STF decide tornar ex-juiz Sergio Moro suspeito e Lula comemora

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O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quarta-feira (23), tornar Sergio Moro, ex-juiz da Lava Jato de Curitiba (PR), suspeito no processo do triplex do Guarujá, que levou à condenação e prisão do ex-presidente Lula em 2018. Em sessão realizada através de videoconferência, os ministros do Supremo oficializaram a suspeição por 7 votos contra 4. Foram favoráveis pela suspeição os ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Nunes Marques, Ricardo Lewandoski e Rosa Weber. Marco Aurélio e Fux se posicionaram contra o entendimento de que Moro foi um juiz suspeito, acompanhando o relator Edson Fachin e Luís Roberto Barroso. Após a decisão, o petista comemorou nas redes sociais publicando no Twitter que “A verdade venceu”.

Atos pró-Bolsonaro deixam oposição sob estado de alerta

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Atos em favor do presidente da República, Jair Bolsonaro, neste sábado (12), organizados há pouco mais de um mês, ganharam muita visibilidade, foram manchete na imprensa e preocupam oposição. O ex-presidente Lula, por exemplo, rapidamente reagiu à grande adesão das manifestações pró-governo. “Ele junta os milicianos dele, muita gente não tem máscara, e parece que faz de provocação. É um problema da responsabilidade dele e eu não vou agir desse jeito”, criticou o petista, ignorando os atos da esquerda na Avenida Paulista ocorridos no mês anterior. Inicialmente, o “Acelera Para Cristo” aconteceria sem a presença do presidente. No entanto, após Bolsonaro anunciar presença no evento, o número de pessoas comparecendo no local não parava de aumentar. Por conta disso, o percurso programado foi estendido devido ao grande número de motociclistas que surpreenderam a todos, inclusive aliados do presidente. Além dos partidos de esquerda, a adesão ao atos preocuparam ainda mais o governador João Dória (PSDB). Desejando ser candidato em 2022 como um nome viável entre a polarização da esquerda contra a direita, o governador já pensa em abrir total caminho para o PT no combate a uma possível vitória do presidente Bolsonaro logo no 1º turno.

Bolsonaro fala sobre Lula e eleições de 2022

APOIADORES ALVORADA

O presidente da República, Jair Bolsonaro, conversou com apoiadores no Palácio da Alvorada nesta terça-feira (25) e afirmou que quem está insatisfeito com seu governo, tem Lula para votar no ano que vem. “Tem algum posicionamento seu a favor do 31 de março de 1964? Vieram todos para cima da gente naquela época. Eu não vou discutir esse assunto aqui. Para quem não está contente comigo, tem Lula em 2022”, afirmou Jair Bolsonaro. A afirmação foi uma resposta ao questionamento de uma mulher que cobrou maior eficácia do governo federal, alegando que o povo, os ministros e o próprio presidente está sofrendo.

MRV, do dono da CNN Brasil, é investigada por trabalho escravo

RUBENS MENIN CNN BRASIL

Operação realizada pelo Ministério da Economia, Ministério Público do Trabalho, Defensoria Pública da União e Polícia Federal resgata 16 trabalhadores em condições análogas a de escravo em obras da empresa de Rubens Menin – dono da CC Brasil -, a MRV Engenharia. O resgate dos empregados no Rio Grande do Sul ocorreu nas cidades de São Leopoldo e Porto Alegre, cuja investigação dá conta de que os às vítimas eram seduzidas em municípios do interior do Maranhão e tinham que pagar até R$ 500 reais pela vaga de trabalho, o que é proibido por lei. Ao chegarem no local, os funcionários eram surpreendidos com a inexistência de garantia de recursos para voltarem às suas cidades de origem. Além do trabalho forçado, a operação constatou tráfico de seres humanos para exploração laboral. Em nota, a MRV Engenharia afirmou que “não compactua com nenhuma irregularidade na contratação de colaboradores […] suspendeu imediatamente o contrato com a empresa de recrutamento citada no caso […] apresentou todos os esclarecimentos e documentos que comprovam que os trabalhadores foram contratados de forma regular”. Coincidentemente, o empresário Rubens Menin – mineiro de 65 anos, engenheiro civil e fundador da MRV Engenharia junto com sócios-familiares em 1979 -, detém 100% da CNN Brasil, emissora que faz oposição à escravidão moderna nos Estados Unidos e possui um projeto com o lema “Escravidão não é algo do passado”, conhecido por “Freedom Project. Não é a primeira vez que a MRV Engenharia tem seu nome envolvido em casos de trabalho escravo , entre os quais você pode verificar aqui . Além disso, Rubens Menin, “‘embaixador’ do Minha Casa e Minha Vida” durante o governo Lula, já admitiu que o programa social era o “patinho feio” no setor.

