Mical critica prisão de Bolsonaro e alerta risco institucional

MARANHÃO, 7 de agosto de 2025 – A deputada estadual Mical Damasceno (PSD) usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Maranhão para se posicionar contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Para a parlamentar, a medida é desproporcional e perigosa para a democracia brasileira. “Estamos punindo um homem antes mesmo de provar qualquer crime. Falo de uma tentativa de golpe que não existiu e de acusações frágeis que não se sustentam”, afirmou. Mical questionou o atual momento político do país. “Até onde iremos com essa lógica de condenar primeiro e julgar depois?”, indagou.
Flávio Dino vota por manter tornozeleira em Bolsonaro

BRASÍLIA, 21 de julho de 2025 – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, votou nesta segunda (21) a favor da manutenção das medidas cautelares impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, entre elas o uso da tornozeleira eletrônica. O julgamento ocorre no plenário virtual da Primeira Turma da Corte. Dino acompanhou o relator do caso, Alexandre de Moraes, e foi seguido também pelos ministros Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. Até o momento, apenas o voto do ministro Luiz Fux ainda não foi registrado. A maioria dos votos já é favorável à manutenção das restrições. As medidas foram impostas no contexto das investigações que envolvem a suposta tentativa de golpe de Estado, relacionada aos atos de 8 de janeiro de 2023. Bolsonaro tornou-se um dos alvos da apuração conduzida pelo Supremo. MEDIDAS RESTRITIVAS Entre as medidas cautelares determinadas pelo relator estão o uso obrigatório da tornozeleira eletrônica, entrega do passaporte e proibição de contato com outros investigados. A decisão inicial partiu de Alexandre de Moraes. A avaliação sobre a manutenção dessas restrições está sendo realizada de forma virtual, modalidade que permite que os ministros votem sem reunião presencial. O julgamento segue até o fim do dia, quando o resultado será finalizado.
Comissões convocam reuniões para aprovar apoio a Bolsonaro

BRASÍLIA, 21 de julho de 2025 – Duas comissões da Câmara dos Deputados, presididas por parlamentares do PL (Partido Liberal), marcaram reuniões para esta terça (22) com o objetivo de aprovar moções de apoio a Jair Bolsonaro. As votações ocorrem mesmo com o Congresso em recesso até agosto, após decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que impôs medidas restritivas ao ex-presidente. A Comissão de Segurança Pública, liderada pelo deputado Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP), incluiu em pauta uma moção de solidariedade a Bolsonaro, alegando “perseguição política” e “impactos na ordem pública”. Já a Comissão de Relações Exteriores, presidida por Filipe Barros (PL-PR), analisará duas propostas: uma do deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES) que repudia as medidas do STF como “coercitivas arbitrárias”, e outra de Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), com moção de louvor ao ex-presidente.
Apoiadores de Bolsonaro realizam protestos em várias cidades

BRASÍLIA, 21 de julho de 2025 – Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) organizaram protestos com buzinaços em diversas capitais brasileiras neste domingo (20). Os atos foram registrados em cidades como Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Fortaleza e Salvador, com vídeos divulgados nas redes sociais. Além disso, caminhadas em defesa da “liberdade e democracia” foram convocadas por políticos aliados. No Espírito Santo, o senador Magno Malta (PL-ES) incentivou um protesto em Vila Velha e criticou o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Em Brasília, a deputada Bia Kicis (PL-DF) participou de uma caminhada e afirmou que os manifestantes “não desistem da luta pela liberdade”.
Bolsonaro pode pegar até 43 anos por 5 crimes, diz PGR

BRASÍLIA, 15 de julho de 2025 – A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusou formalmente o ex-presidente Jair Bolsonaro de cinco crimes que, somados, podem resultar em até 43 anos de prisão. As denúncias incluem tentativa de golpe de Estado, liderança de organização criminosa e incitação a atos violentos em 8 de janeiro de 2023. O caso será julgado pela 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). A acusação mais grave aponta que Bolsonaro chefiou uma organização criminosa armada, com pena máxima de 17 anos. A PGR alega que ele usou sua influência e agentes públicos para desestabilizar a democracia. Além disso, é acusado de tentativa de golpe (até 12 anos) e de atentar contra o Estado Democrático de Direito (até oito anos).
Petista fala em levar para a vala Bolsonaro e seus eleitores

