PGJ avalia exoneração coletiva de promotores do Gaeco

MARANHÃO, 20 de janeiro de 2026 – O procurador-geral de Justiça (PGJ), Danilo de Castro, afirmou nesta terça (20), que considerou precipitado o pedido coletivo de exoneração apresentado por promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado. A declaração foi feita durante entrevista à TV Mirante, ao comentar a decisão tomada no início do mês. Segundo Danilo de Castro, a manifestação dos promotores ocorreu após parecer emitido pelo procurador-geral de Justiça em exercício, Orfileno Bezerra Neto, no contexto da Operação Tântalo II, realizada no município de Turilândia. O parecer tratava da situação de investigados no âmbito da operação. Durante a entrevista, o chefe do Ministério Público avaliou que a reação dos colegas foi precipitada, pois o parecer questionado sugeria a substituição de pedidos de prisão por medidas cautelares menos gravosas.
MP deve denunciar à Justiça contra investigados de Turilândia

MARANHÃO, 15 de janeiro de 2026 – O promotor Haroldo de Brito, novo coordenador do Gaeco, afirmou na quarta (14), em São Luís, que a equipe retomou a análise do material da Operação Tântalo II para elaborar a denúncia sobre o desvio de R$ 56 milhões em Turilândia, após substituir o grupo anterior. Ele explicou que os promotores exonerados já haviam iniciado o trabalho, que continua com a nova formação, porque o Ministério Público do Maranhão busca concluir a apuração e enviar a peça acusatória à Justiça. Além disso, Haroldo destacou que o procurador-geral de Justiça determinou prioridade à conclusão dessa denúncia, porque o caso envolve investigação de organização criminosa e grande volume de recursos. Por isso, ele afirmou que a equipe atual segue avaliando documentos reunidos durante a operação para finalizar o procedimento. O novo coordenador do Gaeco foi nomeado após dez promotores deixarem o grupo, decisão tomada depois de a Procuradoria-Geral de Justiça apoiar a soltura dos investigados. No entanto, ele elogiou a atuação dos antigos integrantes e ressaltou que os novos membros foram selecionados pelo mesmo critério técnico exigido para atuar em investigações de crime organizado. Dessa forma, ele informou que as portarias de designação devem ser publicadas até a segunda. Além disso, Haroldo relatou que a estrutura do Gaeco permanecerá direcionada ao enfrentamento de organizações criminosas e ao uso de métodos investigativos especializados. Por fim, ele afirmou que o grupo manterá o ritmo de trabalho adotado anteriormente, respeitando o material já reunido pelos promotores exonerados.
Procuradores manifestam apoio após exonerações no Gaeco

MARANHÃO, 12 de janeiro de 2026 – Os procuradores de Justiça divulgaram nota nesta segunda (12) em apoio aos promotores do Gaeco que entregaram seus cargos. A manifestação afirmou que os integrantes do grupo sempre atuaram dentro da lei e seguiram princípios constitucionais durante as investigações. A reação ocorreu após divergências sobre parecer relacionado à Operação Tântalo II. Além disso, os procuradores ressaltaram que a decisão dos promotores, ainda que extrema, evidenciou compromisso com a legalidade e com a defesa da Justiça. O documento também enfatizou que divergências jurídicas integram o Estado Democrático de Direito e surgem em processos complexos. A manifestação destacou preocupação com impactos na credibilidade institucional.
Procurador-geral de Justiça nomeia novo chefe do Gaeco

MARANHÃO, 12 de janeiro de 2026 – O procurador-geral de Justiça do Maranhão, Danilo de Castro, nomeou o procurador Haroldo Paiva de Brito como o novo chefe do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). O anúncio foi feito nesta segunda (12), por meio de uma nota oficial, um dia após a saída coletiva de dez promotores que integravam a cúpula do órgão. Haroldo Paiva também assumirá o comando da Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e Inteligência (CAEI). O novo coordenador possui extensa experiência, tendo sido diretor das Promotorias de Justiça de São Luís por seis mandatos consecutivos.
Promotores do GAECO pedem exoneração após parecer da PGJ

