Irã executou 1.639 pessoas enforcadas em 2025 e bate recorde

Irã Regime

IRÃ, 13 de abril de 2026 – O regime do Irã executou pelo menos 1.639 pessoas ao longo de 2025, conforme dados do relatório anual das organizações Iran Human Rights e ECPM. Esse número representa o maior volume registrado no país desde 1989. A ditadura islâmica aumentou o ritmo dos enforcamentos em 68% em comparação com o ano de 2024. A escalada ocorreu em um contexto de crescimento da insatisfação social no território iraniano. A pena de morte funcionou como uma ferramenta central de repressão durante todo o ano passado. Em média, os carrascos mataram de quatro a cinco prisioneiros por dia. As autoridades buscavam espalhar o medo entre os cidadãos. O objetivo era evitar que novas ondas de protestos ameaçassem o controle dos aiatolás. O combate ao tráfico de drogas serviu de justificativa para 795 mortes em 2025. A maioria das vítimas veio de setores pobres da população. Elas foram condenadas em tribunais sem acesso a um processo justo, apontam as entidades.

Ministro afirma que Irã não jogará Copa do Mundo

ministro Irã

ESTADOS UNIDOS, 11 de março de 2026 – A participação do Irã na Copa do Mundo está em xeque. Ahmad Donjamali, ministro dos Esportes do país, garantiu que a seleção iraniana não participará da competição por conta do conflito que acontece no Oriente Médio. A ida do Irã ao Mundial passou a virar dúvida após a investida norte-americana em ataques aéreos contra o Irã em 28 de fevereiro. O conflito agora envolve outras nações do Oriente Médio. “Desde que este governo corrupto assassinou nosso líder, não há circunstâncias em que possamos participar da Copa do Mundo”, disse Donjamali. Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump garantiu à Fifa que “o Irã será bem-vindo” para disputar a Copa do Mundo, de acordo com Gianni Infantino, que comanda a entidade. O Irã tem jogos marcados nos Estados Unidos e está no mesmo grupo que Bélgica, Egito e Nova Zelândia.

Filho de Ali Khamenei assume liderança suprema do Irã

Irã líder

IRÃ, 09 de março de 2026 – A Assembleia dos Especialistas do Irã definiu o aiatolá Seyyed Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do país. A decisão ocorreu neste domingo (8), no Irã, após a morte de Ali Khamenei em um ataque dos Estados Unidos no fim de fevereiro. O colegiado escolheu o religioso de 56 anos, filho do antigo líder, para ocupar o cargo máximo do regime iraniano. Inicialmente, um dos representantes do grupo, Mohsen Heidari Alekasir, informou que a Assembleia dos Especialistas havia aprovado um nome por maioria. No entanto, ele não revelou a identidade do escolhido naquele momento. Posteriormente, autoridades confirmaram que o novo líder supremo é Mojtaba Khamenei. A Assembleia dos Especialistas reúne clérigos responsáveis por indicar o líder supremo do Irã.

EUA e Israel bombardeiam o Irã em operação conjunta

EUA israel Irã

MUNDO, 27 de fevereiro de 2026 – Os Estados Unidos e Israel realizaram, na manhã deste sábado (28), um ataque ao Irã por meio de uma operação militar conjunta, direcionada a lideranças estratégicas e instalações militares, após ameaças do governo iraniano e declarações prévias sobre a necessidade de uma ofensiva de grande escala. A ação ocorreu em várias regiões e buscou reduzir potenciais ameaças diretas a aliados e forças estrangeiras. Segundo a imprensa iraniana, todo o território nacional ficou sob ofensiva durante o ataque ao Irã, com pelo menos três grandes explosões registradas no centro de Teerã, próximas a uma residência do Líder Supremo, aiatolá Ali Khamenei. Imagens mostraram colunas de fumaça sobre a capital, enquanto ambulâncias foram mobilizadas e hospitais permaneceram em alerta sem balanço oficial de feridos. Autoridades israelenses informaram que dezenas de alvos militares foram atingidos durante o ataque ao Irã, incluindo instalações de comando, centros de comunicação e depósitos de armas. Além disso, fontes de segurança relataram que a primeira onda buscou atingir o maior número possível de líderes militares e estratégicos, em ação coordenada com forças dos Estados Unidos.

