Brasil à beira de mais dez anos de pouca exigência escolar

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BRASÍLIA, 1º de dezembro de 2025 – O Congresso está cada vez mais próximo de aprovar um projeto que pode condenar as escolas no Brasil a mais um decênio de objetivos pouco claros e baixa aprendizagem de português e matemática. No mês passado, o parecer do relator do novo Plano Nacional de Educação (PNE) foi entregue à Câmara dos Deputados, com metas para o decênio de 2025 a 2035. O texto promete mais discurso identitário e ambientalista nas salas de aula. Ele até chega a estabelecer metas para melhorar o ensino das disciplinas básicas, mas é vago sobre como atingi-las – hoje, as escolas no Brasil estão entre as piores do mundo em matemática e linguagem. A medida mais concreta prevista no PNE para melhorar o ensino de português e matemática é a aplicação de avaliações obrigatórias e censitárias – ou seja, para todos os alunos, não apenas por amostragem, como é hoje – a partir do 1º ano do ensino fundamental. Isso está descrito na meta dedicada à alfabetização, que também prevê instrumentos de diagnóstico, divulgação de resultados e acompanhamento pedagógico com base nesses dados. Mesmo assim, propostas que poderiam ser positivas acabam diluídas em discurso ideológico. A própria meta da alfabetização mistura o aperfeiçoamento dos professores com diretrizes voltadas a grupos identitários. O texto orienta que a formação docente tenha foco em “turmas heterogêneas, multisseriadas, inclusivas e em contextos territoriais, sociais, socioambientais e culturais diversificados”, com atenção especial a crianças “quilombolas, indígenas, do campo, migrantes, das águas e das florestas”. Com isso, o foco na eficácia da alfabetização perde centralidade e se torna apenas mais um entre muitos objetivos. O relatório do deputado Moses Rodrigues (União-CE) para o PNE ainda está em tramitação. A próxima etapa é que ele seja votado pela Comissão Especial da Câmara. Até lá, deputados podem apresentar emendas e pedir ajustes. A votação estava prevista para a terça (11), mas um pedido de vista coletivo adiou a votação.

Entenda por que a COP30 já é considerada ‘Flop30’

COP30 FLOP

BELÉM, 24 de novembro de 2025 – A COP30 (30ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima) chegou ao fim no sábado (22), depois da aprovação do texto final da cúpula, denominado “Mutirão Global”. O resultado ficou aquém do que esperavam muitos governos, especialistas e cientistas. Mas o evento em Belém, no Pará, colecionou outros flops. Uma série de problemas logísticos e ausências importantes de líderes globais marcaram a realização da conferência. Houve tentativa de invasão da área restrita no 2º dia do evento (11) e um incêndio na quinta (20). O secretário-executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima, Simon Stiell, mandou uma carta ao gabinete do governo Lula (PT) em 12 de novembro exigindo que as autoridades brasileiras apresentassem um plano para lidar com as condições precárias na COP30. AUSÊNCIA DE LÍDERES GLOBAIS O aeroporto de Belém tem pouco espaço para o estacionamento de aviões. Presidentes de vários países deixaram de ir à Cúpula da COP30, que antecedeu a conferência, porque não aceitaram mandar seus aviões a outros aeroportos enquanto estavam em Belém. O presidente da França, Emmanuel Macron (Renascimento, centro), chegou a Belém na manhã de quinta (6) e deixou a cidade no final do dia. Não ficou para a conclusão da reunião e para a foto oficial, na sexta (7). A Cúpula em Belém registrou menor participação de chefes de Estado e governo em COPs do que as 4 COPs anteriores. Não participaram os presidentes Donald Trump (Partido Republicano), dos Estados Unidos, Xi Jinping (PCCH, esquerda), da China, Javier Milei (La Libertad Avanza, direita), entre outros. A conferência teve menor presença de executivos norte-americanos, por receio de retaliação do governo Trump, que vê a pauta climática com maus olhos.

Aposta global de Lula desmorona após seguidos fracassos

Lula fracasso

BRASIL, 03 de julho de 2025 – Com falas controversas fora do país, gafes, posturas polêmicas em temas sensíveis e crescente desprestígio em eventos com líderes globais, inclusive os organizados pelo Brasil, o presidente Lula (PT) viu seu sonho de protagonismo na cena externa afundar antes do fim do mandato. Esse retrato de decadência e isolamento foi resumido por reportagem da revista britânica The Economist, apontando que o Brasil, outrora símbolo de projeção dentre os países emergentes, se tornou irrelevante em debates geopolíticos centrais e está cada vez mais desalinhado do Ocidente. O texto destaca a incoerência da política externa brasileira, com notório distanciamento dos Estados Unidos e aproximação crescente de regimes autoritários, como China, Irã e Rússia. A crítica maior vem ao citar nota do Itamaraty que condenou ataques americanos a alvos nucleares iranianos. A vinda de delegação iraniana à cúpula do Brics, que inicia no domingo (6), no Rio de Janeiro, é vista pela revista como prova de antagonismo com os EUA. O Brasil transparece como refém das agendas de China e Rússia, cujos líderes autocráticos, Vladimir Putin e Xi Jinping, não comparecerão ao encontro.

Sampaio Corrêa soma mais derrotas que vitórias em 2025

Sampaio fracasso

MARANHÃO, 12 de maio de 2025 – O Sampaio Corrêa acumula números negativos em 2025. Em 27 jogos, foram apenas oito vitórias, oito empates e 11 derrotas. O desempenho fraco preocupa torcedores e reforça a instabilidade do clube na temporada. Com apenas quatro pontos conquistados, o Sampaio ocupa a vice-lanterna do Grupo 2 da Série D. O rendimento atual amplia a crise que já se arrasta desde o rebaixamento em 2024. A recuperação parece distante. Nas últimas dez partidas, o Tubarão venceu apenas duas vezes: contra Imperatriz e Parnahyba. Empatou quatro confrontos (Pinheiro, Moto Club, Tuntum e Tocantinópolis) e perdeu outros quatro, incluindo duas derrotas para o Imperatriz.

Flamengo joga em São Luís com público abaixo do esperado

Flamengo futebol

SÃO LUÍS, 20 de janeiro de 2025 – O Flamengo realizou sua primeira partida em São Luís diante de um público de 4.696 torcedores no Estádio Castelão, resultando em uma arrecadação de R$ 190 mil. O desempenho do time, composto por jovens jogadores, não atendeu às expectativas e gerou insatisfação entre os presentes. O valor arrecadado indica que o público pagante foi inferior ao total de espectadores, uma vez que a média de preço dos ingressos seria de R$ 40, enquanto o ingresso mais barato foi vendido a R$ 100. A presença de secretários de Estado no evento também chamou atenção, uma vez que não costuma ocorrer durante partidas de clubes locais.

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