Dezenas de siris são encontrados mortos na Lagoa da Jansen

SÃO LUÍS, 22 de janeiro de 2026 – Cerca de 20 siris foram encontrados mortos nos últimos dias em trechos da Lagoa da Jansen, na capital maranhense. A Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Maranhão (SEMA) investiga as possíveis causas. Os crustáceos foram localizados em diferentes pontos da laguna, em meio a resíduos como restos de comida, plásticos e calçados descartados. Nesta quinta (22), técnicos da SEMA realizaram vistoria no local e coletaram amostras de água para análise em laboratório. O resultado final deve ser divulgado em até sete dias. De acordo com a secretaria, os siris mortos não foram recolhidos para análise devido à falta de uma equipe especializada para o procedimento. A causa da morte dos animais ainda não foi confirmada.
Justiça impõe fiscalização de ruídos na Lagoa da Jansen

MARANHÃO, 13 de janeiro de 2026 – A Justiça do Maranhão determinou que o Município de São Luís e a Procuradoria Geral do Estado realizem fiscalização periódica nos bares do entorno da Lagoa da Jansen. O juiz Douglas de Melo Martins proferiu a sentença no dia 12 de janeiro, atendendo a uma ação do Ministério Público. A decisão da Justiça visa combater a poluição sonora e revisar licenças de funcionamento, utilizando o poder de polícia para coibir as irregularidades. A medida surgiu após uma denúncia de um morador sobre excesso de barulho na região do Jardim Renascença. O Ministério Público instaurou um inquérito civil que identificou a ausência de isolamento acústico e de licenciamento ambiental em vários estabelecimentos. Além disso, as investigações apontaram falhas na atuação da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SEMA). Conforme o processo, a SEMA concedia autorizações sem a realização de vistorias prévias e sem uma fiscalização adequada posterior. A competência para essa fiscalização foi delegada do estado para o município em 2018, mas a transferência não veio acompanhada da estrutura necessária. Dessa forma, não houve a disponibilização de equipamentos como decibelímetros nem a qualificação de pessoal técnico. Essa falta de recursos resultou em uma atuação considerada reativa e ineficiente no controle da poluição sonora.
Pré-candidato do NOVO defende privatização da Lagoa da Jansen

SÃO LUÍS, 09 de agosto de 2023 – O historiador e advogado Diogo Gualhardo Neves defendeu a privatização do Parque da Lagoa da Jansen em artigo publicado no Imirante.com. Em seu artigo, Gualhardo fez um pequeno histórico do parque elencou problemas crônicos do lugar. “Segue o Parque Estadual da Lagoa da Jansen a sorte comum das obras entregues e sem manutenção, que tanto caracterizam a nossa amada, mas menosprezada terra”, disse. DESPERDÍCIO Em entrevista ao Ipolítica, Gualhardo afirmou que o Parque da Lagoa da Jansen é desperdício turístico e econômico. “Temos uma área que fica a poucos quilômetros do Centro Histórico e vizinha da praia. Poderia ser um amplo balneário multiuso que englobasse desde gastronomia, à prática esportiva, visitação e balneário. Toda uma estrutura que iria gerar muitos empregos no seu entorno. Só que não.”, disse. Pré-candidato do NOVO para a Prefeitura de São Luís nas eleições de 2024, Gualhardo afirmou que o descaso com o Parque da Lagoa da Jansen deveria envergonhar a classe política maranhense. “Deixar que um cartão postal com tanto potencial econômico seja transformado em depósito de esgoto é uma situação vexatória que deveria enrubescer de vergonha todos os políticos do estado”, criticou. PRIVATIZAÇÃO Questionado sobre como se daria a privatização do parque, Gualhardo explicou que o modelo poderia ser feito por meio de concessão para exploração econômica mediante a investimentos. “A empresa vencedora do processo iria comprometer-se a assumir, cuidar e melhorar as áreas públicas, tratar da despoluição do espelho d´água e explorar economicamente uma parcela das outras áreas”, disse. Indagado sobre a viabilidade da proposta, Gualhardo explicou a situação do Parque Nacional do Iguaçu. “A concessão custou mais de R$ 300 milhões e foram feitos investimentos de outras centenas de milhões. À primeira vista parece caro, certo? Só que por ano são 2 milhões de visitantes a um custo médio de R$ 50. Anualmente o faturamento supera R$ 100 milhões em um contrato de 30 anos”, disse. Diogo acredita que o potencial turístico de São Luís e uma concessão voltada para despoluição iriam ser grandes atrativos. “Se realmente quisesse resolver o problema, o Governo do Estado daria a concessão a custo zero, exigindo apenas a parâmetros rígidos para a despoluição, balneabilidade, requalificação e manutenção das áreas públicas. Isso iria atrair o interesse e os investimentos inexistentes atualmente”, concluiu.
Deputado pede urgência do Governo para resolver seca da Lagoa

No último final de semana, moradores e usuários da Lagoa da Jansen notaram que o nível da água da laguna estava abaixo do normal e reclamaram do mau cheiro e a incidência de peixes mortos no local. Por se tratar de uma responsabilidade estadual, o deputado Neto Evangelista (União Brasil) pediu providências urgentes do Governo do Maranhão para solucionar a seca da Lagoa da Jansen. “Por falta de manutenção, a comporta quebrou e está escoando água direto, dia e noite. O estado precisa tomar uma providência urgente senão a lagoa vai secar”, lamentou Neto. O parlamentar ressaltou ainda que fez contato com o secretário de estado de Infraestrutura, Aparício Bandeira, relatando a situação e solicitando medidas urgentes. “O secretário nos atendeu e disse que enviará uma equipe ao local para fazer a manutenção da comporta quebrada. Se não fizer essa manutenção urgente a consequência é que em 40 dias a lagoa fique completamente seca”, finalizou Neto Evangelista. O que diz o Governo O Governo informa que, regularmente, realiza a operação de abertura e fechamento da comporta do vertedouro, que permite a comunicação entre a Lagoa da Jansen (laguna) e o mar, dentro dos parâmetros técnicos que proporcionam a renovação da água e oxigenação. Esse procedimento tanto diminui o odor quanto aumenta a quantidade de espécies de peixes encontrados por lá. A Secretaria de Estado de Infraestrutura do Maranhão afirma que, recentemente, desenvolveu, em conjunto com a Secretaria de Governo (Segov), uma investigação para diagnosticar o problema de dificuldade de manutenção no nível da água da lagoa, levando em consideração que a operação de abertura e fechamento segue sendo realizada corretamente e, apesar disso, há perda de volume muito grande de água. A Sinfra alega que já está no desenvolvimento de projetos de engenharia para intervencionar e fazer o reparo no canal que está apresentando problema. Só depois da materialização dos projetos que a execução das obras de reparo terão início.