BAHIA, 05 de maio de 2025 – O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), declarou em agenda pública, na última sexta (2), que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus eleitores deveriam ser levados “para a vala” com uma “enchedeira” — retroescavadeira usada para entulho. A fala ocorreu no município de João Dourado e causou ampla repercussão política nacional. Durante o discurso, Jerônimo criticava a atuação do ex-presidente durante a pandemia da Covid-19, especialmente em relação à postura diante dos governadores que não o apoiaram. Foi nesse contexto que usou a expressão, associando os apoiadores de Bolsonaro a resíduos descartáveis. “Tivemos um presidente que sorria daqueles que estavam na pandemia, sentindo falta de ar. Ele vai pagar essa conta dele e quem votou nele podia pagar também a conta! Fazia no pacote. Bota uma ‘enchedeira’. Sabe o que é uma ‘enchedeira’? Uma retroescavadeira, bota e leva tudo para a vala”, declarou o petista. A conotação violenta da declaração foi percebida por aliados de Bolsonaro como uma incitação ao assassinato em massa de opositores políticos. O termo “vala”, comumente associado a descarte de cadáveres, reforçou a gravidade interpretativa da fala. A expressão carrega um histórico semântico pesado. Ao longo da história política mundial, o termo foi associado a execuções sumárias e ocultação de cadáveres em valas comuns. Ao utilizar uma retroescavadeira como exemplo para remover eleitores adversários, o governador transforma a retórica política em apologia a uma ação coletiva e física de eliminação de opositores. A construção da frase, o tom e os gestos durante o discurso não deixam dúvidas sobre a literalidade da sugestão. Entre as ênfases do discurso, o governador alertou eleitores para “rejeitarem” candidatos que traiam a base governista com votos contrários, dizendo que votar em Bolsonaro era “votar contra o povo brasileiro”. “Não entregue seu voto a um deputado federal, deputado estadual ou um prefeito que tiver fazendo aqui, pega teu voto, vem aqui, conversa, e lá vota contra a gente. Quem votou no outro presidente, votou contra o povo brasileiro. De olho, de olho, rejeite o apoio de quem trouxer dinheiro e depois trair a gente com esse voto, sabe? Triste na história da gente”, concluiu.
STF corrobora decisão de Moraes sobre citação de Bolsonaro

SÃO LUÍS, 25 de abril de 2025 – Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) parecem ter adotado uma nova máxima processual: se o paciente faz live, pode receber citação. É o que sugere o entendimento majoritário da corte sobre a notificação do ex-presidente Jair Bolsonaro enquanto ele estava internado em UTI. Para quatro magistrados consultados pelo jornal O Globo, a transmissão ao vivo feita por Bolsonaro na terça (22) – na qual ele mencionou a retirada da sonda e previu alta – seria prova suficiente de que o rigor do Código de Processo Penal para citar doentes graves não se aplicava ao caso. Afinal, se há energia para falar à câmera, receber visitas de figuras como Silas Malafaia e Valdemar Costa Neto, e conceder entrevistas, por que não teria para assinar um papel judicial? Foi com essa lógica que o ministro Alexandre de Moraes determinou a citação no processo que investiga supostos crimes de tentativa de golpe de Estado, dando cinco dias para apresentação de defesa.
Yglésio critica intimação de Bolsonaro durante internação

BRASÍLIA, 24 de abril de 2025 – O deputado estadual Yglésio Moyses (PRTB-MA) criticou, nesta quarta (23), a citação judicial feita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enquanto este se encontrava internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital DF Star, em Brasília. A intimação foi motivada pela abertura de um processo no Supremo Tribunal Federal (STF) que tornou Bolsonaro réu por suposta tentativa de golpe de Estado. Segundo a decisão do STF, Bolsonaro tem o prazo de cinco dias para apresentar uma defesa prévia. A corte considerou que o ex-presidente demonstrou capacidade de comunicação ao realizar uma transmissão ao vivo nas redes sociais, fato usado para justificar a validade da citação mesmo durante a internação. Em publicação no Instagram, Yglésio acusou o ministro Alexandre de Moraes de agir de forma abusiva ao autorizar a citação judicial. O parlamentar afirmou que Bolsonaro ainda utiliza sonda nasogástrica e que seu estado de saúde é grave, o que, segundo ele, inviabilizaria qualquer tipo de intimação conforme prevê o Código de Processo Civil.