em detrimento das relações comerciais.
Lula indica aliada de Dino e nome próximo a Moraes para TSE

BRASÍLIA, 10 de julho de 2025 – O presidente Lula oficializou nesta semana as indicações para as vagas abertas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e no Superior Tribunal de Justiça (STJ). No TSE, Lula optou por reconduzir o ministro Floriano de Azevedo Marques e indicar a advogada Estela Aranha, que foi secretária no Ministério da Justiça. Floriano Marques tem ligação direta com o ministro Alexandre de Moraes, atual integrante do Supremo Tribunal Federal (STF). Já Estela Aranha atuou na gestão de Flávio Dino quando este comandava o Ministério da Justiça. A escolha de ambos reforça vínculos com figuras centrais da Suprema Corte. Para o STJ, Lula escolheu a procuradora de Justiça de Alagoas, Marluce Caldas. Ela é tia do prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, conhecido como JHC. A nomeação preenche a vaga que estava aberta desde o ano passado e que aguardava definição após a entrega das listas tríplices ao presidente, em outubro de 2023. Em maio, Lula já havia nomeado o desembargador Carlos Brandão para uma das vagas. Marluce figurava entre as favoritas para o segundo posto, embora enfrentasse resistências políticas locais, já que seu sobrinho JHC é filiado ao PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas cogita apoio ao governo federal em 2026.
Governo Lula bate recorde em junho com alta do IOF

BRASÍLIA, 9 de julho de 2025 – A arrecadação federal com o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) somou R$ 8 bilhões em junho, segundo dados do Siga Brasil divulgados pelo Estadão e conferidos pela CNN. O valor representa um incremento de R$ 2,1 bilhões em relação a maio, impulsionado pelo decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que elevou as alíquotas do imposto naquele mês. O montante é o maior já registrado para um mês desde 2005. Também supera em R$ 2,6 bilhões a média dos 12 meses anteriores e em R$ 4,1 bilhões a média histórica dos meses de junho, já com correção pela inflação. Fontes da Receita Federal confirmam que o número é “próximo” do resultado final, mas destacam que os dados oficiais só serão apresentados na coletiva de arrecadação, prevista antes do relatório bimestral de receitas e despesas, que será divulgado até 22 de julho. O decreto original com o aumento das alíquotas foi publicado em 22 de maio, mas sofreu recuo parcial no dia seguinte, após reação negativa sobre o impacto em investimentos no exterior.
TCU apura R$ 19 mi do governo a ONG ligada a sindicato

BRASÍLIA, 9 de julho de 2025 – O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu investigação sobre repasses que somam R$ 19,1 milhões realizados pelo governo federal à ONG Unisol (Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários do Brasil). A entidade foi criada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, localizado em São Bernardo do Campo (SP), reduto histórico do Partido dos Trabalhadores (PT). Desde o início do terceiro mandato do presidente Lula, o governo firmou oito convênios com a ONG. Os contratos foram celebrados por meio dos ministérios do Trabalho, dos Direitos Humanos e do Desenvolvimento Agrário, todos sob controle do PT. Parte dos recursos repassados à Unisol foi utilizada para financiar eventos e iniciativas vinculadas à agenda ideológica do partido. O caso ganhou destaque após reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo no final de junho, que detalhou os investimentos e a trajetória da ONG. De acordo com o levantamento feito pelo Estadão, os valores transferidos à Unisol cresceram exponencialmente na atual gestão. Enquanto a média anual dos últimos dez anos girava em torno de R$ 1 milhão, em 2024 o montante chegou a quase R$ 18 milhões. OPOSIÇÃO LEVA CASO AO TCU Após a divulgação da reportagem, o deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS), vice-líder da oposição na Câmara, formalizou uma representação junto ao TCU. No pedido, ele cobra apuração dos contratos e maior transparência no uso dos recursos públicos.
Estadão: Lula repassa bilhões a ONGs sem critérios claros

