Filho de Ali Khamenei assume liderança suprema do Irã

IRÃ, 09 de março de 2026 – A Assembleia dos Especialistas do Irã definiu o aiatolá Seyyed Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do país. A decisão ocorreu neste domingo (8), no Irã, após a morte de Ali Khamenei em um ataque dos Estados Unidos no fim de fevereiro. O colegiado escolheu o religioso de 56 anos, filho do antigo líder, para ocupar o cargo máximo do regime iraniano. Inicialmente, um dos representantes do grupo, Mohsen Heidari Alekasir, informou que a Assembleia dos Especialistas havia aprovado um nome por maioria. No entanto, ele não revelou a identidade do escolhido naquele momento. Posteriormente, autoridades confirmaram que o novo líder supremo é Mojtaba Khamenei. A Assembleia dos Especialistas reúne clérigos responsáveis por indicar o líder supremo do Irã.
EUA e Israel bombardeiam o Irã em operação conjunta

MUNDO, 27 de fevereiro de 2026 – Os Estados Unidos e Israel realizaram, na manhã deste sábado (28), um ataque ao Irã por meio de uma operação militar conjunta, direcionada a lideranças estratégicas e instalações militares, após ameaças do governo iraniano e declarações prévias sobre a necessidade de uma ofensiva de grande escala. A ação ocorreu em várias regiões e buscou reduzir potenciais ameaças diretas a aliados e forças estrangeiras. Segundo a imprensa iraniana, todo o território nacional ficou sob ofensiva durante o ataque ao Irã, com pelo menos três grandes explosões registradas no centro de Teerã, próximas a uma residência do Líder Supremo, aiatolá Ali Khamenei. Imagens mostraram colunas de fumaça sobre a capital, enquanto ambulâncias foram mobilizadas e hospitais permaneceram em alerta sem balanço oficial de feridos. Autoridades israelenses informaram que dezenas de alvos militares foram atingidos durante o ataque ao Irã, incluindo instalações de comando, centros de comunicação e depósitos de armas. Além disso, fontes de segurança relataram que a primeira onda buscou atingir o maior número possível de líderes militares e estratégicos, em ação coordenada com forças dos Estados Unidos.
Ditadura islâmica matou até 18 mil manifestantes no Irã

IRÃ, 21 de janeiro de 2026 – A ditadura islâmica matou entre 16,5 mil e 18 mil manifestantes no Irã durante uma onda recente de protestos populares, segundo relatório produzido por médicos que atuam no país e divulgado pelo jornal britânico The Sunday Times, no sábado (17). O documento aponta que a repressão ocorreu no fim de 2025, em diversas cidades iranianas, com uso de armas de uso militar, motivada pela tentativa do regime de conter manifestações iniciadas por razões econômicas. Além disso, o relatório estima que cerca de 330 mil pessoas ficaram feridas durante a repressão promovida pela ditadura islâmica. De acordo com os dados reunidos pelos profissionais de saúde, a maioria das vítimas tinha menos de 30 anos. O documento descreve a ação estatal como um “massacre total” e classifica o episódio como um “genocídio”, termos utilizados para caracterizar a escala da violência registrada nos hospitais. PROTESTOS E REPRESSÃO NO PAÍS Segundo o oftalmologista iraniano-alemão Amir Parasta, que coordenou a coleta de informações, médicos locais relataram choque diante da dimensão dos ferimentos. Ele afirmou ter conversado com dezenas de profissionais que atuaram em zonas de conflito anteriores. Ainda assim, conforme relatado, eles descreveram a repressão atual como a mais brutal em 47 anos de ditadura islâmica no Irã. Parasta também afirmou que agentes do regime ampliaram o uso de poder de fogo em relação a protestos anteriores. Em 2022, segundo ele, forças de segurança utilizavam balas de borracha e armas de chumbinho, sobretudo para atingir os olhos. Desta vez, no entanto, os médicos observaram ferimentos causados por balas e estilhaços na cabeça, no pescoço e no peito das vítimas. Além disso, os protestos tiveram início no fim de 2025, quando a população passou a ocupar as ruas contra o aumento do custo de vida. Com o avanço das manifestações, os atos passaram a incorporar reivindicações pela queda do próprio governo. Os protestos direcionaram-se diretamente contra o regime dos aiatolás, que está no poder há quase cinco décadas.
ONG denuncia mais de 3 mil mortos em protestos no Irã

