Petrobrás articula novo aumento no preço dos combustíveis

Mediante à alta internacional do petróleo por conta da guerra entre Rússia e Ucrânia, executivos da Petrobrás vão buscar, nesta semana, autorização do Governo Federal para aumentar os preços dos combustíveis em suas refinarias no Brasil. No entanto, os aumentos são sensíveis no país devido a taxa de inflação de dois dígitos em 12 meses no Brasil e para evitar a pressão diante das eleições em outubro, nas quais o presidente da República concorrerá à reeleição. Inclusive, Jair Bolsonaro (PL) disse, na última semana, que a petroleira estatal sabe da sua responsabilidade e o que pode fazer para que os preços dos combustíveis no Brasil não disparem. A Petrobrás alega estar vendendo combustíveis com desconto em comparação com o combustível internacional e que a direção da empresa alertará o governo de que há risco de desabastecimento de combustível em diferentes regiões do país.
Lula derrete em pesquisa e cai cerca de 25% em poucas semanas

Entre 16 e 18 de janeiro o Poder Data realizou uma pesquisa que apontava o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva com 54% das intenções de voto. Em seguida aparecia o presidente Jair Bolsonaro com 32%. Nesta quarta (2) o instituto divulgou nova pesquisa em que mostra o ex-presidente com 40%. A queda de 14% indica um derretimento geral de 25% nas intenções de voto. Enquanto o petista vê sua intenção de voto despencar, Bolsonaro segue estável com 32%. A pesquisa que mostra Lula com 54% pode ser acessa AQUI. E a mais recente em que o petista tem 40% está AQUI. As três pesquisas realizadas refletem uma queda acentuada de Lula e podem identificar que o fim da pandemia pode beneficiar Bolsonaro. Além disso, a queda pode justificar a tese que alguns analistas defendem tempos atrás. Segundo ela, assim que o eleitor for instado a comparar os dois, a tendência é que a disputa seja mais acirrada do que a diferença alcançada por Lula. A queda real da diferença (22 para 8) representa um tombo de 63%. As declarações recentes de censura das redes sociais e apoio a regimes totalitários também podem ter tido efeito negativo na avaliação da candidatura de Lula. O resultado obtido pelo PoderData também está sendo verificado em outros institutos e corrobora a tese. Há semanas petistas e entusiastas da candidatura do petista começam a mostrar preocupação com os resultados.
Manifestantes do 7 de setembro assombram Flávio Dino

Mesmo sendo governador, com o apoio dos 3 primeiros colocados nas pesquisas e sem concorrente definido, Flávio Dino não consegue a maioria absoluta entre os eleitores do estado nas eleições para o senado. Uma média entre os levantamentos revela que apenas 4, de cada 10 eleitores, pretendem votar no comunista. Apesar dos números e cenário desfavorável, uma outra situação tem assombrado o esquerdista na medida em que as eleições de aproximam: as dezenas de milhares de pessoas que foram espontaneamente às ruas do Maranhão nas manifestações do 7 de setembro. Pré-candidato ao Senado Federal nas eleições deste ano, Flávio Dino teme que a reunião do grupo de manifestantes do 7 de setembro desencadeie uma onda contra ele. O temor é potencializado pelo início de protestos contra o governador em algumas de suas aparições públicas. Nas últimas semanas o governador já foi vaiado e alvo de protestos em, pelo menos, três ocasiões. Caso o movimento cresça com a participação dos manifestantes do 7 de setembro, a campanha corpo-a-corpo do comunista poderia seria prejudicada. Além do mais, o apoio de candidatos ao governo poderia diminuir com o receio de que os manifestantes se voltassem contra o apoiador. Essa conjunção de fatores poderia criar uma barreira quase que insuperável para a eleição para o Senado. “Linhares, foram dezenas de milhares de pessoas em mais de uma centena de cidades sem receber nenhum tostão ou incentivo externo. Isso é perigoso demais. Se, pelo menos, metade desse pessoal resolve embarcar em uma campanha massiva antiFlávio, vai ficar ruim para ele”, disse um deputado da base governista em conversa com o titular do blog. Na época das manifestações o governador tentou atacar os manifestantes. Contudo, foi desaconselhado por apoiadores que já anteviam a situação eleitoral. As manifestações do 7 de Setembro foram o maior evento político de caráter popular da história. O próprio Flávio Dino, em entrevista ao site Brasil 247. “Nós temos uma extrema direita com caráter nacional, enraizada nacionalmente, com base popular, queiramos, ou não, infelizmente, existe isso”, disse Flávio Dino. Pelo menos até o momento a preocupação do governador se resume aos números, uma vez que não existem movimentações públicas de oposição à sua disposição de tornar-se senador. Flávio Dino ainda não possui nem mesmo adversários na disputa.
Lahesio Bonfim supera Josimar de Maranhãozinho em pesquisa

