IBGE: Cerca de 10 milhões de jovens do BR estão fora da escola

BRASIL, 13 de março de 2024 –Uma pesquisa recente conduzida pelo Itaú Educação e Trabalho em parceria com a Fundação Roberto Marinho, utilizando dados do IBGE de 2022 revelou que 9,8 milhões de jovens brasileiros, com idades entre 15 e 29 anos, encontram-se fora do ambiente escolar, sem terem concluído a educação básica. Esse número representa cerca de 19,9% da população nessa faixa etária. Os dados revelam que a grande maioria desses jovens (78%) pertence a famílias com renda per capita de até um salário mínimo, e sete em cada dez (70%) são autodeclarados negros. Quanto à escolaridade, 43% não concluíram o Ensino Fundamental, 22% completaram essa etapa, mas não prosseguiram para o Ensino Médio, e 35% possuem o Ensino Médio incompleto. A pesquisa também aponta que oito em cada dez desses jovens estão afastados da escola há mais de dois anos, com uma média de seis anos fora do sistema educacional.
Serrano do Maranhão lidera proporção de pessoas pretas no Brasil

SERRANO DO MARANHÃO, 22 de dezembro de 2023 – No Censo 2022 divulgado pelo IBGE nesta sexta (22), Serrano do Maranhão, originada de uma vila de pescadores e comunidades quilombolas, é apontada como a cidade brasileira com a maior proporção de pessoas pretas. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, dos 10.202 moradores, 58,5% se autodeclaram pretos, e 55,7% são quilombolas. O município maranhense, que se emancipou de Cururupu em 1994, possui uma história marcada pela presença de lavradores, pescadores e quilombolas. Com 5.687 quilombolas certificados, representa 55,7% da população. O Estado do Maranhão, com 269.074 quilombolas, concentra 32 municípios quilombolas. O ranking nacional destaca Serrano do Maranhão como líder, seguido por oito municípios baianos. O Maranhão, com 854.424 pessoas autodeclaradas pretas, é o segundo estado com maior população preta, atrás de Pernambuco. A região Nordeste concentra 13% da população preta do Brasil, segundo os dados do IBGE.
Maranhão tem a pior renda familiar per capita do Brasil

MARANHÃO, 15 de dezembro de 2023 – O rendimento domiciliar per capita no Brasil passou de R$ 1.367 para R$ 1.625 em 2022, o que representa um aumento de quase 19%. Esse rendimento corresponde à renda total da família dividida pelo número dos moradores. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), calculados com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). O Maranhão ficou em último lugar no ranking, com o valor de R$ 814. Também entre os menores rendimentos ficaram os estados do Norte e Nordeste, como o Amazonas (R$ 965) e Alagoas (R$ 935). Em todo o Brasil, o Distrito Federal apresentou a maior renda, com R$2.913. Em segunda posição ficou São Paulo (R$ 2.148), seguido por Rio Grande do Sul (R$ 2.087) e Santa Catarina (R$ 2.018). Confira a renda média em cada estado: Os valores são obtidos a partir do rendimento do trabalho e de outras fontes recebidas pelos moradores de cada domicílio brasileiro. Os dados foram enviados pelo IBGE para o Tribunal de Contas da União (TCU), com o objetivo de cumprir a exigência da Lei Complementar 143/2013, que determina novos critérios de divisão dos custos do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE).
Maranhão é o 7º no Ranking Nacional de Jovens ‘Nem-Nem’

MARANHÃO, 09 de dezembro de 2023 – O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou recentemente os resultados de uma pesquisa que lança luz sobre a realidade dos jovens no Maranhão. A análise abrange o contingente de 608 mil jovens, com idades entre 15 e 29 anos, que se encontram na condição conhecida como ‘nem-nem’ – ou seja, não estudam e não trabalham. Essa categoria inclui distintas faixas etárias, destacando 32 mil jovens de 15 a 17 anos, 367 mil (60,4%) de 18 a 24 anos e 209 mil (34,4%) de 25 a 29 anos que estão inseridos nesse perfil desde o ano de 2022. Os motivos para essa desocupação variam, abrangendo desde questões relacionadas à escolaridade até fatores socioeconômicos que impactam diretamente a inserção desses jovens no mercado de trabalho ou no sistema educacional. Ao considerar os dados de 2022, o Maranhão ocupa a sétima posição no ranking nacional em proporção de jovens ‘nem-nem’.
IBGE ‘desmente’ dado sobre pobreza usado por Lula na campanha

BRASIL, 07 de dezembro de 2023 – Em meio à campanha eleitoral de 2022, Lula destacou repetidamente um levantamento de uma ONG esquerdista, a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Pensann), afirmando que 33 milhões de brasileiros passavam fome no ano anterior. Contudo, esses dados foram contestados pelo governo anterior, e agora o Instituto de Geografia e Estatística (IBGE) desmente essas informações. O dado em questão, divulgado em junho pela Rede Pensann, foi refutado pela Síntese de Indicadores Sociais do IBGE, apresentada na última quarta (6). Contrariando as alegações feitas durante a campanha, o IBGE aponta que a extrema pobreza no Brasil em 2022 experimentou uma redução significativa de 34%, caindo de 9% em 2021 para 5,9%. Esse declínio equivale a 3,1 pontos percentuais, indicando uma realidade diferente da retratada por Lula. Além disso, o IBGE revela que o número de pessoas vivendo na pobreza, considerada com menos de US$ 6,85 por dia, também diminuiu. A queda foi de 36,7% para 31,6% (5,1 pontos percentuais), representando uma redução de 14%. Em termos absolutos, isso significa que 10,2 milhões de pessoas deixaram a condição de pobreza em 2022.
Mais de 16 milhões saíram da pobreza entre 2021 e 2022