Ditadura islâmica matou até 18 mil manifestantes no Irã

Irã relatório

IRÃ, 21 de janeiro de 2026 – A ditadura islâmica matou entre 16,5 mil e 18 mil manifestantes no Irã durante uma onda recente de protestos populares, segundo relatório produzido por médicos que atuam no país e divulgado pelo jornal britânico The Sunday Times, no sábado (17). O documento aponta que a repressão ocorreu no fim de 2025, em diversas cidades iranianas, com uso de armas de uso militar, motivada pela tentativa do regime de conter manifestações iniciadas por razões econômicas. Além disso, o relatório estima que cerca de 330 mil pessoas ficaram feridas durante a repressão promovida pela ditadura islâmica. De acordo com os dados reunidos pelos profissionais de saúde, a maioria das vítimas tinha menos de 30 anos. O documento descreve a ação estatal como um “massacre total” e classifica o episódio como um “genocídio”, termos utilizados para caracterizar a escala da violência registrada nos hospitais. PROTESTOS E REPRESSÃO NO PAÍS Segundo o oftalmologista iraniano-alemão Amir Parasta, que coordenou a coleta de informações, médicos locais relataram choque diante da dimensão dos ferimentos. Ele afirmou ter conversado com dezenas de profissionais que atuaram em zonas de conflito anteriores. Ainda assim, conforme relatado, eles descreveram a repressão atual como a mais brutal em 47 anos de ditadura islâmica no Irã. Parasta também afirmou que agentes do regime ampliaram o uso de poder de fogo em relação a protestos anteriores. Em 2022, segundo ele, forças de segurança utilizavam balas de borracha e armas de chumbinho, sobretudo para atingir os olhos. Desta vez, no entanto, os médicos observaram ferimentos causados por balas e estilhaços na cabeça, no pescoço e no peito das vítimas. Além disso, os protestos tiveram início no fim de 2025, quando a população passou a ocupar as ruas contra o aumento do custo de vida. Com o avanço das manifestações, os atos passaram a incorporar reivindicações pela queda do próprio governo. Os protestos direcionaram-se diretamente contra o regime dos aiatolás, que está no poder há quase cinco décadas.

ONG denuncia mais de 3 mil mortos em protestos no Irã

Irã ONG

IRÃ, 15 de janeiro de 2026 – As ações das autoridades iranianas deixaram 3.428 mortos e cerca de 20 mil detidos em 19 dias de protestos, segundo a ONG Iran Human Rights. Os atos começaram em 28 de dezembro de 2025, em Teerã, quando a crise econômica motivou manifestações que se espalharam pelo país. A ONG afirmou que o uso de força letal ocorreu em várias cidades porque forças estatais recorreram a armamentos pesados para conter civis. Além disso, a entidade destacou que as limitações de acesso à internet dificultam a coleta completa dos dados. A ONG também relatou que restrições impostas pelas autoridades interferem no acompanhamento dos episódios de violência, pois medidas semelhantes à lei marcial restringem a circulação noturna em diversas regiões iranianas. Segundo informações divulgadas por organizações de direitos humanos, forças estatais utilizaram metralhadoras DShK e outros armamentos de grande porte entre 8 e 11 de janeiro. Episódios de assassinatos em massa ocorreram enquanto tropas reforçavam a presença nas ruas. A ONG informou que agentes atuaram de maneira ostensiva durante esse período. Além disso, o ministro da Justiça afirmou que qualquer pessoa detida entre os dias 8 e 11 seria tratada como criminosa. A ONG relatou que essa postura ampliou as detenções e ocorreu após declarações do chefe do Judiciário, que defendeu rapidez nas sentenças. A entidade apontou preocupação com julgamentos sumários e possíveis condenações à morte. ALERTAS SOBRE SENTENÇAS E DETENÇÕES O diretor da ONG, Mahmood Amiry-Moghaddam, relatou que os testemunhos enviados por manifestantes mostram níveis extremos de violência. Ele afirmou que as autoridades agiram de forma coordenada durante a repressão. A ONG reforçou a necessidade de resposta internacional diante das obrigações legais ligadas aos direitos humanos no país. Relatos enviados por vias alternativas de comunicação apontam que, mesmo com o bloqueio da internet, protestos continuaram de forma esporádica. A TV estatal chinesa exibiu imagens de atos nas proximidades do bazar de Teerã na terça (13), e forças de segurança lançaram gás lacrimogêneo contra manifestantes. A ONG afirmou que funerais de vítimas também viraram locais de novos protestos.