O prefeito de São Pedros dos Crentes superou o deputado federal Josimar de Maranhãozinho na última pesquisa Imirante/Escutec. Ao lado do senador Roberto, que ocupa a quarta posição nas intenções de votos, os dois disputam o lugar de candidato do presidente Jair Bolsonaro no estado. Segundo o levantamento, as três primeiras posições são ocupadas por pré-candidatos alinhados ao Palácio dos Leões. o senador Weverton Rocha (PDT) conta com 22% das intenções de votos dos maranhenses. Carlos Brandão (PSB) tem 19% e Edivaldo Júnior (PSD) 12%. Já as posições seguintes são ocupadas por bolsonaristas. Roberto Rocha (sem partido) com 11%, Lahesio Bonfim (PTB) 6% e Josimar de Maranhãozinho (PL) com 5%. Simplício Araújo (SD) completa a lista com 2%. Ernilton Rodrigues (PSOL) não pontuou. Juntos os bolsonaristas somam 22% das intenções de voto. Entre todos, apenas Lahesio Bonfim passa segurança em sua candidatura. Apesar de reafirmar-se como pré-candidato, a disposição de Josimar de Maranhãozinho é vista com desconfiança por analistas e pela classe política. O senador Roberto Rocha segue sendo uma completa incógnita. O fato é que o resultado das pesquisas fortalece a posição de Lahesio Bonfim dentro do campo bolsonarista no Maranhão. Comandante do PL, mesmo partido de Jair Bolsonaro, Josimar tem sua capacidade de articulação prejudicada com o resultado. O levantamento usado para esta matéria foi contratada pela TV Mirante e ouviu 2 mil eleitores nos dias 17 a 22 de fevereiro deste ano sob o registro com o número nº M 03951/2022.
Roberto Rocha descarta intriga com Josimar de Maranhãozinho

O senador Roberto Rocha (sem partido) utilizou suas redes sociais para descartar possível “intriga” com o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL). Adversários políticos do senador, que tem aparecido bem colocado nos levantamentos de 2022 rumo ao Palácio dos Leões, asseguram que ele estaria tramando tomar o partido de Josimar. No entanto, Roberto Rocha lembrou que sua relação com o líder do PL no Maranhão vem de longa data e destacou um episódio de 2006. Em 2006 fui eleito o deputado federal mais votado do estado. E qual o município eu tive a maior votação proporcional? Maranhãozinho. E quem era o prefeito que me apoiou? Josimar. Precisa desenhar, comunistas? Ou vão insistir nesta tentativa de intriga idiota? — Roberto Rocha (@RobertoRocha_MA) February 22, 2022 Os rumores entre o senador e o deputado ocorreram após um jantar, na semana passada, em que estavam reunidos para, supostamente, discutir nomes e alianças com foco nas eleições de 2022. O encontro gerou especulações de que Rocha teria se colocado como opção para ser representante do PL na disputa pelo governo do Maranhão. Roberto Rocha, no entanto, não confirmou se irá mesmo se filiar no Partido Liberal e se poderá compor uma chapa com Josimar de Maranhãozinho.
Bolsonaro tenta anular multa por aglomeração no MA

