Flávio Dino ataca evangélicos com acusações de corrupção

O governador Flávio Dino (PSB) decidiu integrar a campanha de ataque contra o ministro da Educação Milton Ribeiro. Evangélico, o ministro tem sido alvo de uma forte campanha da esquerda após vazamento de áudios em que Ribeiro conversa com pastores. “Eu faço questão de lembrar que o crime de corrupção passiva não se consuma como recebimento de uma vantagem indevida. Pelo Código Penal a mera solicitação de vantagem indevida já configura crime de corrupção. Então nós temos um particular provavelmente em conluio com agentes públicos solicitando vantagens indevidas”, disse Flávio Dino. Milton Ribeiro tem sido alvo de uma campanha que pede seu afastamento. O crime nos áudios divide opiniões e não caracteriza, de forma inconteste, algum tipo de crime. Nos bastidores defensores do ministro afirmam que esse tipo de conversa é comum em Brasília. “O fato de ir a Brasília procurar recursos para determinado grupo é prática comum. Todos fazem isso e todos podem fazer isso. No fundo essa polêmica toda só acontece porque se trata de evangélicos ligados ao governo”, disse o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles. Flávio Dino tem pedido constantemente a expulsão de Ribeiro da pasta. “E espanta que até agora essa gente não tenha sido afastada, nem pelo próprio presidente da República, ou pelo Poder Judiciário, porque são fatos gravíssimos envolvendo o destino de milhões de crianças e jovens de todo o Brasil”, disse. A intolerância com a suposta corrupção nos áudios envolvendo Milton Ribeiro parece não ser a mesma quando o assunto é o próprio governo. Há cerca de um ano o governo de Flávio Dino foi envolvido com um caso que comprovadamente resultou em prejuízo aos cofres públicos. Em convênio com o Consórcio Nordeste, o Governo do Maranhão pagou cerca de R$ 5 milhões por respiradores que nunca foram entregues. Ninguém foi exonerado ou afastado pelo caso.
Presidente da Câmara critica “insensibilidade” dos governadores

O deputado federal e presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), criticou os governadores pela decisão do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) de estabelecer uma alíquota única do ICMS sobre o litro do diesel (R$ 1,006 por litro), alíquota essa mais alta do que é aplicada pela maioria dos estados, e autorizar que os entes federados apliquem descontos sobre esse valor. Em entrevista concedida ao jornal Bom Dia Mirante nesta sexta (25), Lira cobrou mais sensibilidade dos governadores em relação ao tema e disse que o mundo inteiro sofre com o aumento dos preços dos combustíveis. “É um assunto que nos preocupa muito [os combustíveis]. Tivemos a pandemia e agora a guerra da Ucrânia, que oscila o dólar e o petróleo, e impacta no preço do combustível. Temos o ICMS que pesa muito sobre o preço da gasolina, e os governadores estão insensíveis a esse fato. Conversamos com o Senado (PLP 192/22) para dar um custo fixo sobre os combustíveis para quem precisa e diminuir a inflação”, disse Lira. “Os estados ganharam tanto na pandemia, e o Confaz anulou toda economia que fizemos em relação ao PIS/Cofins da União”, continuou. (Com informações da Agência Câmara de Notícias) Palácio dos Leões Na oportunidade, em entrevista à TV Mirante, o presidente da Câmara dos Deputados não garantiu o apoio do seu partido, o Progressistas, à pré-candidatura de Carlos Brandão (PSB) no Maranhão. “O momento político demanda calma e tranquilidade. A etapa agora é de filiação, dos partidos montarem as suas nominatas, conduzirem as suas chapas e verem quem tem condições de eleição ou não. As coligações, vamos deixar para julho e agosto. Temos um tempo longo de discussão”, disse. Ver esta publicação no Instagram Uma publicação partilhada por Marrapá (@marrapanarede) Flávio Dino Nessa quinta (25), em discurso na Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM), o presidente da Câmara Federal fez críticas indiretas ao governador Flávio Dino ao afirmar que o estado é frágil na estrutura de cuidar das pessoas. “O Maranhão é gigante territorialmente, mas frágil na estrutura de cuidar das pessoas, com IDH com muita dificuldade, com a educação caindo pelas tabelas, numa história que foi vendida de melhora e aparentemente não teve. Um estado como o Maranhão não pode se dar o direito de recusar qualquer centavo, qualquer ajuda, qualquer parceria, qualquer melhora ou recursos federais para melhorar a vida das pessoas”, afirmou.
Roseana expõe situação ruim do mercado de trabalho na gestão Dino