IRÃ, 15 de janeiro de 2026 – As ações das autoridades iranianas deixaram 3.428 mortos e cerca de 20 mil detidos em 19 dias de protestos, segundo a ONG Iran Human Rights. Os atos começaram em 28 de dezembro de 2025, em Teerã, quando a crise econômica motivou manifestações que se espalharam pelo país. A ONG afirmou que o uso de força letal ocorreu em várias cidades porque forças estatais recorreram a armamentos pesados para conter civis. Além disso, a entidade destacou que as limitações de acesso à internet dificultam a coleta completa dos dados. A ONG também relatou que restrições impostas pelas autoridades interferem no acompanhamento dos episódios de violência, pois medidas semelhantes à lei marcial restringem a circulação noturna em diversas regiões iranianas. Segundo informações divulgadas por organizações de direitos humanos, forças estatais utilizaram metralhadoras DShK e outros armamentos de grande porte entre 8 e 11 de janeiro. Episódios de assassinatos em massa ocorreram enquanto tropas reforçavam a presença nas ruas. A ONG informou que agentes atuaram de maneira ostensiva durante esse período. Além disso, o ministro da Justiça afirmou que qualquer pessoa detida entre os dias 8 e 11 seria tratada como criminosa. A ONG relatou que essa postura ampliou as detenções e ocorreu após declarações do chefe do Judiciário, que defendeu rapidez nas sentenças. A entidade apontou preocupação com julgamentos sumários e possíveis condenações à morte. ALERTAS SOBRE SENTENÇAS E DETENÇÕES O diretor da ONG, Mahmood Amiry-Moghaddam, relatou que os testemunhos enviados por manifestantes mostram níveis extremos de violência. Ele afirmou que as autoridades agiram de forma coordenada durante a repressão. A ONG reforçou a necessidade de resposta internacional diante das obrigações legais ligadas aos direitos humanos no país. Relatos enviados por vias alternativas de comunicação apontam que, mesmo com o bloqueio da internet, protestos continuaram de forma esporádica. A TV estatal chinesa exibiu imagens de atos nas proximidades do bazar de Teerã na terça (13), e forças de segurança lançaram gás lacrimogêneo contra manifestantes. A ONG afirmou que funerais de vítimas também viraram locais de novos protestos.
Brasil pode ser sobretaxado pelos EUA por relação com Irã

MUNDO, 14 de janeiro de 2026 – Na segunda (12), Donald Trump afirmou que aplicará uma tarifa de 25% “em toda e qualquer transação comercial realizada com os Estados Unidos” a “qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã”. “Esta ordem é final e irrecorrível”, escreveu Trump na rede Truth Social. A declaração foi feita em resposta à repressão que o regime teocrático iraniano promove contra manifestantes locais desde a última semana de dezembro. Nesta terça (13), o governo americano orientou seus cidadãos a deixar o país persa. “Caso seja de fato aplicada uma tarifa de 25% sobre todos os países que têm relacionamento com o Irã, o Brasil seria um dos impactados”, afirma Sara Paixão, analista de macroeconomia do InvestSmartXP. Ela explica, no entanto, que é difícil estimar os impactos pela incerteza sobre possíveis exceções à sobretaxa por produto ou setor, por exemplo. “Nas últimas tarifas aplicadas sobre o Brasil, uma ampla gama de produtos foi retirada ao longo do tempo [da sobretaxa]”, ressalta. “Temos uma tarifa de 10% mais uma adicional de 40%, mas, integralmente, os 50% são aplicados a poucos produtos.” Caso a ameaça de Trump se concretize de forma linear, sobre todos os produtos brasileiros exportados aos EUA, os setores mais expostos seriam de petróleo, ferro e aço, carne, café e suco de laranja. “Commodities têm facilidade maior de realocação para outros mercados, diferente dos produtos industriais”, comenta a analista. “O setor aeroespacial, por exemplo, seria potencialmente mais impactado porque realocar esse tipo de produto é mais difícil.”
Petróleo despenca 6% com cessar-fogo no conflito Irã-Israel