BRASIL, 06 de dezembro de 2023 – A quantidade de pessoas em situação de pobreza e extrema pobreza caiu entre os anos de 2021 e 2022. É o que revela dados da Síntese de Indicadores Sociais, divulgados pelo IBGE nesta quarta (6). Segundo o levantamento, o percentual de pessoas em situação de pobreza caiu de 36,7% em 2021 para 31,6% em 2022. Isso representa 10,2 milhões de pessoas a menos nesse contexto. Já a população em situação de extrema pobreza caiu de 9% para 5,9% no mesmo período, o que representa 6,5 milhões de pessoas a menos em situação de extrema pobreza. No total, 16,7 milhões saíram desse status. Os pesquisadores consideraram como pobreza a renda de 6,85 dólares por dia (cerca de R$ 33), e extrema pobreza a renda de 2,15 dólares por dia (cerca de R$ 10). Diminuição da pobreza é destaque na região Norte A diminuição dessa situação aconteceu em todas as regiões do Brasil, mas com destaque nas regiões Norte e Nordeste. São as regiões que mais concentram o volume de pessoas em situação vulnerável, mas também onde há maior impacto dos programas sociais de transferência de renda. Pessoas pretas e pardas representam mais de 70% dos pobres e extremamente pobres, segundo a pesquisa do IBGE. Além disso, esse percentual fica ainda maior entre mulheres pretas e pardas, chegando a 41,3% dos pobres. Os dados dos pesquisadores também revelam que os programas sociais foram essenciais nessa redução, principalmente da extrema pobreza, que seria 80% maior sem os benefícios do governo.
Quase 20% dos jovens não concluíram ensino médio no Brasil

BRASÍLIA, 1º de dezembro de 2023 – No Brasil, a falta de conclusão do ensino médio afeta significativamente a juventude, com quase 52 milhões de jovens, representando aproximadamente 18% da faixa etária de 14 a 29 anos, segundo dados do IBGE. Esse cenário foi discutido em um evento da rede Sesi (Serviço Social da Indústria) realizado na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em 22 de novembro, com especialistas e parlamentares focando na Educação de Jovens e Adultos (EJA). Maria do Socorro Alencar Nunes, coordenadora geral de Alfabetização da Diretoria de Políticas de Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos do Ministério da Educação, destacou a importância de políticas públicas para combater o analfabetismo e melhorar a qualidade da educação. No Brasil, aproximadamente 9,3 milhões de pessoas ainda não foram alfabetizadas, com as maiores taxas concentradas no Nordeste e Norte do país. Maria do Socorro Nunes ressaltou as dificuldades de acesso às políticas públicas para populações rurais, ribeirinhas e de baixa renda. Além disso, há 931 municípios que não oferecem a EJA. O ex-deputado federal Professor Israel Batista (PSB-DF), ex-presidente da bancada da Educação, elogiou a iniciativa da EJA do Sesi, destacando sua taxa de conclusão de 72% a 82%, superando a média nacional de evasão escolar de mais de 70%. “O Brasil tem desigualdades continentais. Se pensarmos que vamos fazer uma política nacional única para todos, estamos enganados”, afirmou Israel Batista, ressaltando a importância de abordagens adaptadas a diferentes realidades.
Quase metade das casas enfrenta problemas de saneamento

MARANHÃO, 17 de novembro de 2023 – Estudo divulgado nesta semana revela que 46,2% das moradias brasileiras enfrentam algum tipo de privação no saneamento, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continuada Anual (PNADCA) de 2022, realizada pelo IBGE. Do total de 74 milhões de moradias analisadas, 8,9 milhões não possuem acesso à rede geral de água, 16,8 milhões sofrem com uma frequência insuficiente de recebimento, 10,8 milhões não possuem reservatório de água, 1,3 milhão não tem banheiro, e 22,8 milhões não contam com coleta de esgoto. A pesquisa, conduzida pelo Instituto Trata Brasil, destaca que 53,8% dos domicílios não têm nenhuma privação, enquanto 25,2% enfrentam uma, 9,9% duas, 9,3% três, 1,4% quatro, e 0,4% cinco privações. O estudo ressalta que a carência de serviços de coleta e tratamento de esgoto está associada a infecções gastrointestinais, especialmente em áreas próximas a rios contaminados e locais com esgoto a céu aberto. Ao analisar a distribuição por estados, Pará, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro destacam-se como aqueles com maior população afetada pela falta de acesso à rede geral de água. No entanto, a pesquisa também evidencia disparidades entre diferentes grupos étnicos, indicando que a questão do saneamento afeta de forma desproporcional pessoas de diferentes origens.