A ex-governadora Roseana Sarney divulgou em suas redes sociais um levantamento divulgado nesta sexta (25) que aponta o Maranhão como líder no quadro de desalentos (pessoas que desistem de procurar trabalho por acreditar que não vão conseguir encontrar). Os dados são referentes ao governo de Flávio Dino (PSB). O estudo revela que o país tem 4,8 milhões de pessoas que não procuram emprego mesmo estando disponíveis para trabalhar caso recebam uma oferta, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A ex-governadora Roseana reagiu. O Maranhão é o estado brasileiro com maior percentual de desalentados – pessoas que desistiram de procurar trabalho porque acham que não vão conseguir – do BR. São 18,8%, seguido de Alagoas (15,9%) e Piauí (13,7%). pic.twitter.com/V8hXc2Hcmv — Roseana Sarney Murad (@RoseanaSarneyM) March 25, 2022 Na análise por estados, a Bahia tem o maior número de pessoas desalentadas (682 mil, ou 14,2% do contingente nacional). Em seguida Maranhão, com 557 mil; São Paulo (451 mil), Minas Gerais (382 mil) e Ceará (380 mil). Nesta semana, Roseana Sarney divulgou que o Maranhão perdeu posições no Ranking de Competitividade do Centro de Liderança Pública (CLP) em sete anos de governo Flávio Dino (PSB), cujo levantamento aponta que o estado caiu de 6ª no Nordeste e 20º no país em 2015, para último na região e 23º no Brasil em 2021. O CLP – Centro de Liderança Pública, que produz o Ranking de Competitividade dos Estados, publicou os resultados para 2021. O MA ficou em último lugar entre os 9 estados nordestinos e em 23º no BR. Apenas para efeito de comparação: em 2015, o MA era o 6º do NE e o 20º no BR. pic.twitter.com/5Jiwu9C41p — Roseana Sarney Murad (@RoseanaSarneyM) March 22, 2022
“Temos os mesmos sonhos”, diz Rocha em encontro com Lahesio

Os políticos trataram sobre as eleições de 2022.
Weverton questiona coerência de decisão de Dino por Brandão

Por meio de suas redes sociais, o senador Weverton Rocha (PDT) criticou a escolha de Flávio Dino por Brandão no apoio à disputa rumo ao Palácio dos Leões nas eleições deste ano. O pedetista citou casos de disputas políticas em que ele e o governador do Maranhão estiveram juntos no campo progressista, enquanto Carlos Brandão esteve do outro lado. “A escolha pessoal de Flávio Dino, infelizmente, não teve nada a ver com a história do nosso grupo político. Nós dois sempre tivemos uma história de luta ao longo da vida. Luta contra a prisão de Lula, o impeachment da Dilma, contra a retirada de direitos de nossos trabalhadores e aposentados. Onde é que estava o Brandão nessas horas?”, escreveu o senador. Ver esta publicação no Instagram Uma publicação partilhada por Weverton (@wevertonsenador) Outro que também criticou o vice governador trata-se do ex-secretário estadual de Esporte e Lazer, Marcio Jardim (PT). Na avaliação do petista, Carlos Brandão abandona sua trajetória de ao mudar de partido e ingressar no socialismo para tirar proveito da popularidade de Lula no Maranhão. Brandão mais uma vez muda de partido. Hoje filia-se ao PSB. Objetivo: tirar proveito da popularidade de Lula no MA. Saudações a sua nova postura. Que ela seja acompanhada de um mudança real. Mas a pergunta q não quer calar: onde estava Brandão quando Lula foi injustamente preso? — Marcio Jardim (@marciobjardim) March 23, 2022
Carlos Brandão muda de partido e se filia oficialmente ao PSB

Na manhã desta quarta (23), o vice-governador Carlos Brandão se filiou oficialmente no PSB, presidido pelo governador Flávio Dino no Maranhão. A solenidade contou com a presença de outros pré-candidatos e também do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Por meio de suas redes sociais, Brandão disse que a mudança exige coragem, falou sobre o combate a fome, ampliação da educação, citou geração de emprego em meio à crise e disse que deve continua a mudança e engrandecer todas as conquistas dos últimos sete anos de forma conjunta. Já no discurso durante evento de sua filiação ao Partido Socialista Brasileiro, em Brasília, Brandão cravou: “Saiba, presidente (Carlos Siqueira), que o senhor recebe hoje, em seu partido, um homem íntegro, honesto, sem processos ou condenações, e com uma vida limpa”, disse o vice-governador do Maranhão Cumprimentado pelos nomes da política nacional, o futuro candidato a vice na chapa do ex-presidente Lula (PT), Geraldo Alckmin, manifestou otimismo pela reeleição de Brandão: “Se Deus quiser, o Brandão vai se eleger para continuar esse trabalho do governador Flávio Dino”, afirmou o ex-governador de São Paulo.
Quem são os políticos que disputam o governo do Maranhão em 2022?

Os eleitores do Maranhão irão às urnas em outubro para escolher o sucessor do governador Flávio Dino (PSB)
Flávio Dino quer impedir diminuição de imposto da gasolina no Maranhão

O governador maranhense Flávio Dino (PSB) está em Brasília trabalhando contra a proposta de diminuição do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a gasolina. A proposta, idealizada pelo governo de Jair Bolsonaro (PL), visa criar uma alíquota única do imposto em todo o Brasil que iria possibilitar a diminuição do preço. A medida faz parte de um pacote que pretende retirar custos na produçãodos combustíveis no Brasil. O maranhense tem a ajuda de outros governadores, que se reúnem nesta terça (22) para tentar barrar a proposta em um fórum de governadores. O Congresso Nacional já aprovou um projeto de lei que determina que o ICMS seja igual em todos os estados. Flávio Dino e outros governadores afirmam que pretendem judicializar a determinação e levar a discussão para o STF. A justificativa apresentada para ser contra a diminuição do imposto é que a arrecadação dos estados seria prejudicada. Indiretamente o governador do Maranhão deixa transparecer que sua prioridade é mais dinheiro no bolso do governo e menos no bolso do cidadão. E se o custo disso for gasolina mais cara, que assim seja.