MUNDO, 25 de junho de 2025 – O preço do petróleo Brent caiu 6,07% nesta terça (24), cotado a US$ 67,14 o barril, com o mercado reagindo a dois fatores principais: o cessar-fogo entre Irã e Israel e a sabatina de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), no Congresso americano. A queda marca o segundo dia consecutivo de desvalorização da commodity, impulsionada por um cenário de menor risco geopolítico e pela sinalização de que Donald Trump — atual presidente dos EUA — pretende manter o comércio de petróleo com o Irã. Em publicação no Truth Social, Trump afirmou que a China pode continuar comprando petróleo iraniano e expressou esperança de que os EUA também ampliem as exportações para Pequim. O recuo da tensão entre Israel e Irã, mediado por Trump e com apoio do Catar, também contribuiu para o alívio nos preços do petróleo. MERCADOS REAGEM AO TOM MAIS BRANDO DE POWELL O depoimento de Jerome Powell ao Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos EUA reforçou a possibilidade de cortes de juros em breve, embora sem sinalizar diretamente a reunião de julho como provável data. Powell afirmou que “a inflação mais baixa e os dados trabalhistas mais fracos” podem justificar um corte, mas reiterou que o Fed não tem pressa. As declarações vieram após o banco central manter a taxa básica inalterada na última semana. Integrantes do Fed, como Michelle Bowman e Christopher Waller, indicaram disposição para iniciar a flexibilização monetária ainda no próximo mês, aumentando a especulação sobre o ritmo de corte de juros. O mercado interpretou os sinais como favoráveis a ativos de risco. O índice MSCI de moedas de mercados emergentes chegou a subir 0,8%, enquanto o dólar recuou frente à maioria das moedas globais. No Brasil, no entanto, o dólar subiu 0,29%, cotado a R$ 5,51.
Governo opta por não apoiar condenação ao Irã por repressão

BRASIL, 22 de novembro de 2024 – O governo brasileiro, sob a liderança do petista Lula, decidiu se abster em uma resolução da ONU que condena o Irã por repressão às mulheres, violência contra manifestantes e o aumento das penas de morte no país. A resolução foi proposta por europeus e norte-americanos e aprovada com o apoio de 77 países, incluindo outros governos de esquerda como Chile, México, Espanha e Colômbia. No entanto, nenhum integrante do Brics votou a favor da condenação. Ao lado de outros 65 países, o Brasil optou pela abstenção, acompanhando nações como África do Sul, Índia, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Arábia Saudita. Entre os votos contrários estavam Rússia e China, também membros do Brics. O Itamaraty justificou a decisão ressaltando preocupações com a situação dos direitos humanos no Irã, mas destacou aspectos positivos, como o acolhimento de mais de 3,7 milhões de refugiados afegãos. O governo brasileiro também mencionou o compromisso do Irã com tratados internacionais de direitos humanos e fez um apelo por maior colaboração com os procedimentos do Conselho de Direitos Humanos da ONU.
Irã executa 29 pessoas em um único dia por enforcamento

IRÃ, 08 de agosto de 2024 – Em um único dia, o Irã realizou 29 execuções por enforcamento, todas na quarta (7), segundo a ONG Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega. As vítimas foram condenadas à morte por crimes como assassinato, narcotráfico e estupro. Das 29 execuções, 26 ocorreram na prisão de Ghezel Hesar, em Karaj, enquanto as outras três aconteceram em outra penitenciária na mesma cidade. Organizações como a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos e o Centro pelos Direitos Humanos no Irã, ambas baseadas nos Estados Unidos, confirmaram que pelo menos 20 dessas execuções ocorreram em Karaj. Segundo a Anistia Internacional, o Irã é o segundo país que mais realiza execuções no mundo, atrás apenas da China. Este ano, o Irã já executou 313 pessoas, conforme relatado pelo IHR. O número de execuções registrado nesta quarta é o maior em um único dia desde 2009, segundo a IHR.