Justiça da Itália nega extradição e Carla Zambelli é solta

BRASÍLIA, 22 de maio de 2026 — A Justiça italiana negou a extradição e autorizou a soltura da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP) em um dos processos contra ela no país. A decisão atende a um pedido da defesa, julgado nesta sexta (22). A ex-deputada está presa na Itália desde julho de 2025, após ter o nome incluído na Difusão Vermelha da Interpol como foragida internacional. Os pedidos de extradição dizem respeito a duas condenações contra Zambelli no Brasil. Uma referente à invasão ao sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e emissão de um mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes e outra por porte ilegal de arma pelo caso em que apontou um revólver contra um homem em São Paulo. A Corte de Apelação havia analisado os dois processos na mesma audiência e publicado duas decisões diferentes, mas ambas em favor da extradição. Na Corte Suprema de Cassação, porém, o pedido para que ela voltasse ao Brasil foi rejeitado, o que levou a ex-deputada à soltura da prisão na Itália. A palavra final sobre o destino de Zambelli, no entanto, será do ministro da Justiça do país europeu, Carlo Nordio, que é subordinado à primeira-ministra Giorgia Meloni. Carla Zambelli foi presa em 29 de julho do ano passado, após ter o nome incluído na Difusão Vermelha da Interpol como foragida internacional. Ela saiu do Brasil após ser condenada.
Carla Zambelli é presa na Itália e aguarda extradição

ITÁLIA, 29 de julho de 2025 – A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) foi presa nesta terça (29) em Roma, na Itália. A informação foi confirmada pelo Ministério da Justiça brasileiro após alerta do deputado italiano Angelo Bonelli, que identificou seu paradeiro e notificou as autoridades locais. Zambelli está sujeita a extradição para cumprir pena de 10 anos no Brasil.
Direita vence na Itália e fortalece bloco conservador de Meloni

ITÁLIA, 10 de junho de 2024 – A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, e seu partido de direita, Irmãos de Itália (FdI), triunfaram nas eleições ao Parlamento Europeu no país, alcançando 28,59% dos votos, segundo dados provisórios deste domingo (9). Esta vitória não apenas confirma o crescimento do FdI, mas também estabelece o partido como a principal força política da Itália. O Partido Democrático (PD), de centro-esquerda, liderado por Elly Schlein, ficou em segundo lugar com 25,58%, seguido pelo Movimento 5 Estrelas (M5S), do ex-primeiro-ministro Giuseppe Conte, que obteve 9,66% dos votos. A coalizão de Meloni também inclui a Liga, de Matteo Salvini, que recebeu 8,81% dos votos, e o Força Itália (FI), de Antonio Tajani, com 8,80%. Em seu discurso de vitória, Giorgia Meloni afirmou: “Depois de dois anos de governo na pior situação possível, o voto nos disse ‘não esperávamos que você estivesse, mas você está’.” Para ela, “a Itália apresenta-se no G7 e na Europa com o governo mais forte de todos.” Meloni demonstrou orgulho pelo resultado alcançado por seus aliados: “Quero agradecer à maioria dos italianos que continuaram a escolher o FdI e o centro-direita. Também estou orgulhosa do resultado da Força Itália e da Liga. A maioria que governa esta nação conseguiu crescer junta.” Ela reforçou a mensagem recebida dos italianos: “Vá em frente e faça isso com maior determinação, se possível.”
Habitantes da Itália não precisam mais usar máscaras ao ar livre

Embora a região sul da Itália tenha contrariado a decisão, o governo italiano não obriga mais o uso de máscaras a céu aberto. Conforme o Ministério da Saúde, foram registrados apenas 782 casos e 14 óbitos no último domingo (27), e cerca de 30% da população do país, o que representa aproximadamente 17,8 milhões de pessoas, já estão vacinadas contra a Covid-19. Logo, em função do progresso dos números da pandemia do novo coronavírus e do avanço na campanha de imunização, o governo italiano, que vinha vinha sendo pressionado por isso, liberou pela não utilização do utensílio ao ar livre.