Bolsonaro cita FHC, Lula, Pazuello, Ricardo Salles, entre outros

LIVE PRESIDENTE

Durante transmissão ao vivo em suas redes sociais na noite desta quinta-feira (20), Jair Bolsonaro, presidente da República, comentou sobre Lula, Dilma, Pazuello, Ricardo Salles, FHC, CPI e cloroquina. Logo no início da live, o presidente reagiu a um depoimento em que Fernando Henrique Cardoso alegou que votaria em Lula no segundo turno contra Bolsonaro, e disse que tinha vontade de financiar uma nova invasão ao lembrar que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra invadiu uma fazenda da família do ex-presidente tucano no interior de Minas Gerais, em 2020. “O próprio PT, no governo Lula e Dilma, foram recordistas em invasões de terra. Até no governo FHC também existia isso. Até teve uma passagem bastante notória naquele momento, que invadiram a fazenda do Fernando Henrique Cardoso. Esse FHC que está dizendo agora que vai votar no Lula. Olha a cara de pau. Esse cara de pau FHC dizendo que agora vai votar no Lula. Dá uma vontade de soltar um dinheirinho para o MST da região da fazenda do FHC para o pessoal invadir de novo lá, quem sabe ele aprenda”, afirmou o presidente. No contexto da Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid, Jair Bolsonaro elogiou o ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, e que, desde que sentiu sintomas de doença, fez uso antecipado de medicamento de forma preventiva e por isso se recuperou rapidamente. “[…] o Pazuello foi muito bem. Mas a CPI continua sendo um vexame nacional. Não querem investigar o desvio de recurso. Querem falar sobre […] aquele negócio que o pessoal usa para combater a malária […] Tomei aquele negócio para combater a malária e, no dia seguinte, estava bom. E vou dizer mais: há poucos dias, estava sentindo mal e, antes mesmo de procurar o médico […] Tomei, fiz exame, não estava [infectado]. Mas, por precaução, tomei. Qual o problema? Eu vou esperar sentir falta de ar para procurar um hospital?”, disse Bolsonaro. O presidente também comentou sobre Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, alvo de uma operação da Polícia Federal desde a última quarta-feira (19). “[…] o Brasil é um país complicado, bastante complicado […] O ministro Ricardo Salles, um excepcional ministro, mas as dificuldades que ele tem junto a setores aparelhados do Ministério Público, os xiitas ambientais, as dificuldades são enormes”, declarou. Em transmissão ao vivo, Jair Bolsonaro também citou integrantes da CPI da Covid, mencionando os senadores Eduardo Braga (MDB-AM), Humberto Costa (PT-PE), Omar Aziz (PSD-AM) e o relator da comissão, Renan Calheiros (MDB-AL).