Brasil pode ser sobretaxado pelos EUA por relação com Irã

Brasil Irã

MUNDO, 14 de janeiro de 2026 – Na segunda (12), Donald Trump afirmou que aplicará uma tarifa de 25% “em toda e qualquer transação comercial realizada com os Estados Unidos” a “qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã”. “Esta ordem é final e irrecorrível”, escreveu Trump na rede Truth Social. A declaração foi feita em resposta à repressão que o regime teocrático iraniano promove contra manifestantes locais desde a última semana de dezembro. Nesta terça (13), o governo americano orientou seus cidadãos a deixar o país persa. “Caso seja de fato aplicada uma tarifa de 25% sobre todos os países que têm relacionamento com o Irã, o Brasil seria um dos impactados”, afirma Sara Paixão, analista de macroeconomia do InvestSmartXP. Ela explica, no entanto, que é difícil estimar os impactos pela incerteza sobre possíveis exceções à sobretaxa por produto ou setor, por exemplo. “Nas últimas tarifas aplicadas sobre o Brasil, uma ampla gama de produtos foi retirada ao longo do tempo [da sobretaxa]”, ressalta. “Temos uma tarifa de 10% mais uma adicional de 40%, mas, integralmente, os 50% são aplicados a poucos produtos.” Caso a ameaça de Trump se concretize de forma linear, sobre todos os produtos brasileiros exportados aos EUA, os setores mais expostos seriam de petróleo, ferro e aço, carne, café e suco de laranja. “Commodities têm facilidade maior de realocação para outros mercados, diferente dos produtos industriais”, comenta a analista. “O setor aeroespacial, por exemplo, seria potencialmente mais impactado porque realocar esse tipo de produto é mais difícil.”

Petróleo despenca 6% com cessar-fogo no conflito Irã-Israel

petróleo preço

MUNDO, 25 de junho de 2025 –  O preço do petróleo Brent caiu 6,07% nesta terça (24), cotado a US$ 67,14 o barril, com o mercado reagindo a dois fatores principais: o cessar-fogo entre Irã e Israel e a sabatina de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), no Congresso americano. A queda marca o segundo dia consecutivo de desvalorização da commodity, impulsionada por um cenário de menor risco geopolítico e pela sinalização de que Donald Trump — atual presidente dos EUA — pretende manter o comércio de petróleo com o Irã. Em publicação no Truth Social, Trump afirmou que a China pode continuar comprando petróleo iraniano e expressou esperança de que os EUA também ampliem as exportações para Pequim. O recuo da tensão entre Israel e Irã, mediado por Trump e com apoio do Catar, também contribuiu para o alívio nos preços do petróleo. MERCADOS REAGEM AO TOM MAIS BRANDO DE POWELL O depoimento de Jerome Powell ao Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos EUA reforçou a possibilidade de cortes de juros em breve, embora sem sinalizar diretamente a reunião de julho como provável data. Powell afirmou que “a inflação mais baixa e os dados trabalhistas mais fracos” podem justificar um corte, mas reiterou que o Fed não tem pressa. As declarações vieram após o banco central manter a taxa básica inalterada na última semana. Integrantes do Fed, como Michelle Bowman e Christopher Waller, indicaram disposição para iniciar a flexibilização monetária ainda no próximo mês, aumentando a especulação sobre o ritmo de corte de juros. O mercado interpretou os sinais como favoráveis a ativos de risco. O índice MSCI de moedas de mercados emergentes chegou a subir 0,8%, enquanto o dólar recuou frente à maioria das moedas globais. No Brasil, no entanto, o dólar subiu 0,29%, cotado a R$ 5,51.

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