MARANHÃO, 12 de janeiro de 2026 – Dez promotores do GAECO pediram exoneração dos cargos neste domingo (11) após a Procuradoria-Geral de Justiça defender a soltura dos presos da Operação Tântalo II. Eles enviaram o “Memorando nº 1/2026 – GPGJ/GAECO/SLS” ao procurador-geral Danilo José de Castro Ferreira e justificaram a saída como resposta ao parecer assinado pelo procurador-geral em exercício Orfileno Bezerra Neto, encaminhado à 3ª Câmara Criminal do TJ-MA. O caso envolve o prefeito de Turilândia, Paulo Curió, e outros investigados por suspeita de desviar mais de R$ 56 milhões do município. Além disso, o pedido afirma que a manifestação da Procuradoria-Geral contrariou o entendimento técnico-jurídico do GAECO. Os promotores destacaram que as prisões preventivas foram decretadas na investigação sobre organização criminosa instalada em Turilândia, no âmbito da Operação Tântalo II, realizada em 22 de dezembro de 2025.Eles apontaram que o conjunto probatório validado pelo Judiciário sustentou as medidas adotadas. De acordo com os promotores, o posicionamento da Procuradoria-Geral enfraqueceu a atuação do Ministério Público no combate ao crime organizado. Eles declararam que a decisão pode impactar a credibilidade das investigações complexas e a efetividade das cautelares. O texto assinala que a posição divergiu das premissas que orientaram o trabalho do GAECO e dos parâmetros adotados durante a investigação. Os dez promotores também mencionaram que o entendimento da Procuradoria-Geral não se alinha aos trabalhos desenvolvidos pelo GAECO nos últimos anos. Segundo eles, a divergência contrasta com os objetivos de aprimoramento da persecução penal presentes no Plano Estratégico do MPMA 2021-2029. Eles afirmaram que essa discordância compromete a permanência conjunta na estrutura atual do órgão auxiliar.
Prefeito e vereadores de Turilândia entram na mira do GAECO

MARANHÃO, 22 de dezembro de 2025 – A Operação Tântalo II foi deflagrada na manhã desta segunda (22) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Maranhão. A ação cumpriu 51 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão no município de Turilândia e em outros endereços ligados aos investigados. A operação apura suspeitas de desvios de recursos públicos durante a gestão do prefeito Paulo Curió. As ordens judiciais foram expedidas pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão, por decisão da desembargadora Maria da Graça Peres Soares Amorim. A Operação Tântalo II é um desdobramento da primeira fase da investigação, deflagrada em fevereiro deste ano, e amplia o alcance das apurações conduzidas pelo Gaeco no âmbito municipal. CRIMES INVESTIGADOS De acordo com procedimento investigatório instaurado pelo Gaeco, há indícios da prática de organização criminosa, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de capitais. Os fatos investigados teriam ocorrido durante a gestão de Paulo Curió à frente da Prefeitura de Turilândia, conforme informações reunidas ao longo da investigação. A Operação Tântalo II envolve diversas empresas e pessoas físicas e jurídicas. Entre as citadas estão Posto Turi, SP Freitas Júnior LTDA, Luminer e Serviços LTDA, MR Costa LTDA, AB Ferreira LTDA, Climatech Refrigeração e Serviços Ltda, JEC Empreendimentos, Potencial Empreendimentos e Cia Ltda, WJ Barros Consultoria Contábil e Agromais Pecuária e Piscicultura LTDA, além de servidores públicos e agentes políticos. Também foi autorizado o bloqueio do valor de R$ 9.445.213,17 nas contas bancárias de todos os investigados. Segundo o Ministério Público, o montante total do dano apurado ao erário alcança R$ 56.328.937,59, valor que corresponde a contratos e operações analisados no curso da Operação Tântalo II.
Gaeco investiga desvio envolvendo empresa ligada a prefeito

MARANHÃO, 05 de novembro de 2025 – O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Maranhão (MP-MA) deflagrou, na manhã desta quarta (5), a Operação Acqua Alta para investigar desvio de recursos públicos na Prefeitura de Buriticupu. Segundo o órgão, o prejuízo estimado ultrapassa R$ 7 milhões. A ação, autorizada pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão, cumpriu dez mandados de busca e apreensão em São Luís, Imperatriz, Buriticupu, Presidente Dutra e Cantanhede. A operação apura irregularidades na contratação da empresa Veneza Construções e Locações Eireli pela prefeitura. De acordo com o Gaeco, há indícios de inexecução contratual e repasse irregular de valores. A empresa teria sido contratada para realizar obras já executadas na gestão anterior, e parte dos pagamentos teria sido transferida a servidores públicos, familiares dos envolvidos e à empresa Alpha Construções e Serviços Ltda., ligada ao prefeito João Carlos (PP).
Gaeco combate facção criminosa com ação no Maranhão e Piauí

MARANHÃO, 22 de outubro de 2025 – O Ministério Público do Maranhão (MPMA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), deflagrou nesta quarta (22), a segunda fase da Operação Cela 03. A ação visa desarticular o braço financeiro e operacional de uma facção criminosa atuante entre os estados do Maranhão e Piauí. A operação tem como foco combater crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. As investigações do Gaeco revelaram um esquema estruturado com abrangência interestadual, com forte atuação nas cidades de Timon (MA) e Teresina (PI). Segundo o órgão, a rede criminosa movimentava valores provenientes de atividades ilícitas, principalmente relacionadas ao tráfico de entorpecentes e ao comércio irregular de veículos furtados e roubados. A segunda fase da Operação Cela 03 teve início após o avanço das investigações realizadas na primeira etapa, deflagrada em 12 de agosto de 2024. Na ocasião, foram identificadas evidências que comprovaram a existência de um núcleo responsável pela movimentação financeira e pela logística das ações criminosas.