BRASIL, 8 de julho de 2025 – Um texto publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo nesta terça (8) aponta que o governo Lula (PT) tem destinado bilhões de reais a ONGs com vínculos com aliados políticos, sem critérios técnicos rigorosos e com indícios de aparelhamento partidário. Segundo o levantamento, os repasses a essas entidades dobraram em dois anos: saltaram de R$ 6 bilhões em 2022 para R$ 13,9 bilhões em 2024. De acordo com o jornal, o volume de recursos não seria, por si só, motivo de preocupação, mas as evidências apontam um modelo de financiamento paralelo de organizações ideologicamente alinhadas ao PT, em desacordo com os princípios constitucionais de legalidade, impessoalidade e eficiência. CASOS SOB SUSPEITA Entre os casos destacados está o da ONG Unisol, ligada ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, berço político de Lula. A entidade firmou oito convênios com o governo, somando R$ 19,1 milhões, incluindo um contrato de R$ 15,8 milhões para remoção de lixo em terra yanomami — a mais de 3 mil quilômetros da sede da organização, um espaço de 40 m² no subsolo do sindicato. Os recursos foram liberados em parcela única antes do início das atividades. O Tribunal de Contas da União (TCU) suspendeu os repasses após divergências entre pareceres técnicos. Outra organização investigada é a responsável pelo Programa Cozinha Solidária, ligada a um ex-assessor dos irmãos Tatto (PT-SP). O Ministério do Desenvolvimento Social liberou R$ 5,6 milhões à ONG, que subcontratou outras entidades também ligadas ao PT. Segundo os relatórios, há indícios de emissão de recibos por marmitas não entregues. Empresas pertencentes ao presidente da ONG e a um sobrinho dele foram contratadas com verba pública.
Nova diretoria do PT será eleita sem urnas eletrônicas

BRASIL, 07 de julho de 2025 – O Partido dos Trabalhadores (PT) realizou neste domingo (6) eleições internas em todo o Brasil utilizando exclusivamente cédulas de papel, método adotado após a Justiça Eleitoral negar o empréstimo de urnas eletrônicas. O pleito definiu novos dirigentes municipais, estaduais e o sucessor da deputada Gleisi Hoffmann na presidência nacional da legenda, cargo ocupado interinamente pelo senador Humberto Costa (PE) desde março. Pelo menos quatro Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) – Alagoas, Minas Gerais, Espírito Santo e Pernambuco – recusaram o pedido do PT para uso das urnas, citando questões logísticas e de segurança.
Gastos judiciais com BPC sob Lula superam R$ 30 bilhões

BRASÍLIA, 07 de julho de 2025 – O governo do presidente Lula desembolsou mais de R$ 30 bilhões desde janeiro de 2023 para o pagamento do Benefício de Prestação Continuada (BPC) a pessoas que obtiveram acesso por meio de decisões judiciais. O montante supera os R$ 27,8 bilhões liberados durante todo o mandato de Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022. O BPC garante um salário mínimo por mês a idosos com 65 anos ou mais e a pessoas com deficiência em situação de baixa renda. Contudo, o crescimento no número de concessões via Justiça tem pressionado as contas públicas. Em maio de 2025, quase 15% dos beneficiários dependiam de decisão judicial, enquanto essa proporção era pouco superior a 10% no início de 2019. JUDICIALIZAÇÃO DO BENEFÍCIO AUMENTOU DESDE 2020 Desde 2020, a judicialização do BPC tem crescido de forma constante. O número de beneficiários que recebem o auxílio por ordem da Justiça passou de 470 mil em janeiro de 2019 para quase 950 mil em maio de 2025. Isso representa um aumento de mais de 100% nesse período, segundo dados oficiais. Atualmente, o programa beneficia cerca de 6,5 milhões de pessoas em todo o país, o que indica um crescimento de 25% desde o início do atual mandato. O avanço nas concessões tem elevado o custo total do programa, que pode ultrapassar os R$ 120 bilhões previstos para este ano. Diante da escalada de gastos e do aumento das decisões judiciais, o governo federal acionou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O órgão editou uma norma que entra em vigor apenas em março de 2026 e define critérios padronizados para a concessão judicial do BPC. Entre as exigências da nova regra, está a aplicação obrigatória da avaliação biopsicossocial para beneficiários com deficiência. Esse método, já utilizado na via administrativa, considera fatores médicos, sociais e ambientais analisados por uma equipe multiprofissional.
Aposta global de Lula desmorona após seguidos fracassos

BRASIL, 03 de julho de 2025 – Com falas controversas fora do país, gafes, posturas polêmicas em temas sensíveis e crescente desprestígio em eventos com líderes globais, inclusive os organizados pelo Brasil, o presidente Lula (PT) viu seu sonho de protagonismo na cena externa afundar antes do fim do mandato. Esse retrato de decadência e isolamento foi resumido por reportagem da revista britânica The Economist, apontando que o Brasil, outrora símbolo de projeção dentre os países emergentes, se tornou irrelevante em debates geopolíticos centrais e está cada vez mais desalinhado do Ocidente. O texto destaca a incoerência da política externa brasileira, com notório distanciamento dos Estados Unidos e aproximação crescente de regimes autoritários, como China, Irã e Rússia. A crítica maior vem ao citar nota do Itamaraty que condenou ataques americanos a alvos nucleares iranianos. A vinda de delegação iraniana à cúpula do Brics, que inicia no domingo (6), no Rio de Janeiro, é vista pela revista como prova de antagonismo com os EUA. O Brasil transparece como refém das agendas de China e Rússia, cujos líderes autocráticos, Vladimir Putin e Xi Jinping, não comparecerão ao encontro.