Inflação de abril atingiu maior nível para o mês desde 2022

BRASIL, 13 de maio de 2026 — O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,67% em abril. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou os dados oficiais nesta terça (12). Esse é o resultado mais elevado para o mês desde 2022. Naquele ano, o indicador havia registrado alta de 1,06%. O grupo de saúde e cuidados pessoais impulsionou a inflação de abril. Esse segmento saiu de uma alta de 0,42% em março para uma elevação de 1,16% no mês passado. Além disso, o grupo contribuiu com 0,16 ponto porcentual para a taxa geral. Produtos farmacêuticos pressionaram o resultado com um aumento de 1,77%. O governo autorizou um reajuste de até 3,81% no preço dos medicamentos no primeiro dia de abril. Os artigos de higiene pessoal subiram 1,57%. O perfume teve destaque nesse grupo, com alta de 1,94%. O grupo de alimentação e bebidas registrou a maior variação do mês. Esse segmento subiu 1,34% e gerou um impacto de 0,29 ponto porcentual no índice geral de inflação. Os dois grupos (saúde e alimentação) representaram cerca de 67% do resultado total do mês. A alimentação no domicílio ficou mais cara. As altas vieram da cenoura (26,63%), do leite longa vida (13,66%), da cebola (11,76%) e do tomate (6,13%). Por outro lado, os preços do café moído e do frango em pedaços registraram queda. O setor de transportes desacelerou na passagem de março para abril. Esse grupo variou apenas 0,06% no período. A passagem aérea apresentou uma expressiva redução de 14,45%. Os combustíveis subiram 1,80%, e a gasolina registrou alta de 1,86%. A taxa acumulada em 12 meses acelerou pelo segundo mês consecutivo. A inflação passou de 4,14% em março para 4,39% em abril. O indicador já acumula uma alta de 2,60% no ano.
Justiça exibe plano para reformar instituto no Maranhão

MARANHÃO, 18 de novembro de 2025 – A Justiça determinou que o Estado do Maranhão apresente, em 90 dias, um plano detalhado para adequar as instalações do Instituto de Perícias para Crianças e Adolescentes (IPCA) em São Luís. A decisão, proferida em 12 de novembro pelo juiz Douglas de Melo Martins, atende a um pedido do Ministério Público estadual (MPMA) e estabelece multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento. O plano deve definir se a atual sede passará por reforma e ampliação ou se o instituto será transferido para outro local. Além disso, a sentença estipula que a execução das obras não pode ultrapassar o prazo de 12 meses. O valor da multa, em caso de desobediência, está limitado a R$ 300 mil, quantia que será revertida ao Fundo Estadual de Defesa dos Direitos Difusos. Dessa forma, a medida judicial busca garantir a implementação efetiva das melhorias necessárias no local. A promotora Márcia Haydée Porto de Carvalho ajuizou a ação civil pública em dezembro de 2024.
São Luís registra maior inflação acumulada do país em 2024

SÃO LUÍS, 11 de dezembro de 2024 – São Luís lidera o ranking de inflação acumulada no Brasil em 2024, conforme dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça (10). O índice da capital maranhense chegou a 5,76% no período de janeiro a novembro, superando a média nacional de 4,29%. A inflação em São Luís também ultrapassou o teto da meta estipulada para o ano, que é de 4,50%, de acordo com parâmetros das autoridades monetárias brasileiras. O grupo habitação apresentou a maior alta acumulada em 2024, com aumento de 8,42%. Subitens como a taxa de água e esgoto (+31,76%), energia elétrica residencial (+7,50%) e gás de botijão (+11,03%) foram os principais responsáveis pelo aumento. Em seguida, o grupo alimentação e bebidas registrou uma alta de 7,41%, refletindo aumentos contínuos nos últimos três meses. Já saúde e cuidados pessoais apresentou variação acumulada de 6,0%.
Gastos do governo crescem R$ 84 bi em comparação com 2022

BRASIL, 05 de setembro de 2023 – No primeiro semestre de 2023, os gastos do governo federal registraram um aumento notável de R$ 84,78 bilhões em comparação com o mesmo período de 2022, marcando uma alta de 6,6% em termos nominais. Esse crescimento é ainda mais significativo quando consideramos a inflação, já que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) atingiu 5,89% entre julho de 2022 e junho de 2023. Os dados foram divulgados pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) em seu Boletim Semestral Foco em Custos, abordando os primeiros seis meses de 2023. Os gastos englobam diversas categorias, incluindo operação e manutenção, previdência e assistência social, despesas financeiras, transferências e delegações, sentenças judiciais e outros. De acordo com a STN, o aumento significativo foi impulsionado principalmente pelos gastos previdenciários e assistenciais, que registraram um acréscimo de R$ 81,9 bilhões, equivalente a um aumento de 14,4%. Isso se deve em grande parte aos investimentos no Bolsa Família, aposentadorias (especialmente devido ao reajuste do salário mínimo) e benefícios acima do salário mínimo. Além disso, as despesas relacionadas a sentenças judiciais também tiveram um aumento substancial, totalizando R$ 8,54 bilhões, o que representa um crescimento de 45,3%. Isso se deve, em parte, ao reconhecimento de precatórios relacionados ao Fundef (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério) em favor do Maranhão e do Pará, bem como outros precatórios diversos. Em contrapartida, as despesas com transferências e delegações registraram uma diminuição de R$ 5,03 bilhões, uma queda de 4,9%. Esse declínio foi influenciado principalmente pela redução das transferências de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para Estados e municípios.
IPCA: Preço do ovo de galinha registra maior alta desde 2013