Número de apoiadores de Bolsonaro que foram às ruas crescem

BOLSONARO CEU

Após as manifestações do último final de semana realizadas em diversas cidades do Brasil, tendo como palco central a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, o ato deste sábado (15) completou três semanas consecutivas de apoio ao presidente da República neste mês de maio. Além de colocar em dúvida resultados recentes de pesquisas eleitorais, visto que o Datafolha apontou que Jair Bolsonaro perde para o ex-presidente Lula em todas as sondagens, o levantamento não deixa o presidente desconfortável, gerando, inclusive, preocupação em adversários políticos de Bolsonaro, entre os quais já cogitam uma possível vitória do atual presidente ainda no primeiro turno. Vale ressaltar que o Datafolha carrega um histórico negativo por tradicionalmente cravar números bem distantes da realidade, além de errar resultados oficiais das eleições. Por conta disso, adversários do presidente tem cogitado desistir das disputais eleitorais em 2022, cuja oposição deve unir forças para garantir a viabilidade de Lula já que ele é tido como o único nome capaz disputar com Bolsonaro e assegurar um espaço no segundo turno. Além de desmontar a narrativa de que o presidente não conseguiria repetir o feito de 2018, o fato de Bolsonaro ainda reunir multidão de apoiadores em meio à crise sanitária, econômica e política atravessada pelo país evidenciam uma tendência conservadora cada vez mais sólida e atuante refletindo os números nas ruas.

Lula ignora Flávio Dino e atrapalha plano comunista no Maranhão

Lula e Flavio Dino

Nos últimos dias o ex-presidente Lula protagonizou uma série de ações políticas que devem bagunçar o grupo do governador Flávio Dino (PCdoB) e minar sua liderança política no estado. A reunião com o ex-presidente José Sarney e o apoio ao senador Weverton Rocha (PDT) ao governo do estado são, indiscutivelmente, ações que afrontam a liderança comunista no estado. O ex-presidente José Sarney, tido como principal adversário de Flávio Dino no estado, foi cortejado por Lula na última sexta. O petista divulgou em suas redes sociais uma foto com Sarney que expõe o laço de amizade entre os dois e o desejo de Lula em contar com o apoio do maranhense em sua base de apoio para a eleição presidencial de 2022. O gesto de devoção de Lula a Sarney agravou uma outra ação acontecida ainda nesta semana: o apoio ao senador Weverton Rocha. Weverton disputa a vaga de candidato da frente de esquerda no estado para a sucessão de Flávio Dino. Recentemente o governador deu declarações e se movimentou de forma a deixar claro que não irá apoiar o pedetista Weverton. O comunista prefere o vice-governador, Carlos Brandão (PSDB). A disputa entre Brandão e Weverton deve se acirrar nos próximos meses. Alguns esperam uma guerra civil pelo poder que pode ter os mesmos resultados de 2020. Na ocasião a base do governador saiu rachada por conta do confronto entre o deputado estadual Neto Evangelista (DEM), Rubens Jr (PCdoB) e Duarte Jr (Republicanos), todos membros do grupo governista que se engalfinharam no pleito. A desunião entre eles facilitou a vitória do já favorito Eduardo Braide (Podemos) na eleição da capital. Apesar de não declarar publicamente e de fazer juras de lealdade ao ex-presidente Lula, Flávio Dino tem sua liderança no estado ameaçada por Lula. Menos e um ano após o racha que quase implode sua base, agora o governador tem que gerenciar o fato de que o maior líder de esquerda no país acena para seus adversários no estado. A ação de Lula também pode interromper a campanha de Flávio Dino que visava fortalecer a base do vice-governador. Em uma tentativa de isolar Weverton Rocha, o governador iniciou uma série de reuniões, todas acompanhadas de Brandão, em que expõe seu apoio e pede ajuda na eleição dele em 2022. Recentemente o jornal Folha de São Paulo também noticiou que o PT nacional não pretende apoiar uma candidatura capitaneada pelo PSDB ao Governo no Maranhão. O fato é que a intervenção de Lula no estado à revelia do que pensa e quer o governador Flávio Dino é mais um problema que bate na porta do comunista.

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