O presidente Jair Bolsonaro entrou com uma ação na Justiça Federal, defendido pela Advocacia-geral da União (AGU), solicitando a anulação de uma multa de R$80 mil aplicada pelo Estado do Maranhão após o presidente não usar máscara em um evento na cidade de Açailândia, em maio do ano passado. A união também é parte na ação, cujos advogados da AGU alegam ser nula a multa aplicada contra o presidente da República. O Governo Federal argumenta a “impossibilidade de aplicação de multa sanitária com base em fotos e vídeos em rede social”, a falta de “competência de um órgão estadual” para multas deste tipo, quando a autoridade deveria ser do município e a comunicação indevida da ocorrência da infração. “(…) o inquinado Auto de Infração Sanitária n. 003069 foi lavrado a mais de 562km de distância do local em que se atribui o cometimento da infração administrativa, sem que tenha havido qualquer atividade de fiscalização física para apuração do ocorrido, tudo construído com base em vídeos veiculados em rede social, como se a relevante atividade de vigilância sanitária e epidemiológica pudesse ser efetivada remotamente, por meios virtuais”, justifica a AGU. Os representantes do presidente solicitam liminar para anular a cobrança dos R$ 80 mil de multa, sob risco de “constrição de bens em valor desproporcional a renda mensal” do chefe do Executivo. A ação também solicita que o Estado do Maranhão mostre todas as informações relacionadas ao procedimento para aplicações de multa pelo não uso de máscaras durante a pandemia. O caso está na 13ª Vara Federal Cível do Distrito Federal.
PF rebate falas de Moro sobre investigações por corrupção

A Polícia Federal (PF) divulgou, nesta terça (15), uma nota em que rebate declarações do ex-ministro da Justiça e ex-juiz da Lava Jato Sergio Moro (Podemos) em entrevista à Jovem Pan. Rompido com o presidente da República e, atualmente, na disputa pelo Palácio do Planalto, Sergio Moro criticou a atuação de Jair Bolsonaro na Polícia Federal, alegou que o chefe do Executivo e STF trabalharam para destruir a Lava Jato, cuja “situação é pior que Lula solto”, e disse que “hoje não tem ninguém no Brasil sendo investigado e preso por grande corrupção”. Através de nota, a corporação apresentou as operações dos últimos anos e reiterou que o ex-juiz desconhece a instituição e negou conhecê-la quando teve a chance. Nota à Imprensa: Em entrevista na segunda-feira (14/02) à Jovem Pan, o ex-ministro Sergio Moro fez descabidos ataques à Polícia Federal. A bem da verdade, consideramos importante esclarecer: Moro mente quando diz que “hoje não tem ninguém no Brasil sendo investigado e preso por grande corrupção”. A Polícia Federal efetuou mais de mil prisões, apenas por crimes de corrupção, nos últimos três anos. Neste mesmo período, a PF realizou 1.728 operações contra esse tipo de crime. Somente em 2020, foram deflagradas 654 ações – maior índice dos últimos quatro anos. Moro também faz ilações ao afirmar que “esse é o resultado de quantos superintendentes eles afastaram e que estavam fazendo o trabalho deles”. O ex-ministro não aponta qual fato ou crime tenha conhecimento e que a PF estaria se omitindo a investigar. Tampouco qual inquérito policial em andamento tenha sido alvo de ingerência política ou da administração. Vale ressaltar que a Polícia Federal vai muito além da repressão aos crimes de corrupção. Em 2021, bateu recorde de operações. No total, foram quase dez mil ações, aumento de 34% em relação ao ano anterior. O ex-juiz confunde, de forma deliberada, as funções da PF. O papel da corporação não é produzir espetáculos. O dever da Polícia é conduzir investigações, desconectadas de interesses político-partidários. Moro desconhece a Polícia Federal e negou conhecê-la quando teve a chance. Enquanto Ministro da Justiça não participou dos principais debates que envolviam assuntos de interesse da PF e de seus servidores. Com o intuito de preservar a imagem de umas das mais respeitadas e confiáveis instituições brasileiras, a Polícia Federal repudia a afirmação feita pelo pré-candidato Moro de que a corporação não tem autonomia. Por fim, a PF – instituição de Estado – mantém-se firme no combate ao crime organizado, à corrupção e não deve ser usada como trampolim para projetos eleitorais.
Presidente diz que escolha dos ministros importa mais que eleição

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta (4) que a indicação dos nomes dos dois próximos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) é mais importante do que a própria eleição presidencial no Brasil, em outubro. “Mais importante do que a eleição para presidente são duas vagas para o Supremo ano que vem […] Vai acontecer muita coisa até as eleições”, afirmou o presidente em conversa com apoiadores nesta sexta (4), em frente ao Palácio da Alvorada. Em três anos de governo, Bolsonaro fez duas indicações para o STF, sendo eles os ministros Kássio Nunes Marques e André Mendonça. O presidente eleito em outubro deste ano indicará mais dois futuros componentes da Suprema Corte STF no ano que vem. Em 2023, Ricardo Lewandowski (em maio) e Rosa Weber (em outubro) vão deixar o tribunal para aposentadoria compulsória ao completar 75 anos.