BELO HORIZONTE, 17 de julho de 2023 – Segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o preço do ovo de galinha teve um aumento de 22,93% nos últimos 12 meses, marcando a maior alta do alimento em uma década. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) destaca que, em julho de 2013, o aumento no valor do ovo foi de 24,54%. André Almeida, analista da pesquisa do IBGE, menciona que o aumento no preço do ovo pode ser atribuído a diversos fatores, como os custos de produção em alta, a menor oferta no mercado e o aumento do consumo. Outro fator que contribui para esse cenário é o aumento dos preços das proteínas concorrentes. Com a inflação elevada nas carnes, o ovo passa a ser considerado como uma alternativa, o que impulsiona seu valor. As capitais que registraram as maiores altas de preços do ovo até junho foram Belo Horizonte (31,92%), Aracaju (30,36%) e Goiânia (28,94%).
Preços das verduras e legumes apresentam queda no país

As hortaliças apresentam queda de preço nas Centrais de Abastecimento, segundo o boletim do mês de junho da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). De acordo com o documento do órgão, itens como alface, batata, cenoura e tomate apresentam queda no preço, haja vista que foram os principais responsáveis pelo aumento do índice da inflação dos alimentos neste ano. A justificativa foi o crescimento da oferta dessas hortaliças-legumes e verduras estão dentro dessa categoria, inclusive a batata, que aumentou em torno de 13% o volume disponível e pela primeira vez no ano apresentou redução nos valores. O levantamento dos dados da Conab deste mês foi realizado nas Centrais de Abastecimento localizadas em Belo Horizonte/MG, Brasília/DF, Curitiba/PR, Fortaleza/CE, Goiânia/GO, Recife/PE, Rio Branco/AC, Rio de Janeiro/RJ, São Paulo/SP e Vitória/ES que, em conjunto, comercializam a maior parte dos hortigranjeiros consumidos pela população brasileira. Levando em consideração que o tomate e a cenoura apresentaram queda nos preços em todas as centrais – dentre as principais hortaliças pesquisadas pela Conab -, as baixas mais acentuadas foram nos estados de Brasília (58,5%), no caso da cenoura, e no Espírito Santo (-46,19%), em relação ao tomate. Dados da divulgação mais recente do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE, apontam que no mês de maio, o tomate teve redução de 23,72% no preço. Já a cenoura, registrou um recuo de 24,07%. A alface e a batata mostraram baixa de 4,10% e 3,94%, respectivamente. A redução nos preços observadas nessas centrais já chega no bolso do consumidor.
Inflação mantém desaceleração e fica em 0,47% em maio

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, ficou em 0,47% em maio, taxa inferior ao 1,06% de abril deste ano e ao 0,83% de maio do ano passado. Os dados foram divulgados hoje (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado de maio, o IPCA acumula taxa de 4,78% no ano. Em 12 meses, a inflação acumulada é de 11,73%, abaixo dos 12,13% registrados no mês anterior. O índice acumulado em 12 meses segue, pelo nono mês consecutivo, acima de 10%. O maior impacto para a inflação do mês veio dos transportes, que subiram1,34%, devido principalmente à alta de 18,33% no preço das passagens aéreas. Os combustíveis tiveram variação de preços de 1%, abaixo da alta de 3,20% do mês anterior. O segundo maior impacto no mês veio da saúde e cuidados pessoais, com inflação de 1,01%. Os produtos farmacêuticos, que tiveram alta de preços de 2,51% no período, foram, junto com as passagens aéreas, o item que mais pesou no IPCA de maio. Os alimentos tiveram inflação de 0,48%, bem abaixo dos 2,06% do mês anterior. Alguns itens tiveram queda de preços, como tomate (-23,72%), batata-inglesa (-3,94%) e cenoura (-24,07%). Apesar disso, alguns produtos tiveram alta, como leite longa vida (4,65%) e cebola (21,36%). O vestuário teve inflação de 2,11% e foi o grupo de despesas com maior alta de preços no mês. Habitação foi o único grupo com deflação (queda de preços) de -1,70%.
Banco Central projeta crescimento do PIB de 5% em 2021

O Mercado financeiro subiu de 4,85% para 5% a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2021. Com base em consultas a instituições financeiras, para 2023 e 2024 a projeção é de expansão do PIB em 2,50%. Para 2022, houve um recuo na estimativa, com um crescimento anual menor do que o esperado há uma semana, reduzindo de 2,2% para 2,1%. A estimativa do mercado financeiro para a inflação (IPCA) deste ano cresceu de 5,82% para 5,90%. Para o próximo ano, a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo se manteve em 3,78%. Tanto para 2023 como para 2024, a projeção para o índice se mantém em 3,25%. A expectativa para 2021 supera o limite da meta do IPCA que deve ser perseguida pelo Banco Central. Fixado pelo Conselho Monetário Nacional, o centro da meta é de 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, isto é, o limite inferior é de 2,25% e o superior de 5,25%. O centro da meta de inflação para o próximo ano é 3,50% e para 2023, 3,25%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para 2022 e 2023. Para alcançar a meta de inflação, o Comitê de Política Monetária (Copom) implementa a taxa básica de juros (Selic), cuja previsão das instituições financeiras registrou alta, ultrapassando dos 6,25% esperados há uma semana para 6,50%. O mesmo índice é aguardado para 2022, 2023 e 2024. A projeção do mercado para o valor do dólar está menor do que divulgada na semana passada, passando de R$ 5,18 para R$ 5,10. A expectativa é estável quanto ao valor da moeda norte-americana para os próximos três anos, em R$ 5,20 para 2022; em R$ 5,10 para 2023 e em R$ 5 para 2024.